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Não bastasse todo seu favoritismo, algo justo para quem pratica o melhor tênis da atualidade com considerável distância sobre seus mais diretos concorrentes, Jannik Sinner ainda vê diante de si uma trajetória teoricamente tranquila para chegar pelo menos nas duas últimas rodadas de Roland Garros e ficar perto de mais uma façanha: o Carrer Slam.
O convidado Clement Tabur deve ser a primeira vítima, antes de um treino valioso contra o especialista Juan Manuel Cerúndolo e quem sabe um teste mais duro, frente ao imprevisível Corentin Moutet ou ao ascendente Martin Landaluce. A melhor aposta é que Luciano Darderi faça o confronto italiano de oitavas. Bons adversários, porém que têm pouca chance em melhor de cinco sets diante da solidez de Sinner.
As quartas são uma curiosa incógnita, porque o setor formando por Ben Shelton, Alexander Bublik, Frances Tiafoe e Tallon Griekspoor está longe de ser confiante. O canhoto norte-americano deu dois passos para trás depois de Munique e o cazaque, que fez um notável Roland Garros no ano passado, tem a pressão e mostra atualmente uma certa displicência.
Portanto, já é bom pensar em quem poderia desafiar Jannik lá nas semifinais e o nome óbvio surge: Daniil Medvedev. O russo recuperou a confiança, deu tremendo suador em Roma e mostra que até no saibro mais lento ainda pode ser competitivo. Mas ele deve ter desafios: Francisco Cerúndolo na terceira rodada e Flavio Cobolli nas oitavas. Quem passar, terá grande chance porque o outro quadrante é também fraco, setor onde ficaram Félix Aliassime, Valentin Vacherot e Cameron Norrie. Há espaço até para uma ‘zebra’ sul-americana, como Daniel Vallejo ou Alejandro Tabilo.
O outro lado da chave ficou interessante. Alexander Zverev foi alçado a cabeça 2 com a ausência do bicampeão Carlos Alcaraz e isso lhe dá o direito de sonhar com uma nova final em Paris, um torneio aliás em que soma campanhas historicamente fortes. Há uma possível sequência francesa, com Benjamin Bonzi, Ugo Humbert e Arthur Fils, mas o alemão está bem acima de todos eles no momento. Dois espanhóis são concorrentes fortes para as quartas: Alejandro Davidovich e Rafael Jodar, porém Jiri Lehecka também é alternativa.
E quem atravessaria o caminho de Zverev na semi? Novak Djokovic e Casper Ruud são os mais cotados. Nole é incógnita, porque só fez um jogo no saibro europeu neste ano, mas o tricampeonato e o título olímpico na Philippe Chatrier dão muito peso. Ele pode cruzar com João Fonseca na terceira rodada e Ruud nas oitavas, o que seriam barreiras gabaritadas.
Se chegar nas quartas, aí é difícil tirar seu favoritismo contra quem vier, seja o instável Andrey Rublev, o batalhador Alex de Minaur, o peso pesado Jakub Mensik ou o especialista Tomas Etcheverry. Claro que isso depende também do seu físico e do desgaste que sofrer ao longo das rodadas.
Depois de enfrentar Sinner, Alcaraz, Zverev e Ben Shelton, Fonseca tem chance de experimentar seu tênis contra Nole nesta temporada de tantos aprendizados. Antes, terá de superar um quali – que sempre vem ambientado, com ritmo e confiança – e quem sabe o mesmo Dino Prizmic que surpreendeu Nole em Roma dias atrás. Tomara que João supere esse longo período de poucos jogos e muito treino e tenha chance de enfim enfrentar o Goat e sua magia.
Com primeira rodada dividida em três dias – foi o primeiro Slam a aumentar o calendário de olho na venda de ingressos -, a chave masculina promete bons jogos a partir de domingo, especialmente Fils-Wawrinka. Vale ficar de olho também em Munar-Hurkacz, Monfils-Gaston, Rublev-Buse, Lehecka-Carreño, Machac-Bergs, Bublik-Struff, Tsitsipas-Muller, Shelton-Merida, Norrie-Vallejo e Humbert-Mannarino. Boa chance de pintar surpresas.
Enquanto isso…
Sem poder buscar o tri em Paris, Alcaraz ainda deu a péssima notícia de que não estará na curta temporada de grama e, portanto, fora de Wimbledon, um torneio onde sua maestria sempre é um deleite. Ele fala em boa recuperação, mas está claro que o problema do punho é muito mais sério.
Fica a expectativa de revê-lo na fase de quadra dura, seja a partir do Canadá ou de Cincinnati. Na imprensa espanhola, há quem diga que ele não volta em 2026.








