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Claro que adoramos vitórias e títulos, mas o que mais me agrada em João Fonseca é a forma e não simplesmente o resultado. Esse carioca de 17 anos dá prazer de ver jogar, algo que Carlos Alcaraz fez assim que despontou e que agora temos com Jannik Sinner, para ficar em exemplos masculinos de idade baixa, carreira curta e alta performance.
É um tênis fluido, que começa com saque forçado, tanto no primeiro como no segundo serviço, o que aliás tem sido um tremendo diferencial em suas grandes vitórias, já que possibilita assumir o comando dos pontos. Depois vem é claro os golpes lá da base. Seu forehand é excepcional, eu me arriscaria a dizer no mesmo nível do espanhol e do italiano. O backhand faz enormes estragos principalmente na paralela e o adversário já deve ter percebido que terá de aprofundar demais as bolas para evitar esse recurso poderoso.
Aí vem a parte mais deliciosa para os apreciadores de um tênis elegante, que é o repertório que exige mão boa e bem treinada. Suas curtinhas são bem feitas e geralmente apropriadas, aproveitando aquele contexto tão interessante que é surpreender o adversário, que naturalmente recua porque prevê que vira uma pancada lá da base. Exatamente como faz Alcaraz.
Também está ali o slice bem aplicado, fruto daqueles que nasceram no saibro. E por fim vem sua habilidade incontestável na aproximação à rede. João é daqueles que entendem a importância de ir para a frente assim que deslocam o adversário, algo por exemplo que Sinner demorou a adotar. E seus voleios são plasticamente perfeitos e demonstram muita improvisação, o que nos leva a crer não apenas em dom natural para o golpe mas exaustivos ensaios.
Enfim, Fonseca não tem apenas vencido, e sim dado bons e animadores espetáculos. Diante do experiente Lorenzo Sonego, foi um show de variações técnicas e táticas, o que não é muito de se esperar de um tenista de currículo tão parco no circuito. Quem puder assistir de novo à partida, sugiro prestar atenção no desempenho e nas escolhas do brasileiro nos chamados ‘pontos importantes’. Já contra as bolas retas de Radu Albot, demorou um pouco para achar o caminho e cortar erros, mas assim que passou a distribuir melhor a bola dominou o moldávio como se fosse ele o veterano.
No ranking de segunda-feira, João será o brasileiro de mais baixa idade a entrar no top 250, aos 17 anos e 7 meses. E tem chance nada desprezível de já aparecer no top 100 da temporada ou pertinho dele. Feitos incríveis. Seu teste de sexta-feira é o chileno Alejandro Tabilo, este sim autêntico saibrista. Vem do título inédito de ATP na quadra dura de Auckland em janeiro e da final em Santiago pouco depois. Jogador de bons recursos, Tabilo muito provavelmente vai respeitar demais as façanhas do brasileiro e entrar esperto. Se Fonseca surpreender de novo, chegará ao qualificatório de Roland Garros e às portas do top 200. E contando.
O primeiro adeus de Rafa
Depois de tantos recuos, Rafael Nadal finalmente voltou às quadras e conseguiu, segundo suas próprias palavras, dar seu adeus a Barcelona. Atração máxima desde que chegou para treinar, quase uma semana antes, Rafa deixou claras suas limitações no saque e na movimentação. Basicamente colocou a bola em jogo diante de Flavio Cobolli e de Alex de Minaur, com raros serviços perto dos 180 km/h. Ao menos conseguiu nos brindar com diversos ótimos lances de seu mágico forehand. Também mostrou boa consistência na troca lá de trás, com um backhand bem feitinho. A dificuldade sempre aparecia quando precisava executar golpes em movimento mais exigente, o que sempre foi um de seus pontos altos.
O garoto italiano não jogou nada, talvez petrificado por ter diante de si o ‘rei do saibro’, o homem que ganhou 12 vezes o tradicionalíssimo torneio de Barcelona. Porém era um tanto previsível que a situação iria se complicar diante do australiano. Longe de ser um bom nome na terra, De Minaur vive o melhor momento técnico da carreira e sua cobertura de quadra é de primeira categoria. Apesar do saque fraco, Rafa ainda recuperou quebra e chegou a ter 5/4 no primeiro set. Mas foi o máximo que conseguiu. Perdeu oito dos nove games seguintes, o que não impediu o público de lhe render as justas homenagens.
A parte positiva foi ver que Nadal terá boas chances de jogar Madri, Roma e Paris nas próximas semanas e concluir aquela que parece ser a primeira (ou a única) parte de seu calendário de despedida do circuito. Mais do que nunca, a expectativa da maciça maioria dos especialistas é que a aposentadoria aconteça neste Roland Garros. Só mesmo uma grande ascensão física poderia nos levar a acreditar em chegar a Wimbledon ou às Olimpíadas. Isso infelizmente parece longe no momento porém, como sempre, nunca duvidemos de Rafa Nadal.










Nadal ficará solto nas chaves, podendo portanto pegar um Top 10 logo de cara ou um saibrista em boa fase. Tanto ele quanto quem o pegar, que ponham as barbas de molho.
É nessas ocasiões que o esporte se assemelha a uma loteria.
Dalcim , o que vc acha menos ruim para o Fonseca ? Pegar Nadal ou não na primeira rodada?
Embora Nadal não esteja 100%, eu preferiria evitar o espanhol, Sandra.
Ruud é um excelente saibrista, haja vista q fez final em RG. Mereceu a vitória hj, sobre um adversário igualmente excelente no piso. Embora não veja nenhum dos dois como claro favorito em RG, ambos podem perfeitamente levar um dos dois M1000 remanescentes no piso. Vamos pra Madri…
Dalcim. Qual o próximo torneio do João e do heide?
Heide joga um challenger em Roma, Fonseca não divulgou calendário.
Deu out já Dalcin..
Dalcim, caso a Bia não defenda a semifinal em RG do ano passado e caia nas rodadas iniciais ( até a 3a, digamos) ela sairá do top 20?
Sim, ficaria ali perto do 25º lugar, mas pode somar antes, porque perdeu na estreia de Madri. Já em Roma fez quartas.
Na atual fase dela, penso que as expectativas são baixas. Não estou nada otimista mas vai que…
Dalcim,
O Ruud já chegou a ser número 2 do mundo, não tendo ganho um Grand Slam, Master 1.000 ou sequer ATP 500. Apesar disso, tal fato prova sua regularidade e incrível consistência em torneios de grande nível.
Há algo semelhante para o número 1? Isto é, alguém já chegou a ser n. 1 do mundo sem ter ganho Grand Slam, Master 1.000 ou ATP 500? Sei que o Marcelo Ríos seria um deles, mas há algum outro?
Não que eu me lembre, Guilherme.
Estou cansado dessa discussão, já faz um tempo. Muita gente dizia aqui que Novak não jogaria mais – ou não ganharia mais – aos 30 anos. Agora se discute que Federer jogou bem aos 65 anos e isso é inigualável.
Está soando a desespero, já. Como não posso dizer a vocês para pararem de discutir sobre o tamanho do *** dos 3, só vou lamentar. Rapaz…. a melhor época do tênis de todos os tempos, os 3 melhores de todos os tempos e ….. ….
Bom, quem sou eu, né?
Ronildo, a próxima maior rivalidade será Fonseca x Sinner x Alcaraz. Federer errou com Shelton, mas acertou com Fonseca, rs.
Teve alguém que garantiu que Djokovic e Nadal já estariam aposentados (pegando a pensão do INSS e tudo) aos 35.
Como isso não aconteceu, inclusive um deles é o #1 do mundo, quem deu essa garantia é que foi embora.
Acho que muitos comentaristas aqui devem ter se aposentado (na vida real) nesse período, de tao longo que foi…
Abs
Como o tênis é traiçoeiro. Ruud dominava o set1, 42 e 40-15, de repente começou a errar com uma dupla falta e agora está 55…
Dalcim podemos ter esperança do João Fonseca ser convidado para mais torneios ? Para Madri teria alguma chance ?
Com certeza ele deve receber convites para novos ATPs, mas acho difícil para um Masters 1000 onde a chave fecha muito alto e sempre há tenistas de peso que ficam de fora ou têm de jogar quali.
Um comentário sobre João Fonseca: foi destacado por ninguém mais, ninguém menos do que Novak Djokovic.
Nosso brasileiro frisado por alguém “irrelevante” no tênis hein Dalcim?
Está chamando a atenção de todo o circuito, Paulo, justamente pela qualidade do seu jogo.
Noa só destacado mas comparado ao próprio Djoko o que, para mim, é um estupendo elogio…merecido, aliás!
Falo por mim: quero mais que o João comece a varrer o circuito daqui a uns 3 ou 4 anos. Se o GOATaço Djokovic tiver que perder seus recordes algum dia, que seja para um brasileiro.
Sr. SR e Luiz, há respostas para vocês na pasta passada.
Quando o SR me mostrar que Nadal e Djokovic venceram Torneios aos 37 e 38 anos e foram TOP 5 aos 39 , vou aceitar seus argumentos de terceirão e outras b………es. Por enquanto, vou observar os fatos verdadeiros, já que o Touro não pode mais competir em altíssimo nível. Sempre chamei atenção pra FINAL de WIMBLEDON 2019 e FINALS 2019 , que aquele nível aos 38 , ainda não aconteceu na história do Tênis. Abs!. Ps. Vou dar um tempo pois cansei do atual critério da moderação. Mas vida que segue…
Conferido PA.
Contra fatos, não há argumentos.
Para quem ainda não assistiu ao belíssimo e contundente saque nosso João Fonseca contra Sonego: https://youtube.com/shorts/Y-sDy8aC6tk?si=odG3ok82g79_THoz
Foi bem curioso, mas a bola subiu tanto porque desviou no piso. O João até pediu desculpas e o Sonego ficou com um sorriso amarelado.
Dalcim, quero falar de outra cousa, que me ovorreu acompanhando o jogo do Acosta com o Tsitisipas. A Argentina tem um programa de apoio semelhante ao da Itália?
Nem de longe, Ernani. Mas os tenistas argentinos costumam treinar juntos ou muito próximos e possuem um apoio muito habitual dos ex-profissionais.
Dalcim, qual a sua opinião ,claro que com a idade Djokovic tem que jogar menos , mas ao mesmo tempo jogar menos não fica sem ritimo
Djokovic vem fazendo calendários enxutos há muito tempo, Sandra, e certamente é um dos motivos de estar em tão plena forma com sua idade. Acho que ele faz o certo.
JOSÉ NILTON, ele só não pode enxugar muito, senão não conseguirá somar pontos para o ATP Finals…
Uma grande vantagem de poder jogar menos é que os mais jovens se lesionam antes dos slams enquanto ele vai inteiro. Quanto ao ritmo acho que a experiencia torna isso um problema menor que as lesoes.
Abs
Dalcim , enquanto o novo não deslancha (João Fonseca ) rsss , cadê o velinha (Djokovic) rsss ele vai jogar Madri ?
Aparentemente, sim.
SANDRA, é verdade, faz bastante tempo mesmo que Djokovic não joga, acho que tem quase um mês. Além de não jogar, não há notícias sobre ele nem mesmo neste blog e até em TenisBrasil. A propósito, aquela derrota dele para Casper Ruud, na semifinal de Indian Wells em 13 de abril de 2024, ou seja, há sete dias, sequer foi avaliada por nós desta confraria…
Ele perdeu em Monte Carlo !
Boa, Sandra!!! kkkkk
SANDRA, se você sabia que há sete dias( agora oito ) “Ele perdeu em Monte Carlo”, então a sua pergunta a JOSÉ NILTON foi apenas para encher linguiça, não é mesmo? Ou seja, eu disse Indian Wells de propósito e meu estratagema deu resultado. Muito obrigado por se reportar a respeito…
O ‘ranking’ de entradas, como o próprio nome diz, define quem pode entrar e os cabeças-de-chave. Pode até definir favoritismo, Mas não espelha o momento do tenista.
Sujeito pode ser Top 10, mas se jogar desconcentrado por problemas extra-quadra, ou desmotivado, ou tentando esconder alguma contusão, ou ser atrapalhado pela torcida… enfim, o que vale é o momento.
Do contrário, nem precisaria jogar. Era só pegar os inscritos, ver quem tem o melhor ranking e já lhe entregar o caneco.
Outra coisa, que eu aprendi sentindo na própria pele: “treino é treino e jogo é jogo”. Principalmente entre amadores, é comum aquele que na hora do campeonato, “encolhe o braço”.
E tem o outro lado. Dizem que o John McEnroe era do tipo que não gostava muito de treinar, mas, na hora do jogo oficial, virava um “bicho”.
Maurício, tem mais coisas no ranking, além de quem vai “entrar”.
O ranking, de fato não espelha o dia sempre. Tem casos que sim. Hoje, Sinner é #2 e aquele velhinho lá, #1. Certamente, se considerarmos apenas o dia de hoje, o ranking deveria ser o inverso.
Mas, há momentos, que espelha com fidelidade o momento do tenista. Já vimos tanto isso, não é mesmo?
Mas a grande contribuição do ranking é a definição dos cabeças-de-chave, para evitar que simples sorteios coloque jogos interessantes em primeiras rodadas e deixem jogos sem nenhum carisma para as finais. Se o ranking do dia não combina com o tenista, quer dizer que ele fez muito para conseguir esse status – ou ainda faz.
Valeu!
Excelente texto caro Dalcim,
Arriscaria dizer que João Fonseca seria um meio termo entre os estilos de Alcaraz e Sinner. Claro que é uma definição simplória, por assim dizer, mas eu explico: a mecânica de seus golpes parece ter a mesma “limpeza e eficiência técnica” do Sinner em certo sentido. Ou seja, tanto Sinner quanto Fonseca demonstram fazer menos esforço para desferir seus potentes golpes em ambos os lados.
Neste quesito, Alcaraz parece demandar muito mais esforço, o que pode em parte explicar as suas lesões precoces na curta carreira. Preocupa aqui ele ter pulado dois torneios importantes no saibro e ainda dizer que não garante sua participação em Madrid.
Por outro lado, Fonseca também tem alguns quesitos que o aproximam do estilo de Alcaraz: um temperamento mais aguerrido, à moda do espanhol (e não tão frio quanto o do italiano). A plástica de alguns de seus golpes e sua habilidade com a raquete, tal como quando utiliza drop shots, é outra característica mais próxima do Alcaraz.
Fonseca já é dotado de um talento extraordinário e tem o potencial para ser um dos grandes nomes do tênis mundial nos próximos anos. Isto é algo que salta aos olhos para quem o vê jogar, algo tão claro e nítido. Longe de ser um ufanismo pelo fato de ser brasileiro. Estamos aqui a falar de um potencial incontestável que já foi reconhecido por ninguém menos que Federer, Djokovic e outros nomes importantes do tênis.
Ótimo texto Davi.
Será o João Fonseca o redentor das torcidas brasileiras, ou seja, conseguirá colocar na mesma kombi as facções arqui-inimigas que dividem o Big3?
Não há como discordar de você! O potencial do João é estupendo, como já o reconheceram Federer e Djokovic. Só precisa não descuidar do mental e do físico mas ele está em ótimas mãos para isso.
Muita coisa acontecendo atualmente no circuito. Fonseca se firmando como uma grande revelação. Fils, de 18 anos vencendo De Minaur que venceu Nadal. Raducanu com 21 anos recuperando seu jogo após 2 anos. Imaginem como ela vai estar forte para a temporada de grama com este nível de jogo!
Meio fora de tópico, mas ontem parei para ver uns vídeos com compilados de golpes inside out de Federer (confesso que bateu uma saudade de ver o maestro em quadra), pois considero essa execução a mais bonita que já vi no tênis. Dalcim, há algum golpe/execução que você considere como o mais bonita na história do tênis? Sei que é uma pergunta pretensiosa, pois são muitas opções de qualidade, mas sempre tem aquele predileto, n?
Puxa, sou suspeito para isso, Tiago, mas ainda acho a paralela de backhand de uma mão como o golpe mais espetacular, principalmente quando resulta num winner lá no cantinho.
Aquela do Wawrinka na final de RG 2015, para mim, é a jogada mais bonita que já vi.
Apesar de ter doído aqui, rsss!
Concordo dalcim. Além de ser um golpe bem natural o bachand de uma mão
Confesso que o back de uma mão na paralela me deixou em dúvida quando escrevi o texto, ainda mais lembrando de Guga, Wawrinka e Gasquet. Concordo também com João Ando sobre a naturalidade do golpe. Hoje Tive consegui ver partes do Jogo de João Fonseca contra Tabilo e observei que ele usou o inside out em algumas ocasiões, e muito bem executado.
Ahhh o back de uma mao… transforma a raquete em um katana.
Ou vira uma pincelada em um quadro.
Pena estar virando nostalgia.
Abs
Onde assino , caro Dalcim ? . Apenas um adendo. Alcaraz não cravou Rafa Nadal pulando WIMBLEDON. Mas assegura que está ” acertada ” a participação em dupla nas Olimpíadas. Fonte: O Marca . Abs!