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José Nilton Dalcim
Nenhum outro tenista brasileiro brilhou tanto no saibro de Barcelona como Thomaz Koch. O canhoto gaúcho viveu uma sequência espetacular de sete vitórias na cidade espanhola no ano de 1966, numa sequência de dois feitos incríveis: a vitória em cima da Espanha pela Copa Davis e a conquista do Trofeo Conde de Godó, um dos mais respeitados do saibro europeu.
Koch tinha apenas 21 anos e vivia seu auge técnico. Junto a Edison Mandarino, disputava o Zonal Europeu da Davis, uma caminhada sempre muito mais difícil, mas que servia como caminho para colocar os brasileiros nos grandes torneios do Velho Continente, já que recebiam as passagens da Federação Internacional, via Confederação Brasileira.
Sempre como visitante, Koch e Mandarino já haviam derrotado a Dinamarca, em Copenhague, e tinham agora que encarar a fortíssima Espanha de Manuel Santana, o segundo melhor tenista do circuito e principal sobre a terra batida, e Juan Gisbert. A histórica vitória veio de virada, quando Koch marcou 3 sets a 0 em cima de Santana e Mandarino superou Gisbert com 8/6 no quinto set.
Embalado pela façanha, Koch já estreou no dia seguinte no torneio de Barcelona e foi avançando: 6/0 e 6/2 sobre o italiano Giorgio Bologna, 6/4 e 6/3 em cima do local Juan Manuel Couder e notáveis 6/1, 6/0 e 6/3 contra o australiano Fred Stolle. Começou atrás na semi antes de reagir contra o norte-americano Cliff Drysdale, por 3/6, 6/4, 6/1 e 6/1, e por fim conquistou o título diante do croata Nikki Pilic, por 6/3, 6/2, 3/6 e 7/5.
Naquela mágica temporada de 1966, Koch e Mandarino ainda derrotaram a Polônia e a França para se tornarem campeões do Zonal Europeu, eliminaram os poderosos EUA em Porto Alegre no confronto Interzonal e fizeram a semifinal da Davis contra a Índia, na grama de Calcutá, onde o Brasil esteve a um game de ir à decisão.











No auge (digamos 1966), qual teria sido o ranking dele?
Pq pegar o ranking de 1973 (obviamente não foi o auge dele) sempre me pareceu uma comparação ruim, qdo essa comparação é feita.
Não havia sistema de ranking na fase amadora, Alexandre. O único de respeito era o feito pela revista World Tennis, que geralmente era divulgado depois de grandes eventos ou ao final das temporadas. Nessas listas, Thomaz foi listado entre os 15 primeiros diversas vezes ao longo da década de 1960, inclusive 1966. Geralmente, a revista indicava os “top 10” e depois dava mais alguns destaques, onde Koch sempre era citado.
Incrível feito (mais um) de um grande tenista brasileiro. Parabéns por nos terem lembrado. Thomaz Koch deveria ser mais homenageado.
Acho o fim da picada Thomas Koch nunca ter sido capitão da copa Davis. Ficamos de 1981 a 1998 nas mãos de um incompetente, que foi o Paulo Cleto, nunca pegou uma raquete de tênis, nunca jogou, nunca foi tenista. É um absurdo um homem como Thomas Koch que tem 74 vitórias na Copa Davis (46 vitórias em simples e 28 em duplas), jamais ter sido capitão. Por isso que o tênis brasileiro é esse monte de fezes que é. Meus maiores respeito a Thomas Koch e Edson Mandarino por tudo que fizeram pelo tênis brasileiro.
Tinha 10 anos em 66, jogava pelo Pinheiros
Lembro muito bem
Ele e Mandarino
Old times
Também tinha 10 anos. Recem vindo de Dracena, pobre, nunca tinha ouvido falar de tenis. E então passando por um bar, vi numa tv em pb, Tomas Kock, vestido de branco, rabo de cavalo… Sigo tenis desde então, quase uma obsesão.
Bela lembrança, Dalcim.
Aquele 1966 foi de fato um ano mágico para o lendário Thomaz Koch, jogando simples e duplas com o Mandarino, outro grande. Uma pena a Davis ter escapado naquele ano.
Aliás, em Barcelona, a dupla brasileira foi vice campeã no mesmo 66 e campeã no ano seguinte.
Como o tempo passa rápido. Lembro, como se fosse ontem, que há dez anos, em celebração aos 50 anos de sua conquista, a organização do torneio prestou-lhe uma bela homenagem, convidando-o para receber na quadra central uma réplica do troféu atual.
Pra mim depois de Guga e MEB, o melhor brasileiro no tênis. O vi jogar aqui em Sampa nos anos 70.
Estilo técnico e agressivo. Com Mandarino formou excelente dupla. Bom relembrar os feitos de nossos tenistas. Parabéns tenisbrasil
Também penso que Koch é o nosso terceiro maior, depois de MEB e Guga.
Muito bom relembrar esses feitos do atleta. Que venham mais memórias como essa.
1- Guga e MEB
2- Bia Haddad Maia
3- Thomaz Koch
4- Thomaz Cocchiarali Bellucci
*João Fonseca tem potencial pra quem sabe um dia entrar nessa lista, eu acredito.
Sim JF e até outros(as), sobre Kock se tivesse a pontuação da era profissional seria melhor que Bia e por mais tempo… mas é um empate pra ser justo.
Para mim os 10 maiores do tênis brasileiro são 1. Thomas Koch 2. Edson Mandarino 3. Gustavo Kuerten 4. Ronald Barnes 5. Alcides Procópio 6. Carlos Fernandes 7. Carlos Alberto Kirmayr 8. Cassio Motta 9. Luiz Mattar e 10. Thomas Bellucci
É muito complicado cravar uma lista , pois o tenis da era moderna com ranking teve inicio em 1973 e tanto o Thomaz como a MEB não estavam no seu auge. O tenis esra diferente mas tivemos o Ronald Barnes que foi semifinalista de GS e jogou a Davis junto com o Thomaz e que também teria um ranking expressivo , o Bob Falkeburg que jogou pelo Brasil e venceu Wimbledon pelos EUA. Todos 3 tiveram vitórias expressivas na Davis. Na era profissional o Guga , o Koch , o Bellucci , o JF , o Fino e o Nico Mattar foram os melhores.