Na virada do século, o tênis já era disputado em diversos clubes do Rio (Clube de Regatas Icaraí e o Canto do Rio Futebol Clube), de Sâo Paulo (Germânia), de Porto Alegre (Club Germânia), de Florianópolis (Doze de Agosto) e São Luís (Fabril Atletic Club e Euterpe). No Paraná, começou em 1930 no Literário, e na Bahia, em Jequié em 1932.
A necessidade de organização do esporte, unificação de regras e disputa de torneios levou à criação de ligas e em seguida às federações estaduais. A primeira delas surgiu em São Paulo, em 1924, em movimento liderado por Germânia, Paulistano, SPAC, Tietê e Espéria. Seis anos depois, já tinha 23 filiados. Em seguida, veio a federação gaúcha, fundada em 1929, tendo à frente Excursionista, Walhalla, Germânia e British Club.
Fato histórico relevante, a instauração do Estado Novo, em 1937, sob o governo de Getúlio Vargas, criou o Conselho Nacional de Desportos, o que forçou diversos clubes de origem alemã e italiana a mudarem nomes ou encerrarem atividades. Para o tênis, a boa notícia foi a isenção de tributos para a construção de quadras e isso ajudou na expansão do esporte.
O poder do esporte brasileiro ficou nas mãos da Confederação Brasileiro de Desporto, que abrigava todos os esportes sem entidade estabelecida, até que um longo movimento de vários segmentos da sociedade conseguiu fundar a Confederação Brasileira de Tênis, em 1955.