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Daniil Medvedev virou amigo da grama. Impedido de pisar no All England Club há dois anos, por conta da invasão da Ucrânia, ele está pelo segundo ano consecutivo na semifinal de Wimbledon. E desta vez com um bônus imponente: tira do caminho Jannik Sinner, o número 1 do mundo e principal sensação da temporada.
O grande desafio apenas começou para o Urso. Agora, ele terá de encarar o atual campeão Carlos Alcaraz, que conseguiu reagir de forma soberba diante de Tommy Paul, e se fizer isso pode então ter de encarar o sete vezes campeão Novak Djokovic, favorito absoluto da parte inferior da chave. Estaria assim diante da maior façanha de sua carreira. Será que dá?
A adaptação de Medvedev sobre a grama é digna de estudo. Ele se posiciona na maioria do tempo tão recuado como faz nos outros pisos – exceto quando está com o serviço, aí sim plantado perto da linha -, a preparação do forehand é um tanto mais longa do que o recomendável. Quase não usa slice, preferindo sempre bater seu espetacular backhand, e o jogo de rede é complemento de um deslocamento bem realizado. A soma disso tudo exige demais e o russo tem o gigantesco predicado de cobrir bem a quadra e, do alto de seu 1,98m, agachar e impactar a bola no limite do solo.
A vitória sobre Sinner poderia ter sido por 3 a 0. caso não deixasse escapar o primeiro tiebreak, que esteve na mão. O italiano mais tarde manifestou um problema clínico, que o obrigou a ser tratado no vestiário. Ele contaria mais tarde que se sentia tonto e sem condições de jogar. Voltou no entanto melhor e mais solto. Deve se lamentar até agora pelo segundo set-point desperdiçado no 6/5 do terceiro set, mas ainda achou forças para levar ao extremo a partida.
Foi então que seu forehand começou a pifar e isso sempre é um sinal problemático. Aconteceu com duas devoluções importantes de segundo saque no começo do quinto set e culminou com os erros que deram a quebra definitiva. Notável como Medvedev segurou o saque no longo quinto game, sem dar um único break-point, e não deixou o italiano ganhar um único lance quando sacou com 4/2 e 5/3. Muito mental, porque ao longo do jogo ele cometeu incríveis 11 duplas faltas.
É extremamente curioso que Sinner tenha sido eliminado com números estatísticos superiores a Medvedev em todos os quesitos, incluindo pontos com primeiro e segundo saques, pontos de devolução, mais winners e menos erros, ligeiro percentual de voleios. O que comprova a famosa relevância dos lances importantes e da confiança. Nessa soma, o russo mereceu muito mais.
Há de se elogiar também a postura de Alcaraz. O primeiro set contra Paul foi uma montanha russa, onde apareceram 15 break-points e três quebras, numa sucessão de trocas intermináveis de bola que, tal qual dito pelo espanhol, lembravam mais um duelo sobre o saibro. Paul cresceu na reta final e abriu o segundo set com quebra, ligando a luz amarela. Então Alcaraz mudou. Ficou cada vez mais agressivo, fez escolhas melhores e o primeiro serviço deu um salto de eficiência. O norte-americano não jogava mal, porém exagerou na passividade.
Houve uma última chance para Paul, quando devolveu a quebra no começo do terceiro set, mas imediatamente falhou de novo e o serviço passou a ser um tormento. O adversário devolvia agora com agressividade e variação. Quando Alcaraz se agiganta, fica difícil segurá-lo e o quarto set foi um show, com apenas dois pontos de serviço perdidos.
Este será o sétimo confronto entre Alcaraz e Medvedev, com 4 a 2 no placar para o espanhol, e já o terceiro em Wimbledon. O russo venceu em sets diretos em 2021 e levou o troco na campanha vitoriosa do ano passado. Desde então, Medvedev venceu na semi do US Open e caiu no Finals e na decisão de Indian Wells de março. Preparem seus corações, porque estes dois não largam o osso.
Paolini é a Itália em Wimbledon
O número 1 desta vez está fora, mas o tênis italiano já tem um lugar na penúltima rodada de Wimbledon, graças ao tênis notavelmente competitivo de Jasmine Paolini. A finalista de Roland Garros tem mostrado capacidade de adaptação às exigências da grama, passou a bater mais reto na bola e a forçar o saque, em que pese a estatura de 1,63m. Na vitória brilhante em cima de Emma Navarro, foi quem ditou o ritmo do jogo. Incríveis 19 a 6 nos winners e 16 de 17 pontos em subidas à rede.
Primeira italiana a atingir a semi de Wimbledon na história, Paolini já pode comemorar a ascensão ao top 5 do ranking, na condição de tenista que mais somou vitórias em Grand Slam na temporada, 13, ao lado de Coco Gauff. Aos 28 anos, é também a jogadora de mais idade a atingir duas semifinais consecutivas de Slam em quase 30 anos.
E ninguém fique surpreso se ela entrar bem mais solta em quadra na quinta-feira para encarar a croata Donna Vekic, da mesma idade e agora a quinta que mais disputou Slam antes de enfim atingir a penúltima fase, ou seja, 43 tentativas desde janeiro de 2013. Tal ansiedade talvez explique a irregularidade nos dois primeiros sets diante da canhota neozelandesa Lulu Sun, uma partida um tanto tensa em que ambas deixaram muitas bolas no meio da quadra, oferecendo winners.
Mesmo com baixo índice de primeiro saque, Vekic superou a frustração de falhar com 5/3 e saque no segundo set e por fim aproveitou a queda evidente da adversária para então dominar amplamente a série decisiva. Retorna assim ao top 20 e automaticamente tira Bia Haddad de lá. A croata esteve a ponto de abandonar a carreira antes de Roland Garros de um mês atrás, frustrada com seu desempenho.
E mais
– O complemento das quartas masculinas tem um supercampeão, com 48 semifinais no imenso currículo, e três postulantes que nunca passaram disso. Fritz tem quatro presenças em quartas, De Minaur está na terceira tentativa e Musetti, ainda na primeira.
– Djokovic entrou com joelho operado, mas preocupação agora é com o quadril de De Minaur. Será apenas quarto duelo entre eles, com duas vitórias do sérvio. Nas oitavas do Australian Open do ano passado, Nole só permitiu cinco games.
– Fritz vem do título em Eastbourne, Musetti foi à final de Queen’s. Os dois se cruzaram na segunda rodada de Wimbledon de 2022 e foi um passeio do norte-americano.
– Com 81% de pontos vencidos com o primeiro serviço no torneio, Rybakina reencontra Svitolina um mês depois de ganhar da ucraniana nas oitavas de Roland Garros. Duelo está 2-2, com um jogo na grama também vencido pela cazaque.
– Krejcikova já obteve 20 quebras de serviço no torneio, mas encara Ostapenko que já soma 24 aces. A letã lidera por 4-2, tendo vencido único na grama, no ano passado.
– Como era de se esperar, esta edição de Wimbledon se tornou o Slam com maior número de cinco sets disputados na Era Aberta, com 36, superando o Australian Open de janeiro e o US Open de 1983, com 35.
– Medvedev e Sinner fizeram o maior rali desta edição, com 33 trocas de bola, no primeiro tiebrek. Superior até mesmo ao ponto mais longe do feminino, com 27.











É incrível como que independentemente do tema proposto no post, boa parte dos comentários são sempre a mesma coisa, Federer, Nadal, Djoko, Goat, blá blá blá blá. Fico admirado com a capacidade dos mesmos de discutir a mesma coisa por anos seguidos. Cê tá doido!
E não é que Medvedevil cometeu o crime e tirou o número 1 de cena? Seu estilão nada ortodoxo é bem interessante de assistir. Será um baita jogo essa semi contra Alcaraz, que terá minha torcida, e penso que o campeão do torneio sairá daí, com todo o respeito que Djokovic merece.
A segunda parte da temporada está se transformando em um pesadelo para Sinner q anunciou hj sua desistência de Baastad
Toda a pressão, entusiasmo e carga de todas as expectativas podem, infelizmente, ser muito difíceis de lidar e podem ser atribuídas a questões de saúde física e mental.
Não sei o que é mais impressionante para Musetti: chegar à sua primeira semi-final de Slam, ou ter *esse* cabelo depois de uma partida de 5 sets. Que tenista lindo!!
Concordo com você!
MANU E LUIZ FABRICIANO, o PAULO ALMEIDA diria que o tenista mais lindo é o Novak Djokovic, e lacraria a questão, afirmando ser este um dos únicos recordes que lhe falta…
Não exagere meu caro VALMIR. Rsss.
Djokovic está longe de ser um homem bonito (na minha avaliação), mas também não acredito que meu nobre confrade PA também o ache.
PENSO QUE ELE ACHARIA SIM, inclusive disputaria a tapa com RONILDO, tendo em questão a beleza de Djokovic versus a da Raducanu…
Boa….kkkkkkkkkkkkkkkk
SERGIO, muito obrigado pelo Laureus a mim conferido…
Fritz meu filho, não bastasse a derrota de 2022 pra um Nadal contundido e com claras limitações na movimentação, hoje numa quadra de grama e com o serviço q vc tem perdeu do Musetti!!! Como é difícil vencer no tênis, em especial quando se tem o favoritismo, está aí o abismo q separa grandes campeões de grandes jogadores…
Com essa sorte que o sérvio está tendo na chave, bem podia aproveitar a maré e jogar na loteria.
Mas, pra que? Já é milionário… O prêmio da loteria só iria servir pra comprar ração pros cachorros dele.
Então Maurício Luis.
Com a sorte que ele tem, poderia jogar na loteria toda semana e ganharia. Poderia ser na loteria americana e usar o dinheiro para acabar com a fome no mundo. Mas ao invés disso fica concentrado na carreira dele querendo ser o maior tenista do mundo. Ele nunca entendeu que o importante é o Legado, conforme Nadal disse.
Vc tb poderia dar o teu salário para erradicar a fome no mundo…
Ronildo, Ronildo, querer ser o maior tenista do mundo é apenas um dos itens do legado.
#ficaadica
Não posso ser o único que não gosta da namorada de Taylor Fritz?
Tão falsa, que busca muita atenção e, honestamente, nem a acho atraente.
Que jogo do Musetti, incrível como ele conseguiu ditar o ritmo e aos poucos machucar alguém como o Fritz que com certeza é mais experiente que o ele. Principalmente no último set que deveria ser o mais difícil e mentalmente difícil, ele parecia leve ao vencer cinco jogos consecutivos, simplesmente incrível. Ele mereceu sua primeira final em Wimbledon, será bom vê-lo contra o Novak.
Acho que foi sim uma grande vitória do Medvedev. Lamento pelo problema do Sinner. Espero que se recupere logo. Agora quanto às semifinais masculinas, acho que ficou bem aberta a chave e as possibilidades de cada um. Djokovic é sempre excelente em qualquer piso e/ou qualquer situação. Penso que o Alcaraz está em fase especial e excelente, com um ligeiro favoritismo para ganhar este Slam. Mas temos ainda o Medvedev, osso duríssmo de roer para qualquer tenista. Fritz e Musetti acredito que podem surpreender e chegar à final. Mas ganhar Wimbledon aí seria sim um grande feito para o americano ou para o italiano. Mas não impossível. Já no feminino, a italiana Paollini continua surpreendendo. Pode sim, em minha opinião, ganhar o torneio. Porém, acho a Rybakina favorita. Mas acho também que não se pode descartar a excelente tenista tcheca Krajcikova. A maior surpresa seria a croata Vekic ganhar o torneio. Mas também não é impossível, pelo contrário, se ela chegou até aqui é porque vem jogando muito tênis também.
A verificar todas essas possibilidades.
Pelo andar da carruagem só uma hecatombe tira esse título do Djoko. E na minha visão hecatombe seria um nickname do Alcaraz em plena forma, sinceramente não acredito nos demais adversários. Vamos esperar as semis, mas acho difícil mudar de opinião.
Uma pena para o De Minaur, mas o jogo de hoje teria sido muito físico. Entendo que foi bom pro Djoko.
Djokovic não tem culpa, mas chegar numa semifinal de slam jogando apenas contra jogadores de challengers e um ex-top 10 em franca decadência é muito troll.
Dalcim, estava vendo o jogo de Sinner vs. Medvedev e percebi o quão tensos eles estavam, ambos oscilaram em momentos decisivos. Inclusive o Sinner batendo sem intensidade e no meio da quadra. Analisando isso, percebo que Alcaraz tem muita vantagem na semifinal!
Acho que foi um jogo atípico para o Sinner, que teve problemas clínicos já no segundo set. Mas concordo que Alcaraz é favorito neste semi, Maico.
Dalcim, o adversário do Djokovic desistiu , se o Djokovic não for a final ele continuará em segundo no ranking ? E se for campeão ele diminui a diferença do Sinner ?
SANDRA, um pouco de leitura é sempre bom. Se você abrir o deus Google, há de se separar com a pontuação de cada qual e, por conseguinte, com a diferença entre um e outro raqueteiro, o que, automaticamente, responderá a sua pergunta a respeito do óbvio. O que quero dizer é que não há nenhuma necessidade de se perguntar a outrem quantos dedos somados há nos pés e nas mãos, a menos que a pessoa não saiba o mínimo que seja de matemática…
se deparar*
Temos que fazer várias orações pela integridade física de Alcaraz. Este torneio está com um nível altíssimo de favorecimento para Djokovic nas múltiplas possibilidades: dois primeiros adversários de nível challenger, contusão no joelho de Zverev que era o mais habilitado na chave. E agora mais esta contusão no quadril de De Minaur.
De Minaur acaba de desistir de WB.
Prevejo surto psicótico do Ronildo.
O que aconteceu com esse australiano? Medo? Pois sabia que iria perder mesmo. Kkkk
O que aconteceu tá escrito preto no branco na matéria. Esse seu achismo banhado a teoria da conspiração de nada adianta.
“SENTI UM ESTALO ALTO durante os últimos três pontos da minha partida contra o Fils, e o exame de ontem confirmou a lesão, com alto risco de piorar se eu pisasse na quadra”, ou seja, o tenista Alex de Minaur falando de uma lesão séria e o sujeito com brincadeirinha tola do tipo das costumamos ver por parte de alguns parvos desta confraria. Ao invés de ser tão desprovido de sensibilidade e de falar tanta merda, deveria era se ater ao fato de que há momento de fazer piadinha sem graça, infelizmente, e há momento que se trata de questão de saúde. Mas suponho que não tem condição de entender que com saúde não se brinca, e a julgar pela gargalhada no final do infame comentário, deve achar que postou um puta lance engraçado.
O australiano disse ao final da vitória contra o Fils que estava bem e disposto para enfrentar Djokovic.
Cheguei hoje para as manchetes e soube de sua desistência. Wimbledon teve que reorganizar os jogos na Central.
Se fosse o sérvio que fizesse isso, sei não viu.
Dalcim, esse record de Wimbledon (maior número de cinco sets disputados) seria de Gentleman or ladies? (ou ambos)
As mulheres nunca jogaram cinco sets, portanto se refere apenas à chave masculina, Marcos.
Como lidar com os jornalistas da BBC que tentam provocar você: levante-se e vá embora!
Muito bem, Novak Djokovic!
O Sérgio Ribeiro vive criticando aqui o comportamento dos colegas de blog q torcem como se tênis fosse futebol.
Mas daí qdo os torcedores lá na quadra central de Wimbledon (torneio tradicional e eterno e sagrado e q todo tenista sonha em conquistar etc, portanto onde deveria ter silêncio e aplausos e nada mais) se comportam como os de futebol, vaiando tenista, ele, ao invés de tb criticar, vem e culpa o tenista q não deve bater boca com torcedor…
E os inúmeros xingamentos contra Djoko que ele nem comenta: já foi chamado até de bagre com seus 24 slam. Agora faça uma piada qualquer contra o suíço. O homem vira uma fera rs. A conferir!
O problema do Djokovic com torcida não é de hoje e nem é exclusivo de Wimbledon. Ele, Djokovic, vem agindo de forma tal nos últimos anos que acaba mesmo tendo a torcida contra nos torneios. Quebrando raquetes a torto e a direito. Provocando e sendo consequentemente provocado pela torcida. Tomando atitudes perigosas, como acertar boleiros e ser desclassificado (com toda a razão) de torneio importante. Além, é claro, das péssimas atitudes fora de quadra. Não respeitar a saúde do povo, organizando torneios no auge da pandemia, entrando ilegalmente e forçando a barra para jogar em um país que exigia o comprovante de vacinação para entrar no país. Atitudes assim, entre outras, logicamente são, além de extremamente temeráveis, extremamente anti-éticas também. Logicamente, portanto, causam repulsa em grande parte da população mundial.
Minha nossa!
De novo e contando…
Tem medo da verdade?!
Não.
Tenho medo de falsas verdades.
Qual falsa verdade?!
O mundo inteiro (Inclusive todos os grandes tenistas se vacinaram para poder jogar os torneios na época da pandemia. Djokovic tinha o direito de não se vacinar. Mas não tinha absolutamente nenhum direito de organizar torneios sem estar vacinado. Menos ainda entrar em um país – sem estar vacinado – (Austrália) com as regras previamente estabelecidas de obrigatoriedade de vacinação.
Devido a isso ele foi LEGALMENTE deportado daquele país. Me diga aonde estão meias verdades nestes fatos?!
O ponto não é esse. O ponto é o Sérgio Ribeiro criticar os q torcem aqui como se tênis fosse futebol mas daí qdo os torcedores lá na quadra central torcem como se estivessem vendo futebol, ele passa pano e ainda culpa o Djoko.
Obs.: tb acho um absurdo o Djoko não se vacinar mas querer viver e circular em um mundo vacinado. Pois se dependesse dele e de quem não tomou a vacina, estaríamos todos em casa e com milhões de mortes… A gente correu o risco de tomar a vacina mas ele, alecrim dourado, não?
Exatamente isso. Coisa que só os fanáticos não querem ver.
Medvedev será o segundo do ranking se ganhar de Alcaraz, e Djokovic perder de Minaur.