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Paris (França) – Responsável por manter o tênis francês vivo na chave de simples em Roland Garros, Diane Parry comemorou bastante a vitória sobre a norte-americana Amanda Anisimova em três sets. Classificada de forma inédita para as oitavas de final, a tenista de 23 anos destacou o preparo físico e a força mental para avançar diante de sua torcida.
Trajando uma camiseta do Paris Saint-Germain, que conquistou o bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa neste sábado, a atual número 92 do mundo abordou temas diversos durante entrevista coletiva. Ela também já projeta o duelo com a canhota polonesa Maja Chwalinska, 114ª da WTA, que veio do qualificatório. Parry pretende recuperar a energia para proporcionar novas alegrias aos fãs parisienses.
“Eu simplesmente acreditei durante toda a partida que poderia vencer, até mesmo em três sets. Estava me sentindo bem fisicamente e senti que meu jogo a incomodava de alguma forma. Tentei manter isso na cabeça e buscar a vitória”, afirmou a francesa.
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A ex-top 50 exaltou o foco e o bom preparo para derrubar a cabeça de chave 6. “Fisicamente eu estava dentro da partida. Mesmo com altos e baixos, sentia que conseguia incomodá-la. Tentei me agarrar a isso para conseguir buscar a vitória no fim”, disse após marcar as parciais de 1/6, 6/3 e 6/2, em 2h08 de jogo.
“Talvez antes eu pudesse ter me dado por vencida ou pensado que o desafio era grande demais. Hoje não foi assim. Se fosse preciso decidir no super tiebreak do terceiro set, eu iria e tentaria ganhar todos os pontos possíveis”, prosseguiu.
Parry analisou a intensidade de Anisimova e pontuou como controlou o ímpeto da rival. “Eu sabia que ela seria agressiva em todos os meus games de serviço. Sempre que eu jogasse com o segundo saque, ela responderia com mais força. A ideia era suportar a pressão e entrar nos ralis”, ponderou.
Questionada sobre o confronto diante de Chwalinska, inédito pelo circuito, a francesa aposta na estratégia. “Normalmente, nesta fase do torneio, esperamos enfrentar uma jogadora do top 20. Então acredito que seja uma grande oportunidade para as duas. Vou tentar me recuperar bem e estar 100% para a próxima partida”, assegurou.
“Não a conheço tão bem. Vamos buscar informações e assistir aos jogos que ela disputou. Provavelmente vou treinar com uma canhota, porque ainda não tive essa oportunidade durante o torneio. É preciso fazer alguns ajustes no jogo para enfrentar uma adversária desse tipo”, prosseguiu.
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A tenista de Nice foi alertada por um jornalista presente à coletiva que as temperaturas devem ser mais amenas na segunda semana e considerou o cenário positivo. “Está muito quente e a bola está quicando bastante. Talvez no próximo jogo as condições sejam mais lentas e com quique mais baixo. Preciso me adaptar da melhor maneira possível”, comentou.
Parry ainda salientou a evolução do seu jogo, depois de intensos treinamentos. “Comecei a trabalhar a devolução de direita durante a pré-temporada. Ainda não é algo totalmente consolidado, então me adapto dependendo das condições, da adversária e da sensação que tenho naquele dia”, confidenciou.
“O aspecto físico é primordial. É o que me permite disputar várias partidas, suportar os jogos e continuar competindo. Estou feliz em ver que esse trabalho está dando resultado. Às vezes, fazemos uma preparação muito forte e não vemos os frutos imediatamente. Para vencer, tudo precisa estar funcionando. É uma combinação de muitas coisas”, encerrou Parry.
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