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Como Fonseca pode dar outro passo histórico em Paris


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Depois de eliminar Novak Djokovic em virada espetacular de dois sets abaixo, João Fonseca mais do que nunca terá todos os olhos sobre si quando retornar ao estádio Philippe Chatrier às 15h15 deste domingo para outro jogo potencialmente duro contra o experiente e saibrista Casper Ruud. Agora, João vai encarar a noite local, onde tudo fico mais lento, sem falar na drástica queda de temperatura prevista.

O norueguês exibe currículo de peso. Já foi número 2 do mundo cerca de três anos e meio atrás e mesmo hoje, sem brilhar como antes, ainda ocupa o 16º posto do ranking, tendo ido à recente final de Roma, onde só parou em Jannik Sinner, depois de tirar gente grande como Lorenzo Musetti, Karen Khachanov e Luciano Darderi.

No seu currículo, estão 320 vitórias e 14 títulos de ATP, dos quais 175 e 12 vieram sobre o saibro, com destaque para Madri e Barcelona. Mas talvez nada pese tanto do que os dois vices em Roland Garros, em 2022 e 2023, tendo sido parado apenas por Rafael Nadal e Novak Djokovic. Nessa grande fase, fez finais no US Open e no Finals, superado por Carlos Alcaraz e novamente por Djokovic.

Mas o norueguês tem buracos no seu jogo, o que sempre foi bem explorado por seus mais fortes adversários. O primeiro saque melhorou nos últimos tempos, porém está longe de ser uma arma. Ele tem buscado ajustes e o principal tem sido golpes mais ofensivos, mas ele próprio já admitiu que ainda não se sente confortável e por vezes perde a confiança. Nesta temporada, sua média de primeiro saque é de 67% e de pontos vencidos com ele, 71%, o que gerou 65% de break-points evitados. Ele é bem mais perigoso lá de trás e os 52% de pontos vencidos diante do segundo saque do oponente deixam claro isso.

Na análise das estatísticas desde janeiro, Fonseca é superior em quase tudo. Tem média de 72% de pontos vencidos com o primeiro serviço e 64% de break-points salvos, o que ainda é um ponto que precisa evoluir. Jannik Sinner e Ben Shelton, por exemplo, estão acima dos 74%. Faturou ainda 57% de lances com o segundo serviço, algo que pode explorar muito neste domingo, usando o efeito alto no backhand. Importante observar que estes dados não computam o atual Roland Garros.

Se imaginarmos que é uma partida para ir novamente ao quinto set – cada um deles já fez isso duas vezes nesta semana -, Ruud também é sólido mental e fisicamente, tendo 12-7 na carreira contra 2-1 do carioca. Declarou na quarta-feira que se sente exausto, lembrando que por muito pouco não abandonou na estreia, quando o forte calor de Paris diminuiu sua energia.

A grosso modo, Fonseca precisará se concentrar muito no seu saque para ter pontos e games mais curtos e estar preparado para trabalhar os pontos no serviço do norueguês, que joga geralmente recuado e gosta de aproveitar o peso da bola que vem em sua direção. A mescla de bolas altas e curtinhas parece boa receita.

Conforme salientado em TenisBrasil, João tenta ser apenas o 10º brasileiro em todos os tempos a atingir as quartas de simples de um Grand Slam. Mas não será o mais jovem, uma vez que tal honraria ainda pertence aos 18 anos e seis meses de Thomaz Koch, nos EUA de 1963. Desses nove verdadeiros heróis, seis foram no saibro de Paris: Maria Esther Bueno, Lelé Fernandes, Koch, Guga Kuerten, Fernando Meligeni e Bia Haddad.

Em dia de emoções, cai a campeã Gauff

As surpresas seguem abalando Paris e a chave feminina não tem escapado. Depois de Elena Rybakina e Jessica Pegula, a atual campeã Coco Gauff também está fora antes das oitavas de final, superada em virada de alto gabarito de Anastasia Potapova, que já havia vencido a norte-americana em dois de quatro duelos. Partida foi equilibradíssima e a austríaca, nascida russa, ganhou meros cinco pontos a mais.

A rodada só teve dois de seus oito jogos decididos em sets diretos e um deles foi de Aryna Sabalenka, agora com 100 vitórias como número 1 do circuito. Os demais foram batalhas novamente sobre calor forte e algumas bem especiais, como a vitória de Naomi Osaka sobre a garota Iva Jovic, a da francesa Diana Parry em cima de Amanda Anisimova no “tiebreakão’ e da experiente Madison Keys sobre Victoria Mboko.

Sabalenka segue como grande favorita para sua segunda final consecutiva. Pega Osaka e, quem vencer, Keys ou Diana Shnaider. O outro quadrante terá Potapova contra Anna Kalinskaya e Parry diante de Maja Schwalinska, 114º do ranking que veio do quali e tirou na chave Qinwen Zheng, Elise Mertens e Maria Sakkari do alto de seus 1,65m. Olho nela.

Rodada maluca entre os homens

O masculino, com poucos favoritos sobreviventes, viu cinco jogos irem ao quinto set, dos quais três precisaram do supertiebreak e superaram as 5 horas de esforço. Juan Manuel Cerúndolo, o homem que tirou Jannik Sinner, jogou quatro desempates para tirar Martin Landaluce, numa maratona de 5h58. Matteo Berrettini, seu próximo adversário, demorou 5h16 e salvou dois match-ponts contra Francisco Comesana. E tudo isso sem perderem qualidade.

E vieram vitórias norte-americanas. Zachaary Svajda, de 23 anos, barrou no quinto set o cabeça 25 Francisco Cerúndolo e Frances Tiafoe, um dos dois cabeças que restam no setor, saiu de dois sets atrás contra o português Jaime Faria. Agora, encaram italianos. Tiafoe pega Matteo Arnaldi, mais um a ganhar no “tiebreakão”, e Svajda desafia Flavio Cobolli, único a ter vida fácil neste sábado mesmo encarando o 18º do mundo Learner Tien. No saibro, Cobolli é muito mais jogador.

Não faltaram tensão e correria entre Alejandro Tabilo e Moise Kouame, a jovem sensação francesa de 17 anos, que por muito pouco não esticou ao quinto set. O canhoto chileno conseguiu ser ofensivo em momentos delicados e aguentou o caldeirão provocado pela torcida. Curiosamente, enfrentará outro canadense – Tabilo nasceu em Toronto e só pisou em Santiago pela primeira vez aos 18 anos -, o quarto favorito Félix Auger-Aliassime. Longe dos holofotes, ele chega pela terceira vez nas oitavas.

E tem mais Brasil

Além de Fonseca, o Brasil tem quatro duplistas vivos de Paris, depois que a aniversariante Beatriz Haddad Maia e sua parceira russa Liudmila Samsonova tiveram boa vitória na segunda rodada. Ela se junta a Luísa Stefani, uma das grandes candidatas ao título ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, e ao gaúcho Marcelo Demoliner e o indiano N Sriram Balaji, enquanto Rafael Matos já está nas quartas de mistas junto à espanhola Cristina Bucsa.

E as chaves juvenis começam com três jogadores muito bem cotados: Guto Miguel é o cabeça 1, Victoria Barros entrou como terceira favorita e Naná Silva, a quinta melhor inscrita. Promessas grandes.

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Marquinhos
Marquinhos
45 minutos atrás

Hoje minha irmã me perguntou se a vitória do Fonseca sobre Novak, 39 anos, pré aposentado, tira o brilho do feito do brasileiro.
Eu respondi que não pois, se o servio está longe do auge tão pouco o brasileiro chegou nele ainda, tem muito a evoluir no físico, backhand, movimentação, jogo de rede, devolução e etc, conforme dizem os críticos, jornalistas e etc…

Mas o forehand e o saque do brasileiro, na minha opinião, superam o do sérvio tranquilamente.

Ronildo
Ronildo
1 hora atrás

Por falar em Jodar empurrar ou esbarrar em boleira, fiquei pasmado que o Rublev não autografou uma bolinha sequer no segundo jogo dele que venceu. Enquanto o Fonseca autografou várias. Muita gente pede, não dá pra atender todo mundo, mas não autografar nenhuma quando tem um monte de crianças pedindo, é muita falta de educação!

Marquinhos
Marquinhos
41 minutos atrás
Responder para  Ronildo

E o russo já declarou ter passado por momentos de depressão, que não queria saber de mais nada na vida e etc…. Pelo visto é uma pessoa bem amarga que ignora o quanto um simples gesto lhe faria bem. Tende a continuar sofrendo…

Denis
Denis
1 hora atrás

Dalcim, não sei se você tem os números, mas esse Roland Garros não parece estar muito acima da média em relação a quantidade de partidas decididas no quinto set? Esse jogo de hoje do Cerundolo é do Berretini foram de um desgaste físico sobre-humano.

SANDRA
SANDRA
1 hora atrás

Dalcim , o zverev não está sobrando ? Foi o único que não fez 5 sets !se ele não levar dessa vez nunca mais leva . Tomara que o Fonseca ganhe e que não seja 5 sets , mas ele tem que se concentrar , não é Djokovic mais e Ruud

Paulo F.
Paulo F.
2 horas atrás

O novo queridinho dos federistas, Rafael Jodar, empurrou grosseiramente uma boleirinha.
Ah, se fosse o Djokovic..

SANDRO
SANDRO
1 hora atrás
Responder para  Paulo F.

Paulo, o Pablo Carreño-Busta vai baixar a bola do Jodar já já, aguarde e confie…

Ronildo
Ronildo
1 hora atrás
Responder para  Paulo F.

Como assim? Com uma atitude destas só pode ser discípulo de Djokovic, daí os federistas não aprovam!

Marquinhos
Marquinhos
38 minutos atrás
Responder para  Paulo F.

Não vi nenhum indício de que o cara seja queridinho dos federistas. Coisa da sua cabeça.

Luciano
Luciano
2 horas atrás

Simplesmente torcer, porque será um jogo duríssimo!

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]

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