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O que talvez seja maior fator de lamentação em outra virada sofrida por Beatriz Haddad Maia – a terceira do ano – é que a eventual vitória neste domingo poderia servir como um tremendo impulso para sua temporada um tanto apagada até agora. Sim, porque fez um primeiro set bem próximo da perfeição diante da experiente Anastasia Pavlyuchenkova, em que utilizou ferramentas diferentes e com isso cometeu um único erro não-forçado nos oito games disputados.
Pavlyuchenkova é uma tenista que vive de forçar seus golpes, seja o saque mas principalmente os de base, o que geralmente lhe confere números significativos tanto de winners como de erros, como aliás foi o caso desta madrugada, em que fez quase o dobro de bolas vencedoras (42 a 22) e o triplo de falhas (50 contra 15).
Daí foi muito animador ver Bia com um plano tático apurado, com variação constante, até mesmo dentro do mesmo ponto. Vinham bolas altas no backhand, mais rasantes no centro, paralelas profundas mas com força controlada, alguns slices, excelentes defesas e acima de tudo um saque eficiente. Fez dois aces abertos no ‘iguais’, deu segundo serviço com spin no centro na ‘desvantagem’, raramente repetiu o lado ou o efeito.
O excelente volume de jogo deixava a russa claramente desconfortável e muitas de suas bolas agressivas saíam da quadra por muito. O que então deu errado? O primeiro motivo foi a queda de eficiência do saque da brasileira, o que pouco a pouco permitiu à adversária ser mais agressiva nas devoluções. Ainda assim, Bia saiu de 1/3 para 3/3 no segundo set e isso deveria colocar mais pressão sobre Pavlyuchenkova. Porém Bia fez a ruim escolha de tentar competir nas bolas mais batidas, o que aumentaram seus erros para 9, além de ficar mais insegura no saque, que perdeu profundidade e ficou à mercê dos golpes firmes da russa.
O terceiro set já era outro jogo. Havia equilíbrio e tensão evidentes e Bia sofreu desde o primeiro game. Quando enfim veio a quebra no sétimo game, a brasileira não teve poder de reação. Ainda que tenha errado apenas cinco vezes no set decisivo, havia perdido a confiança para ousar, o que mostram os raros quatro winners que somou, um deles de ace.
O lado positivo a ser explorado é que Bia possui recursos para praticar outro tipo de jogo que não sejam a agressividade e o risco absolutos. Se tivesse mantido as variações espertas e o saque afiado do primeiro set, haveria grande chance de estar outra vez nas oitavas de Indian Wells, como fez em 2021. Agora, é engolir a frustração e seguir firme nas duplas ao lado da ótima Taylor Townsend e tentar reação definitiva em Miami.
Wild também perde embalo
Em outro resultado ruim para o tênis brasileiro neste domingo, Thiago Wild não teve qualquer chance diante do tênis aplicado e completo do húngaro Fabian Marozsan. O 58º do mundo explorou bem a quadra secundária um pouco mais veloz, ganhou rapidamente confiança e deu um show de força, precisão e variações táticas em cima de um paranaense acuado.
Marozsan só perdeu seis pontos com o serviço a favor, dois deles com o primeiro, enquanto Wild teve percentual baixo de primeiro serviço (55%) e, pior ainda, ganhou apenas 8 dos 25 pontos em que precisou do segundo. Não foi nem sombra daquele tenista impetuoso, ágil e consistente que passou por Karen Khachanov. Faltou principalmente calibrar a devolução.
Wild desistiu de competir no challenger de Phoenix que começa nesta terça e vai direto para Miami, onde depende de cinco desistência para não ter de disputar outro qualificatório.
E mais
– Um tanto ‘enferrujado’ pelas cinco semanas de inatividade, Novak Djokovic teve estreia dura contra o mediano Aleksandar Vukic, mas deve encarar jogo mais fácil nesta segunda-feira contra o garoto Luca Nardi e aí se preparar melhor para um eventual duelo contra Ugo Humbert, canhoto que está novamente em ótima fase.
– Espetacular mesmo foi Gael Monfils. Jogou de forma alegre e variada para bater Hubert Hurkacz. Pega agora Cameron Norrie e, se passar, Ruud ou Fils. Chave dura.
– Daniil Medvedev voltou a criticar a lentidão do piso, mas isso talvez o ajude agora contra Sebastian Korda e, quem sabe, depois contra Grigor Dimitrov.
– Sebastian Baez completa 10 jogos sem derrota e desafia Taylor Fritz, num setor onde estão Rune e Musetti. Dá para acontecer qualquer coisa.
– A parte inferior já abriu a terceira rodada e destaque para a ótima atuação de Jiri Lehecka em cima de Andrey Rublev. O tcheco tem chance contra Tsitsipas e aí chegaria em Jannik Sinner, que ainda não teve trabalho e agora pega o canhoto Ben Shelton.
– Alcaraz subiu de nível contra Aliassime, pega Marozsan e fica expectativa por cruzar com Zverev ou De Minaur.
– Iga Swiatek fez outro treino e pega Putintseva, o que abre grande chance para cruzar com uma mãe nas quartas: Kerber e Wozniacki farão talvez o jogo mais interessante da próxima rodada.
– Sufoco e jogo eletrizante para Aryna Sabalenka na madrugada de domingo. Virou contra Peyton Stearns salvando 4 match-points. Vamos ver o que Raducanu consegue contra ela nesse piso lento.










Que reviravolta impressionante! É realmente uma pena ver a Bia Haddad Maia passar por outra virada difícil. Parece que a consistência é o grande desafio para ela este ano. No entanto, é incrível ver como ela jogou no primeiro set, quase perfeito! Anastasia Pavlyuchenkova, com sua abordagem agressiva, conseguiu reverter a situação, destacando a importância de encontrar o equilíbrio certo entre riscos e recompensas.
Que Bia possa superar esses desafios e voltar ainda mais forte! O esporte sempre nos reserva grandes emoções.
Salve Dalcim,
Quem sou eu para te sugerir uma pauta, mas, puxa vida, posso te pedir para fazer uma entrevista com a Bia?
Ela se transformou tanto como tenista, digamos, nos ultimos tres anos que acho que valeria a pena ouvir dela como estao as coisas no plano profissional este ano.
Temas nao faltariam: Desde o desenvolvimento do saque ate patrocinadores e pressao em quadra, passando por como ela se situa no circuito agora que e muito mais conhecida.
Uma coisa que acho iconica desse processo e a forma como ela cumprimenta as adversarias apos o jogo. Antes era com um caloroso abraco e largo sorriso, agora apertos de maos, quase burocraticos, sao a tonica.
O que voce acha da minha sugestao de pauta…rsrsrs..?
Grande abraco a voce e a sua equipe fantastica.
Obrigado, Alexandre! Muita valiosa, sem dúvida. Temos feito contato com o time dela de forma constante, mas eles decidiram não falar nos últimos tempos. Nem mesmo frases oficiais da Bia estão sendo divulgadas à imprensa desde Abu Dhabi, o que é um tanto lamentável.
Isso e mais do que lamentavel. Continuo torcedor de carteirinha da Bia e espero que ela e equipe revejam essa postura o mais cedo possivel. Grande abraco.
Então Dalcim, parece ser uma pratica dos tenistas não dar entrevistas fora da quadra. No caso da Bia, talvez pelo fato da equipe conhecer bem o “mental incostante”. Querem blindar ela dos comentários que sejam ruins para seu estado mental gerando mais pressão sobre seu jogo. Mas é visivel que essa instabilidade e inconstância no seu jogo tem mto mais do mental do que treino. Q ela possa vencer seus fantasmas e evoluir sua postura sendo mais agressiva nas atitudes e assertiva nas alternâncias do seu jogo. Saque, drop shot, slice e voleio na minha modesta leitura. Um abraço !
Bia precisa de uma boa “análise” (uma terapia mais profunda) do que a psicologia motivacional com jeito de “coach”, do tipo “eu posso”, “eu luto”, “eu venço”, tão em voga hj em dia, inclusive no esporte de alto desempenho! Vamos lá Bia, vamos deitar num divã prá investigar mais esse funcionamento tão instável!
Dalcim, a Bia tem um psicólogo na equipe ? Ela poderia tentar melhorar o mental com terapia.
Morei uns tempos na Europa. Minha filha nasceu lá. Sem família por perto, fomos numa pediatra pedir conselhos sobre o chôro noturno do bebê, que não nos deixava dormir. Ela disse: deixem a bebê no berço, não entrem no quarto. Da porta do quarto, procurem consolá-la com a voz. Incentivem ela para que aprenda a dormir sozinha.
Ou seja, lá, desde de bebê eles são estimulados a se virarem sozinhos.
Quando lembro da Bia, ou do Belluci, ou dos incontáveis jovens brazucas promissores que se perderam na transição para o profissional, fico imaginando o quanto das dificuldades no âmbito mental/emocional não vem do berço. Europeus e, mais ainda, eslavos, parecem suportar melhor as pressões da carreira.
A Bia, por exemplo, passa o tempo todo buscando o apoio do box, para tentar vencer seus fantasmas internos.
Dito isso, acho a Bia uma jogadora excepcional, e uma guerreira. A luta dela para controlar os nervos durante a partida é admirável. E ela tem conseguido grandes avanços nesse aspecto.
Sim, tem acompanhamento psicológico, Ricardo, algo que tem sido felizmente mais comum no circuito e entre os brasileiros.
“mas deve encarar jogo mais fácil nesta segunda-feira contra o garoto Luca Nardi e aí se preparar melhor para um eventual duelo contra Ugo Humbert, canhoto que está novamente em ótima fase.”
Como o tênis é um esporte imprevisível, Dalcim… hehehehehe
Totalmente… E isso é muito bom.
Dalcim ,tem uma coisa no tênis feminino que acontece com as tops mais que no masculino , lesões, só pra citar Sofia kenin,Bianca andreescu ,raducanu ,qual o motivo disso será ?
E em relação a bia , já não tá na hora de reavaliar e trocar a equipe técnica?
Acho que acontece também no masculino, Jorge. Alocaraz, Rune, Aliassime, Shapovalov… e são todos bem jovens. Me parece uma relação direta entre a exigência do treinamento com o calendário mais pesado, porém tem muita coisa de biomecânica também. Quanto à Bia, não vejo menor chance de troca de equipe por parte dela no momento.
Pra mim, é evidente que o tênis praticado com base na força física é o que vem causando lesões nas mulheres. Infelizmente, se elas não conseguirem bater tão forte quanto as adversárias, jamais irão vencer. Não basta ter talento e técnica com a raquete ou ser inteligente na estratégia de jogo, é preciso muita potência nos golpes. Daí o excesso de musculação e exagero nos exercícios com peso. O corpo humano tem seus limites, e os ligamentos e músculos são os primeiros a ceder, pois nem os mais avançados exercícios jamais serão capazes de transformá-los em aço.
É quase certo que a idade chegou para o GOAT. Saque ruim, bolas sem profundidade, lento, chegando atrasado.
Ainda bem para nós goatistas e ruim para os sofredores que ele conseguiu alcançar seus objetivos com larga margem antes do declínio físico, que é o mais importante pra história do esporte. Talvez ele consiga surpreender em um ou outro torneio, mas a tendência é de queda. E veio de uma hora pra outra: fim de ano espetacular e jogos horrorosos desde a United Cup.
Bom, nada é para sempre e foi muito bom enquanto durou.
Parabéns pelo excelente comentário. Embora acredite ainda até em SLAM para Novak Djokovic. O tempo dirá, parceiro. Grande Abraço!!!
Não sei se foi excelente, mas tentei ir com a razão. Não foi só o jogo de ontem, mas sim o ano inteiro.
Abs!!
Parececsercessaxaxreakidade mesmo Paulo…
Pois é, já há uma amostra suficiente para pensar assim, LF.
Estou te achando um pouco precipitado já, nobre PA.
Luiz,
Foram 11 jogos no ano e os únicos convincentes foram contra o Zhang, Mannarino e quiçá Etcheverry, mas ainda precisou de um TB contra o argentino. Perdeu 3 (Minaur, Sinner e Nardi) e 5 vitórias foram com muito sofrimento (Lehecka, Prizmic, Popyrin, Fritz e Vukic).
Já é uma amostra estatística suficiente (73%) de que as coisas não estão bem. Posso estar errado, afinal é o Djokovic, mas ele vai ter que treinar mais e melhorar muito. Não está dando pra ganhar no automático mais não.
Abs.
PA, minha análise contempla o seguinte:
Como diz o Sérgio Ribeiro – não entendemos de tênis e sim de Djokovic, façamos uma análise dele.
Ano passado, ele fez 4 finais de GS e ganhou 3, além do Finals, batendo ninguém menos que Alcaraz e Sinner em sequência. Esse último, o bicho-papão do circuito atualmente.
Menos de 6 meses depois, não dá para acusar declínio físico, pois, isso não acontece de súbito assim.
Acredito mesmo em falta de prioridade, pois, foram apenas 3 torneios no ano e no intervalo deles, parcos treinos.
Vou acreditar mais se essas derrotas se prologarem ao ano, mas, ainda acho muito cedo.
Nossa, Paulo, que exagero. Sua última frase foi tipo “jogar a pá de cal”. Até eu, que não sou fã número 1 dele, não tenho essa impressão. Ainda tem muita água pra passar por debaixo da ponte. Bom dia.
O mundo do tênis não é mais o mesmo. Acabou o domínio do Big 3, no mínimo este está prestes a terminar. Federer aposentou, Rafa está prestes a faze-lo e hj Djoko demonstrou q ele também está, pela primeira vez, na descendente. Não q uma derrota sele isso, mas sim a forma, e para quem, isso ocorre. Parabéns ao jovem italiano, venceu uma lenda viva, com dois pontos incríveis para fechar a partida, em especial o swing volley. O mundo do tênis não é mais o mesmo a partir de hj…
Estou quase concordando inteiramente. Tirando 2 ou 3 jogos no ano, as outras vitórias foram todas sofridas contra adversários fracos.
A melhor era da história do tênis está por um fio. Quem viu viu.
Será que o declínio físico já incomoda o goat? Parece que sim. Esperar até RG para ter uma noção mais clara.
Acho que tudo é uma questão de expectativa. Eu particularmente, acredito que o jogo da Bia é para uma top 20, então não me surpreende ela ter resultados irregulares.
No geral, vejo pouquíssimas atletas serem consistentes no tênis feminino.
Penso que para o investimento e organização nacional no esporte, ela está muito acima da média.
Abs
Que roupa linda do Djoko!
Cores e tons bonitos, cortes da camiseta e da bermuda na medida, tênis e meias ornando kk, tudo de muito bom gosto.
Só discordo da meia, no mais, concordo com tudo. Não gosto dos anéis nas meias.
Eu justamente gostei dos anéis pq deu uma quebrada no monotom das meias e tênis, e como são listras brancas ficou leve e visualmente bonito
Heheheh
Pois é, depois de mais um mau resultado de Bia, lá vem uma nova enxurrada de comentários depreciativos. Imagino que cada um desses que acham que Bia é uma atleta sem potencial, sem recursos técnicos, com mental e físico fracos, ou seja, uma fraude, uma enganadora, se atletas de elite fossem permaneceriam fácilmente entre os vin-te me-lho-res do mun-do por qua-se dois a-nos i-nin-ter-rup-tos.
Beatriz Haddad Maia, gravem bem este nome (se possível na nossa ‘Calçada da Fama’ do tênis), é top 20 desde agosto de 2022 e sua arrancada começou do 1342° lugar em 2020, com a volta por cima após aquela fatídica suspensão.
Até compreendo que depois dessa estupenda ascensão se queira mais e melhores resultados. Porém, acredito que Bia merece mais respeito por tudo que alcançou e, principalmente, por competir em pé de igualdade com atletas vindas de países que dão muito mais atenção ao tênis e a outros esportes.
Quanto às derrotas precoces em alguns torneios ou em partidas em que era considerada favorita, creio que se devam mais à falta de confiança do que a outros motivos. De uma hora para outra tudo que está latente, ‘adormecido’, virá à tona na forma de vitórias e campanhas surpreendentes outra vez. Tudo em seu devido tempo…
Bia esta escrevendo sua história. Acertos e erros, vitórias e derrotas. Seus fantasmas internos estão no controle da sua mente por enquanto. Disse: por enquanto. Vale pontuar que o “mental” e a leitura do jogo ainda não é assertiva.
Ctz que sua equipe e ela sabem que se faz necessário evoluir no seu saque e decisões de estratégia e alternativas de jogo conforme a adversaria.
Enfim, ela não é um fenômeno que aos 20 anos começou a vencer tudo como por ex: Iga, etc..etc… Ao contrario, tudo foi fruto de trabalho arduo, resiliência e vontade de vencer. Isso ninguêm pode dizer contrário. Se será numero um do mundo é um detalhe.
O mais importante que ela escreve sua história esportiva com dignidade, suor e amor pelo que faz. Parabens!! Aconteça o que acontecer, continuarei vibrando. Quem em 2020 estava ácima de 1.342 do ranking em 2021 depois de varios torneios pelo mundo ocupava a 359 no ranking e hoje 2024 ocupa a 13 ranking. Tem seus meritos. Aplausos!!
Tenho uma tese, toda vez que ela perde na simples acaba usando a duplas como escape do seu mental e ao ganhar um jogo ou outro de duplas no mesmo torneio anestesia a dor da derrota em simples, com isso a pessoa acaba não entendendo e aprendendo verdadeiramente com a derrota.
Infelizmente Bia é uma jogadora irregular; também carece de confiança, ou melhor, de recupera-la nos momentos ruins que surgem para qualquer um durante as partidas. Isso é fatal em um esporte individual…
Conforme observamos Djokovic jogou com um tenista desconhecido e inexperiente na primeira rodada e assim será na segunda rodada. Enquanto isso há verdadeiras batalhas para outros tenistas do topo do ranking. Djokovic é o recordista absoluto em MSP, Melhor Sorteio Possível, pois segundo (meus) cálculos ultrapassou a marca da centena, enquanto Nadal não chegou ainda na metade de uma centena. A título de comparação, Federer e Murray jamais foram contemplados com um MSP.
Enquanto a Bia não entender que ganhar um set não adianta de nada, nada vai mudar. E não é só ela que é assim. O desportista brasileiro em geral é assim. Ontem o Man. City abriu 1×0 contra o Liverpool e continuou atacando como se o jogo estivesse empatado. Nos últimos bons anos do Nadal ele também vinha fazendo igual a Bia: quando fazia 1×0 voltava a jogar como queria, de fato, e o adversário vem pra dentro. O problema da Bia é exatamente esse: ele gosta e, sempre que pode, quer ficar dando porrada em bola reta pra lá e pra cá, no centro da quadra. Aí, nesse tipo de jogo, tem umas 200 tenistas que podem superá-la. É o que estamos vendo. Ela pode fazer variação, pode angular, mas esta no DNA dela esse joguinho ultra básico de passar a bola para o lado de lá, o mais forte possível. E pronto. Essa é a tática. Aí…, dá nisso que estamos vendo. Pena.
A Bia precisa de um choque. Creio que o ideal é que esse choque venha de uma nova equipe e filosofias de treino. Sem isso, não a vejo se mantendo no top20 neste ano
Finalmente alguém fez um comentário nesse post, que já venho afirmando desde do ano passado. Beatriz Maia chegou no seu limite. O jogo sofrível da sexta, apesar do 2×0, já demonstrou claramente que ela dificilmente chegará a uma oitava, principalmente em torneios maiores. Porém, se o psicológico continuar afetando, nem nos menores. Aí, a tendência é ser “ladeira abaixo” mesmo!
Bia é para ficar entre TOP 15 e 30 mesmo. O que não é pouca coisa. Gostei da entrevista que o Fino deu outro dia, mas ele exagerou quando disse que a Bia pode ser nr 1 do mundo !! Já vi jogadoras sem grandes recursos chegarem em posições TOP. A que mais me chamou a atenção foi a Safina. O irmão sim, sabia muito de tênis, mas preferiu direcionar a carreira de modo diferente da maioria. No que ele está muito certo, cada um que sabe da própria vida.
Wild é outro para ficar no TOP 50. Vai incomodar em alguns torneios, mas não vejo constância no jogo dele.
Outro que está difícil de se recuperar é o Monteiro. Aliás ele não joga essa semana ? Vai tentar quali de Miami ?
A Bia e o Wild no domingo tinham ingredientes pra ganhar mas quando falta o molho, falta tempero ou no mínimo sangue nos olhos aí não vai. Wild tava morno demais. Faltava vibração. Catimba. Tem momentos que precisa puxar esses ingredientes. O húngaro tava um mármore e ele também esfriou junto com o adversário. Não ser desleal.e nem quebrar raquete. Não é disso que acho certo mas indignação.
A Bia só tem três pontos fracos no momento atual: o mental, o técnico e o tático. O resto tá excelente!
JOSÉ CARDOSO JR, você precisa criar uns esquetes de humor para a TV Globo. Adorei a sua avaliação a respeito do jogo( ? ) de Beatriz…