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Felipe Priante e José Nilton Dalcim
Especial para TenisBrasil
Marcado como o treinador que levou Gustavo Kuerten às maiores conquistas da carreira, Larri Passos teve uma extensa conversa com TenisBrasil durante o Roland Garros Junior Series que foi separada em três. Depois de focar na transição para do juvenil para o profissional, afirmando que atualmente os tenistas estão amadurecendo mais rápido, na segunda parte ele abordou a mudança na equipe da paulista Beatriz Haddad Maia e seu novo trabalho.
Radicado nos Estados Unidos, Larri está trabalhando atualmente com o norte-americano Gianluca Galasso, de apenas 18 anos, que está dando seus primeiros passos no circuito profissional. Seu novo pupilo ainda busca uma primeira vitória como profissional e apesar do longo trabalho pela frente, Larri mostra novamente o seu lado paizão. “Se eu receber algum projeto bom, acho que eu não vou conseguir largar ele não”, contou.
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No ano passado, ele e Galasso disputaram alguns torneios na China e Larri se impressionou com o crescimento do tênis no país. Ele destacou não apenas o grande investimento nos atletas, mas também a forma competitiva que os chineses adotam para crescer cada vez mais, promovendo não apenas com a disputa entre os tenistas, mas também entre os programas de formação, premiando quem consegue fazer um trabalho melhor.
Leia a segunda parte da entrevista com Larri:

Posso te perguntar se você pensou em pegar a Bia de novo?
Eu não pensei. Mas ela, antes de pegar o Carlos, agora eu posso falar, 14 dias antes, ela mandou mensagem pra mim e me perguntou o que eu achava. Peguei, mostrei todas as qualidades do Carlos para ela. Ficamos batendo altos papos, foi sensacional. Mas eu hoje, full time, não pegaria mais. Consultoria de 10 semanas, até no máximo 20, dá pra pegar, mas full time não dá. É uma vida dura. Eu fiz 45 semanas em muitos anos, então pra mim hoje só mesmo consultoria, ir pros torneios corretos, ficar ali dando os ajustes antes do torneio. Foi legal com a Bia, disse para ela que precisava estar pronta para as mudanças. Eu só disse isso pra ela, conversamos bastante. Eu e a Bia, nossa relação é fantástica, nunca morreu essa relação. Com todos os problemas que ela teve, algumas vezes ela se desligou. Eu respeitei, mas o amor meu por ela e o amor dela por mim, acho que nunca morreu. Nunca vai morrer.
Mas você continua recebendo os convites? O telefone tem tocado?
Sou o cara focado, estou nos Estados Unidos. Uma família me procurou e estou trabalhando com um menino norte-americano faz um ano. Ele evoluiu bastante já e meu coração está com ele. Por exemplo, se eu receber algum projeto bom, acho que eu não vou conseguir largar ele não. Porque é duro. Nós sentamos, jantamos, conversamos sobre profissão, sobre política, sobre o mundo, ele tem 18. O pai e a mãe viram a evolução dele, não só no tênis, mas também mental. Os pais ficam muito preocupados lá, porque o menino com 18 anos fica mimado com o carrão dele e aí desvia um pouco. Então o pai quer o quê? Ele quer um suporte de alguém, que seja um líder, que seja um amigo. Mandei uma imagem minha que saiu ontem com um monte de gente e ele disse: “You are famous, Larry!” Então, esse respeito que ele tem por mim é muito bacana, aprende as qualidades do ser humano. A gente treinou antes de vir para cá e eu saí com as lágrimas correndo dos meus olhos. É duro tu abandonar um ser humano que tu tá formando.
Já adotou ele também?
É, eu não sei até quando, né? Talvez em algum momento eu seja demitido, mas vou dar o meu melhor. Eu sempre falo para ele que vou dormir sempre tranquilo, estou fazendo o melhor. Ele me responde: “Eu sei, Larri, eu é que lá dentro tenho que ser mais decisivo”. Ele jogava bem quando tinha 12, 14, depois deu uma caída e agora a gente está tentando recuperar um pouco, mas é difícil os nós do passado. Tu pega um juvenil e tem que ser um pouquinho mais flexível, tem que domar devagarinho.
O que é que você estava fazendo na China?
Eu levei ele pra lá, para jogar dois futures, para apanhar e tirar ele do conforto. Foi incrível. A China está voando, é jogador para tudo que é lado. Eles me procuraram para fazer duas clínicas com os jogadores e o diretor técnico. Querem muito que eu vá lá pra ficar, mas não quero mais, já trabalhei na China. Poxa, quase 30 horas para chegar lá. Mas eles estão voando, em cinco anos, os projetos deles estão muito avançados. O feminino já é forte e no masculino já tiveram três entre os 100 agora. Numa província tem 20 quadras de cobertas, na outra província tem 40. Uma província disputa com a outra para ver quem dá mais condições. E quem faz todos os projetos são as províncias. Uma quer ser melhor que a outra e isso fortalece muito. Fui em 1996 na China, agente estava lá, em Pequim, e não podia sair na rua depois das 22h. Era completamente fechado. Hoje, é uma loucura, se transformou. Eles têm dinheiro e disciplina. Claro que o controle é muito rígido. Eu acho que o trabalho deles vai bombar.
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Parabéns Larri, sucesso com o menino, mostra a sua dignidade. A Bia também tem em seu sucesso um pouco de vc.
Como o próprio Larri afirmou, o carinho que um tem por outro é enorme, dado que a Bia começou a treinar com ele ainda muito jovem. Porém, o tênis atual evolui a passos largos e a Bia precisa, no momento, de alguém que acompanhou de perto toda essa evolução e esteja “com a mão na massa”.
Se eu fosse o Larri indicaria São Longuinho como treinador para a Bia.