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Capitulo 2 para Djokovic e Alcaraz. A grama agradece.

Foto: AELTC

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Se a final feminina reunirá duas saibristas, o título masculino de Wimbledon será decidido entre os dois jogadores mais competentes, vistosos e eficientes no Admirável Mundo Novo da grama. Ninguém hoje no circuito reúne tantos predicados no piso natural do tênis, onde valem muito saque, devolução, solidez, variação, jogo de rede, pernas leves e fortes.

É impressionante o nível técnico e mais ainda a maturidade que Carlos Alcaraz atingiu ainda aos 21 anos. Ele repete o que Rafael Nadal fez em 2006, quando ganhou Paris e decidiu Wimbledon em seguida, mas seu ídolo de infância só conseguiu dominar as diferentes superfícies duas temporadas depois, em 2008, algo que Carlitos já fez e pode obter a dobradinha de forma ainda mais impressionante.

A façanha de Novak Djokovic não é menor, quando se tem em mente seu abandono exatos 37 dias atrás em Roland Garros, a artroscopia no joelho direito e as dúvidas que cercaram sua presença em Wimbledon, o que mais uma vez foi feito se concretizou sem torneios preparatórios. Tudo isso aos 37 anos e derrotando uma porção de adversários muito mais jovens para atingir a 37ª final de Slam. Uau.

Se o espanhol está perto de erguer já seu quarto troféu de Slam aos 21 anos, algo que nem mesmo o Big 3 ousou fazer no começo de seu domínio, Djokovic ganhou sua 10ª semi no torneio, seis delas consecutivas, e se vê diante da chance de repetir os oito troféus de Roger Federer no Club e atingir um incrível 25º título de Grand Slam. Haverá história neste domingo na Quadra Central, tudo o que sempre desejamos ver numa decisão desse tamanho.

A campanha do atual campeão foi definitivamente exigente, como se esperava. Em três de seus últimos quatro jogos, saiu um set atrás – contra Frances Tiafoe, foi ainda mais apertado com 2 a 1 para o adversário -, mas as reações obtidas contra Tommy Paul e Daniil Medvedev serviram para realçar sua determinação tática, frieza emocional e total capacidade técnica. A vida jamais esteve fácil contra o russo, na repetição da semi do ano passado, porque desta vez Medvedev sacou bem e tomou iniciativas, incluindo transições mais constantes à rede.

Isso exigiu aplicação de Alcaraz, principalmente porque o índice de acerto do primeiro saque foi baixo nos dois primeiros sets. Estava evidente que trocar bolas com Medvedev não era a melhor alternativa, já que o experiente adversário era um paredão, e o espanhol se viu obrigado a forçar mais, tendo um desempenho muito satisfatório com o segundo serviço, mais profundo e portanto ofensivo. Daí ter tido mais winners e erros em todos os sets, fechando o jogo com 55 bolas vencedoras contra 31, porém 37 falhas diante de 24. Assim como aconteceu diante de Paul, seu grande momento foi o quarto set, em que cedeu apenas seis pontos com o primeiro serviço e dois com o segundo.

Djokovic por seu lado venceu três sets bem exigentes contra um surpreendente Lorenzo Musetti, que jogou mais do que eu esperava. O italiano não tem um grande saque, mas arrancou alguns serviços preciosos em momentos delicados. Foi bem na sua evidente opção por ritmos muito alternados nas trocas da base e esteve sempre colado no placar, tendo até mesmo recuperado uma quebra no final do primeiro set. Liderou depois por 2/0 e 3/1 antes de ser dominado no tiebreak e fez o que pôde para sobreviver, já que cedeu quebra logo de cara no terceiro set. Salvou três match-points e obrigou o multicampeão a empenho constante.

O problema dele é que Djokovic foi 90% do tempo o melhor jogador em quadra. Teve apenas uma pequena queda, que até pareceu física, no começo do segundo set, porém o saque extremamente afiado – 75% de pontos vencidos com o primeiro serviço e seis aces – e a devolução tão espetacular como sempre não davam paz ao adversário, forçado quase sempre a bater mais de três bolas para ganhar um ponto. Preparado para os slices, Nole soube golpear a bola baixa até mesmo em fulminantes paralelas e deu outro show junto à rede, com 43 de 56 lances bem sucedidos, alguns deles que devem ter arrancado aplausos de Boris Becker.

Então, a final masculina de Wimbledon terá o máximo de qualidade que se poderia desejar, e isso apaga todas as contusões, surpresas e decepções que marcaram esta edição. Djokovic, 16 anos mais velho, venceu três dos cinco duelos contra Alcaraz, incluindo os dois mais recentes, justamente os que aconteceram após o duelo de cinco sets de Wimbledon de 12 meses atrás, ou seja, em Cincinnati e no Finals. Três desses confrontos foram memoráveis pelo equilíbrio, alternâncias e indefinição. Não espero menos do que isso no domingo.

Sábado conhecerá nova campeã

Wimbledon terá uma nova campeã de simples pela sétima edição consecutiva, o que é uma marca incrivelmente interessante para um torneio que viu tantos feudos, primeiro com Billie Jean King, depois Martina Navratilova, Steffi Graf e as irmãs Williams. A sequência de ineditismos começou com Garbiñe Muguruza em 2017 e seguiu com Angelique Kerber, Simona Halep, Ashleigh Barty, Elena Rybakina e Marketa Vondrousova.

Barbora Krejcikova ou Jasmine Paolini se juntará a essa curiosa lista neste sábado, quando decidem o torneio numa partida que vale nada menos que 1,3 milhões de libras (R$ 9,2 milhões), ou seja a diferença entre o prêmio de 2,7 mil de libras da campeã (R$ 19 mi) para o da vice.

No duelo entre duas tenistas de 28 anos, Krejcikova leva o favoritismo por já ter erguido seu troféu de Slam, há três anos em Paris, além de ter derrubado Rybakina na semi. Se vencer, a ex-número 2 do mundo voltará ao top 10, posto que perdeu há seis meses. A italiana chega a sua segunda final seguida de forma novamente inesperada e já se garantiu no top 5.

No mundo das apostas, Paolini paga 2,15 o valor investido e Brejcikova, 1,75. Qual seu palpite? Vote abaixo.

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Carla Marcondes
Carla Marcondes
1 ano atrás

Ah e somente chegou na final pq não pegou ninguém!!!!!

Carla Marcondes
Carla Marcondes
1 ano atrás

Será que quem entende de tênis não vê que o Djokovic não joga mais? Está lento, baixo reflexo, e baixo nível.
Como uma pessoa que se diz entendida de tênis pode afirmar que o Djokovic seria o campeão? ou que hoje seria 50% pra cada. Meu Deus, aff

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 ano atrás
Responder para  Carla Marcondes

Que comentário perspicaz!
Depois do fato acontecido, até eu acerto.

Carla Marcondes
Carla Marcondes
1 ano atrás

Nossa meu Deus, quem realmente entende de tênis, tinha certeza que o Alcaraz iria varrer o Djokovic!!
E ainda teve gente que se diz tão entendido, que ele era o favorito kkkk

Lucas F.
Lucas F.
1 ano atrás

Será q o Djoko e o Alcaraz conseguem dormir hj? Se fosse eu, eu não, minha ansiedade estaria em 220. Por outro lado, se não dormirem bem, não performam bem…
Dalcim, acha q eles tomam algo para dormir?

Marcelo Reis
Marcelo Reis
1 ano atrás
Responder para  Lucas F.

Eles podem tomar de boas e não deve afetar o nível de jogo. A partida começa somente às 14:00, hora local, então o efeito do sonífero já terá passado. Lógico, se eles já estiverem “acostumados” a tomar algo para dormir e conhecerem como seus corpos respondem.

Aluizio Francisco Barros
Aluizio Francisco Barros
1 ano atrás

Penso que o Alcaraz é o favorito e ganha no domingo. No final do jogo Djokovic x Musetti o sérvio sentiu algum desconforto físico. Não ia em todas as bola, estava economizando físico ou sentindo alguma lesão. De qualquer forma, soube esconder muito bem para não dar brecha para o adversário. Não vou me surpreender caso ele seja presa fácil para o Alcaraz, pelo aspecto físico. Vou torcer pelo Djokovic, com uma ponta de desconfiança que ele não vai estar 100% e dai vai ser presa fácil para o garoto de 21 anos.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 ano atrás

Não vi nada disso. O jogo estava sob controle e ele só brincou um pouco com o perigo na reta final da partida.

Pode ser que Alcaraz tenha 55 a 45 de favoritismo, mas espero um grande jogo amanhã, em 4 ou 5 sets de novo.

Helena
Helena
1 ano atrás

ALCARAZ X MEDVEDEV -> Gostei muito da mentalidade com que Medvedev entrou no jogo. O russo mostrou que tem madeira de campeão e não aceitou ser varrido como no ano passado. Pode não ter ido para a final, mas essa campanha de WB reafirma Medvedev como um dos grandes nomes a serem considerados nos Slams (menos RG, por enquanto). Espero que ganhe ao menos mais um Slam na carreira, 1 título parece pouco para o que o russo é.
Do lado de Alcaraz foi um ótimo jogo a partir do segundo set, mas o que mais chamou a minha atenção é como ele já joga como um veterano. Ele estava incomodado ao perder o primeiro set, mas nunca pareceu duvidar que venceria o jogo. Isso é algo realmente reservado para os grandes.

DJOKOVIC X MUSETTI -> Apesar do H2H bem favorável ao sérvio, o Musetti sempre incomoda nos jogos. Ainda assim eu estava confiante para mais essa vitória de Nole. Primeiro, porque enfrentar ele na grama é diferente de tudo, e eles ainda não tinham se encontrado nessa superfície (ao final, o italiano reconheceu como tinha sido diferente de tudo). O outro ponto é que funcionou muito contra o Fritz chamar o americano para a rede e abusar dos slices, e tenho essa impressão de que quando jogadores menos experientes jogam muito bem contra alguém com uma certa tática, tendem a repetir com o adversário seguinte, mesmo que seja outro tipo de jogador. E não foi muito diferente com o Musetti, carregando nos slices e insistindo nisso mesmo quando estava claro que o sérvio estava vencendo a maioria desses lances. Inclusive, puxando de memória, o único jogador que conseguia incomodar Nole com slices era o Federer.
Vi algumas pessoas criticando o nível do italiano, mas apesar desse erro tático, gostei do que vi. Musetti é um jogador muito talentoso, mas que muitas vezes desaba no mental. Dessa vez vi ele diferente, brigando até o último ponto. Gostaria de ver ele com essa atitude mais vezes, mas tenho minhas dúvidas.
Sobre Nole, as subidas à rede (além dos dados já trazidos pelo Dalcim, ainda teve 16/17 no saque e voleio) e o percentual de ataque mostra como ele vem tentando encurtar os pontos, o que faz todo sentido considerando a volta da lesão. Ao final do jogo as devoluções estavam terríveis (para o adversário). Vai ser importantíssimo manter isso na final.

DJOKOVIC X ALCARAZ -> Não tem coisa melhor que os dois melhores jogadores na superfície se encontrarem na final de Slam. Que venha um grande jogo, de preferência com a vitória de Novak!
Dito isso, ainda acredito que dará Alcaraz, especialmente se o jogo se alongar. O espanhol é muito rápido e sabe colocar potência e angular bem as bolas, o que é um terror para quem volta de lesão. Ao meu ver, a maior chance do sérvio é se conseguir sufocar Carlitos, para que ele tenha que se apressar e, assim, aumente a quantidade de erros. Mas manter essa excelência por tanto tempo é incrivelmente difícil. Atualmente, quanto mais longo o jogo e os pontos, melhor para o espanhol.
Enfim, minha torcida é sempre para o Djokovic e seria lindo o 25 em Wimbledon, mas vê-lo perder para o Alcaraz não dói tanto assim. Ainda por cima, com a aposentadoria tão perto, o momento é de aproveitar cada partida.
Que rufem os…. violinos.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
1 ano atrás

Stella Artois é tipo a Kaiser da Bélgica, mas deve ter um marketing muito forte para patrocinar Wimbledon. O fato é que não combina com tanto glamour e esses preços estratosféricos dos ingressos, rsrs.

Augusto Montenegro
Augusto Montenegro
1 ano atrás

Joga nada esse Djokovic, mero passador de bola.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 ano atrás

Dalcim o q vc espera de Rafa em Bastaad? Será q ele de fato está recuperado fisicamente? Tempo ele teve de sobra…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 ano atrás

Nesse set2 as coisas se inverteram, a BK desapareceu na quadra, quantos erros. Tudo indefinido, vamos Paolini…

Ronildo
Ronildo
1 ano atrás

Medvedev enaltece Alcaraz como o mais difícil tenista para enfrentar e depois ressalta que ele tem um tênis com múltiplas particularidades.

https://tenisbrasil.uol.com.br/para-medvedev-alcaraz-e-rival-mais-dificil-de-enfrentar.html

Ronildo
Ronildo
1 ano atrás

O campeão de Wimbledom será consagrado como o maior tenista de todos os tempos ao final da carreira pois terá os principais recordes da categoria quando se aposentar.

Luiz Fernando
Luiz Fernando
1 ano atrás

A “menina” de 28 anos Paolini não entrou em quadra nesse primeiro set. Decidir um GS na quadra central de qualquer um desses grandes eventos exige muito de qualquer tenista, física e emocionalmente. Vamos ver como ela se porta no set2, tomara q se recupere e reaja, torço por ela…

Sandra
Sandra
1 ano atrás

Dalcim , o Que quis dizer , e se o Alcaraz nao lembra o Nadal com aquela correria desenfreada , será que o Djokovic consegue aguentar ?

Sandra
Sandra
1 ano atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

O que quis dizer e que é muito mais fácil correr o que correm quanto se é mais novo,

Valmir da Silva Batista
Valmir da Silva Batista
1 ano atrás
Responder para  Sandra

RSRSRSRSRSRS…

Marcelo Reis
Marcelo Reis
1 ano atrás
Responder para  Sandra

Meu pitaco:

Eu queria ver alguma estatística a esse respeito, mas pela minha visão de alguém que quase sempre vê as coisas pela TV, a sensação que tenho é que Alcaraz possui uma aceleração levemente superior à de Novak. Mas considero os dois muito rápidos, em especial se pensarmos na velocidade final que ambos podem atingir em seus arranques, além de serem elásticos, se esticando muito a ponto de parecerem aranhas de tão agachados que ficam, tudo para devolver mais uma bolinha.

Agora, se pensarmos em qual dois dois poderá manter esse nível de velocidade/correria após muitas horas de jogo, aí penso que Alcaraz tem leve vantagem devido à idade. Se um dos dois (ou os dois) sentir o desgaste, terão que encurtar os pontos.

P.S. O Nadal também sempre teve um físico brutal, corria (corre) muito, chegava (chega) em todas.

Última edição 1 ano atrás by Marcelo Reis
José Afonso
José Afonso
1 ano atrás
Responder para  Marcelo Reis

Com toda certeza, mas normal, né. É o esperado que um jogador de 21 anos tenha mais aceleração que um de 37.

levI sIlvA
levI sIlvA
1 ano atrás

Apesar do sobrenome, não lembra em nada, o estilo de jogo do pai…

https://youtube.com/shorts/73ay3OJ2c8M?si=ZKTKxumD-bJmpQg6

Alexandre G.
Alexandre G.
1 ano atrás

Tenista de boné virado não vence Grand Slam.
Eles tentam, mas são apenas competitivos.
Voto em Alcaraz para vencer Wimbledon.

Neri Malheiros
Neri Malheiros
1 ano atrás

A final masculina será histórica por colocar novamente cara a cara os dois últimos adversários de 2023 numa disputa que vale muita coisa além do aspecto financeiro. Se não deu para termos um parâmetro de como teria sido um confronto em Roland Garros devido à lesão de Nole, agora Alcaraz enfrentará o sérvio num dos seus palcos preferidos e não creio que haverá tanto equilíbrio.

Nole está mordido e fará de tudo para não deixar escapar o oitavo título outra vez. Acompanhei todos os jogos dos dois até aqui e acho que Nole se preservou ao máximo para dar tudo o que tem, e que sabemos que não é pouco, nessa última partida. Mas Alcaraz já mostrou a que veio e não vai entregar o osso tão fácil. Mas aposto na maior experiência do sérvio em embates dessa envergadura.

Vinícius
Vinícius
1 ano atrás

Dalcim pelos comentários vc não coloca nenhum dos 2 como favorito, ou seja 50/50.
Qual foi a última final que vc sentiu assim tbm?vc lembra?

Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
1 ano atrás

Em comparação com 2023, acho que a pressão será muito menor sobre o Djokovic. Em 2023 penso que o maior interesse do sérvio era ganhar Wimbledon e depois tentar fechar o grand slam ganhando o US Open. Ele ainda não tinha ganho o 24° Slam. Então, existiam alguns objetivos que eram possíveis e ainda não haviam sido conquistados. Acredito que ele tenha descartado a meta de ganhar os quatro slams na mesma temporada. Assim, o que vier daqui pra frente para o Nole será lucro. Na final de domingo, acredito que ele terá a vontade, a gana de ganhar mas não sentirá tanta pressão. O Alcaraz, embora esteja sabendo administrar a pressão, pode ser que sinta essa pressão em algum momento do jogo. Por ser mais jovem e estar um pouco mais saudável que o Djokovic, acredito que o Alcaraz seja o favorito na proporção 55/45.

Refaelov
Refaelov
1 ano atrás

Penso +/- na mesma linha Carlos: a impressão é q o Djoko dessa vez chega como o desafiante e, nessa condição, ele se torna ainda mais perigoso ao meu ver..

Felipe
Felipe
1 ano atrás

14 anos a diferença de idade entre Djokovic e Musetti……a maior diferença de idade na história das semifinais de Wimbledon!!

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]

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