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Paris (França) – Eliminada na terceira rodada em Roland Garros, Coco Gauff demonstrou enorme frustração por não ter conseguido render mais para tentar defender o título. Após levar virada da austríaca Anastasia Potapova, com parciais de 4/6, 7/6 (7-1) e 6/4, a norte-americana disse que falhou demais nos momentos cruciais.
A tenista de 22 anos comparou a derrota ao revés sofrido na decisão do WTA 1000 de Roma, onde caiu diante da ucraniana Elina Svitolina. De acordo com Gauff, faltou manter o ritmo depois de abrir vantagem contra a adversária.
Inconformada, a número 4 do mundo analisou as chances desperdiçadas. Ela deixará o top 5 depois do torneio. “Tive muitas oportunidades. Acho que preciso finalizar melhor os pontos. Essa foi a diferença, porque ela fez isso e eu não. No 3/3 do terceiro set enfrentei break-points e errei dois ou três backhands. Isso simplesmente não pode acontecer”, lamentou.
First-class finish in Paris 💺✨
Potapova turned the match around against reigning champion Coco Gauff to reach the fourth round 🛬
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— Roland-Garros (@rolandgarros) May 30, 2026
“Honestamente, sinto que perdi da mesma forma que em Roma. E isso não é bom. Você nunca quer perder do mesmo jeito duas vezes seguidas. Também percebo que em Madri aconteceu algo parecido. Uma coisa é perder, mas hoje não joguei da forma que queria nos momentos cruciais”, admitiu.
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Gauff também pontuou a dificuldade de executar o que pratica nos treinos. “Sinto que estou treinando bem, mas quando os momentos importantes aparecem não estou conseguindo traduzir isso para os jogos. É uma experiência de aprendizado e espero tomar decisões melhores quando estiver nessa situação novamente”, garantiu.
Perda de foco e ajustes rumo à temporada de grama
A norte-americana acredita que tem oscilado demais quando está em vantagem no placar. “Quando vejo que o momento está do meu lado, preciso continuar pressionando em vez de tirar o pé. Acho que foi isso que eu fiz. Do 5/2 até o 6/5 eu joguei muito bem. Depois disso, o tiebreak foi realmente muito ruim”, pontuou a ex-número 2 do ranking.
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“Quando você perde a vantagem e passa a jogar atrás no placar, acaba atuando de forma mais livre, porque pensa: ‘não tenho nada a perder’. Preciso descobrir como fazer essa mudança mental e manter esse nível de jogo quando estou na frente”, continuou Gauff.
Apesar da eliminação, a atleta da Flórida já pensa na temporada de grama e acredita que evoluiu em certos aspectos. “Agora tenho muito mais confiança no meu saque, mas preciso corrigir algumas coisas. A grama provavelmente vai ajudar um pouco mais. Hoje poderia ter sacado de forma mais agressiva”, avaliou.
A norte-americana ainda relembrou como também falhou na tentativa de defender outro título de Grand Slam, após conquistar o US Open em 2023. “Naquela vez, senti muito mais a pressão. Desta vez não foi assim. O mais frustrante é que sinto que aprendi muito com aquela experiência e me tornei uma jogadora melhor desde então. Só não acho que consegui mostrar isso hoje”, desabafou.
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