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Paris (França) – Novak Djokovic está confiante em busca de conquistar mais um Grand Slam, apesar de reconhecer não estar mais em seu auge. O sérvio destaca a experiência e o preparo físico como alternativas para ir longe em Roland Garros e exalta o grande momento do italiano Jannik Sinner. Nole estreia contra o francês Giovanni Perricard.
Dono de 24 títulos de Grand Slam, três deles em Paris, o ex-número 1 garante que faz uma preparação específica para os eventos deste nível. Nesta sexta-feira, ele completa 39 anos. “Os Grand Slam sempre foram prioridade absoluta, especialmente nos últimos anos. Tento chegar ao meu nível máximo para render bem nos grandes torneios. Estou muito animado para entrar em quadra e começar a competir”, disse.
Djokovic lamentou os recentes problemas físicos, mas assegura estar preparado. “Queria jogar mais, mas meu corpo não permitia. Passei por um processo de reabilitação após a lesão no ombro. Depois de Indian Wells, simplesmente não era possível competir”, explicou.
“Fui para Roma para ver como me sentia. Estava longe das condições ideais para competir, mas precisava ao menos de uma partida e voltar a ouvir o placar, sentir os nervos da competição, antes de chegar a Roland Garros”, continuou o sérvio. No Masters 1000 italiano, ele sofreu derrota inédita na estreia para o jovem croata Dino Prizmic.
And just like that @DjokerNole is bringing the dance challenge back 😂🕺#RolandGarros pic.twitter.com/CnqOSwwg6v
— Roland-Garros (@rolandgarros) May 21, 2026
O tenista de Belgrado ainda se mostrou aliviado com a recuperação. “Felizmente, a resposta do corpo e a preparação foram positivas nos últimos dez dias. Então aqui estou e veremos o que acontece. Se estou saudável e consigo manter certo nível físico durante o torneio, então sempre tenho chances”, assegurou.
Djokovic analisou o momento atual e como tem adequado seu jogo para se manter competitivo. “Mostrei isso neste ano na Austrália, quando estive perto de ganhar. Sempre tenho essa crença quando entro em quadra. Hoje em dia, busco entrar mais na quadra e pegar a bola mais cedo para assumir mais riscos. Não estou ficando mais jovem. O corpo sofre em partidas longas e a recuperação já não é tão rápida como antes”, ponderou.
“Sempre tive muita confiança na minha defesa. Às vezes, isso joga contra mim, porque termino correndo mais do que deveria. Desde pequeno me ensinaram a jogar perto da linha e pegar a bola na subida. Tento assumir o controle dos pontos”.
Questionado sobre Carlos Alcaraz, o sérvio lamentou a lesão sofrida pelo jovem rival e também enalteceu Jannik Sinner, atual líder do ranking. “A ausência do Carlos é muito ruim para o torneio e os fãs. De certa forma, isso aumenta ainda mais as chances do Sinner de continuar ganhando tudo. Todos nós estamos aqui tentando vencê-lo”, afirmou.
Sobre os recordes obtidos pelo italiano, Djokovic se rendeu ao talento do número 1. “Quero parabenizar novamente o Sinner. Ser um dos únicos jogadores da história a conquistar o Golden Masters é algo extremamente difícil. Sei perfeitamente disso. Ele provavelmente está vivendo o melhor momento da carreira”, pontuou.
Djokovic defende direitos dos tenistas e exige melhorias
Como de hábito ao longo de sua carreira, o sérvio se posicionou acerca da questão envolvendo melhores condições para os atletas. “Sempre estive ao lado dos jogadores, tentando defender seus direitos e um futuro melhor para eles. Mas não apenas para os melhores, mas sim para todos os níveis do circuito. Os jogadores com ranking mais baixo costumam ser esquecidos”, avaliou.
“Falamos muito sobre premiações e sobre quanto as grandes estrelas ganham ou deixam de ganhar. Mas esquecemos como é pequena a quantidade de profissionais que realmente conseguem viver deste esporte”, prosseguiu.
O sérvio ainda salientou formas de fomentar melhorias. “Se queremos cuidar do futuro do esporte e fazer com que os jogadores não apenas sobrevivam, mas prosperem, precisamos discutir seriamente como fazer o tênis crescer desde a base”, ratificou.
“O tênis já é complexo o suficiente pela forma como é estruturado e regulado. Precisamos aprender com o golfe, por exemplo. Devemos tentar estar mais unidos e encontrar uma voz comum para construir uma estrutura melhor e um futuro adequado para o tênis”, sacramentou Djokovic.
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