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Dimi-trovão estremece Miami


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Dono de um tênis estiloso e de um atleticismo invejável, Grigor Dimitrov conseguiu se reinventar aos 32 anos. O ex-número 3 do mundo, que passou quase seis temporadas sem erguer um troféu depois de fazer maravilhas lá em 2017, parece acima de tudo ter reencontrado o prazer da competição.

Não se pode dizer, porém, que falte consistência a seu jogo, um dos últimos remanescentes do estilo mais clássico. Afinal, desde que conseguiu reagir na carreira, em setembro de 2019, atingindo a semifinal do US Open quando havia despencado para um temeroso 78º posto, Dimitrov só não figurou no top 30 por meras nove semanas.

Claro que todo mundo sempre quis mais dele, porque nunca foi bem digerido que alguém com um tênis tão semelhante ao de Roger Federer não alcançasse um sucesso mais expressivo. Seu auge foi lá em 2017, quando conquistou Cincinnati pouco antes de ganhar o Finals e virar o terceiro do ranking.

É muito bom saber que ele ainda não se contenta com o papel de coadjuvante. Voltou a uma grande decisão em Bercy de novembro e dois meses depois encerrou aquele amargo jejum de títulos, em Brisbane. A vitória desta quinta-feira sobre Carlos Alcaraz – a segunda consecutiva – foi sua quarta diante de um top 5 em seis meses.

E que exibição de gala. O búlgaro colocou em quadra o que faz de melhor, desde o saque preciso e o voleio afiado aos contragolpes bem escolhidos. Devolveu com determinação o ainda vacilante serviço do espanhol e mostrou aquela agilidade incrível para chegar em bolas difíceis, sem falar nas alternâncias de ritmo com o slice. Quando Alcaraz tentou reagir, manteve a cabeça no lugar.

Com esta semi inédita em Miami, Dimitrov chega na penúltima rodada de oito dos nove Masters e recupera o 11º lugar do ranking. Se vencer Alexander Zverev nesta sexta-feira, aparecerá no top 10 pela primeira vez desde 2018 e irá recolocar o backhand de uma mão na tão prestigiada lista.

O reencontro com Sascha, no entanto, é um desafio emocional a mais. Ele venceu o alemão de saque poderoso no primeiro confronto, lá em 2014, e daí em diante perdeu todos os sete duelos, quatro deles no ano passado. Justiça seja feita, Zverev tem feitos ótimas exibições nas últimas semanas e isso foi essencial para dominar o ascendente húngaro Fabian Marozsan nesta quinta-feira com muita aplicação na base e mínimos erros não forçados.

A queda de Alcaraz, diga-se, recoloca Jannik Sinner na luta pela vice-liderança do ranking. Ele terá de ganhar enfim Miami, onde já perdeu duas finais, o que significa superar Daniil Medvedev nesta sexta-feira pela quinta vez seguida.

Como não torcer para Collins?
Em que pese toda a simpatia que se possa ter por Elena Rybakina, será bem difícil não torcer para Danielle Collins na final feminina de Miami. Aos 30 anos e com aposentadoria precocemente anunciada para outubro, rumo à sonhada maternidade, a norte-americana enfim chega a uma final de nível 1000.

É bem verdade que ela já teve até chance de ganhar seu Grand Slam, no Australian Open de 2021, e desde então raramente voltou a mostrar um tênis tão competitivo como nestes últimos 10 dias. Agressiva o tempo todo, sempre buscando o domínio do ponto na primeira bola, seu padrão exige ou muita confiança ou enorme relaxamento. E Collins parece ter reunido os dois.

Rybakina, que também não economiza na força, continua a superar seus altos e baixos. Chegou a levar um ‘pneu’ de Victoria Azarenka e precisou garantir sua vaga lá no tiebreak do terceiro set, depois de deixar escapar o saque a favor no 5/4 que deveria ter definido antes o placar.

O favoritismo da cazaque é natural. Ganhou três dos quatro duelos contra Collins, e tem muito mais títulos de peso, incluindo Wimbledon e dois de nível 1000. Caberá a Collins jogar com a mesma alegria com que tirou Carolina Garcia e Ekaterina Alexandrova nesta reta final.

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Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

Dimitrov fez um torneio excepcional, jogou demais e a bem da verdade hj ele também jogou bem. Mas o novo Big2 é muito forte, esses caras além da habilidade tem um físico incrível e chegam em bolas impossíveis. Vitória merecida e esperada do italiano. Vamos pra temporada de saibro…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

Como esperado, Sinner venceu o set1, e por sinal com Dimitrov jogando muito bem. Mas a diferença entre ambos é óbvia. Vamos pro set2…

Groff
Groff
2 anos atrás

O show do búlgaro não se limitou ao jogo com o Alcaraz. A semi foi de nível absurdo, e do pouco que vi esse ano o “voleio” dele caindo no chão pra ganhar o break no terceiro set foi o ponto da temporada na minha modesta opinião. Puro reflexo, poder de adaptação e raciocínio rápido.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
2 anos atrás
Responder para  Groff

Groff, como você interpreta que esse comentário seu, tem até agora 9 pontos negativos?
Eu, realmente, não estou entendendo essa qualificação que estão dando aos comentários.
Para mim, de negativo, ele não tem nada.

Groff
Groff
2 anos atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Não faço a menor ideia, Luiz, meu caro! Aliás, desculpe, não é verdade, faço sim, e estava para escrever ao Dalcim a respeito disso. Assim que conseguir d[a uma olhada no post atual que vou postar por lá. Abraço!

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
2 anos atrás
Responder para  Groff

Eu vi, obrigado.
Mas, ainda acho completamente sem nexo.

Oswaldo Euclydes Aranha
Oswaldo Euclydes Aranha
2 anos atrás

não encontrei 2 mensagens que postei

Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

Collins jogou bem e mereceu o título. Simples assim!

João Sawao ando
João Sawao ando
2 anos atrás

Collins ganhou. Agora só falta o grigor

Maurício Luís *
Maurício Luís *
2 anos atrás

Acho até bom quando alguém consegue surpreender os do topo do ranking, porque aí os holofotes focam histórias de luta de quem está mais lá em baixo.
A matéria ” Dimitrov: ‘Tenho sorte de ter enfrentado e vencido os melhores’ ” ficou bem interessante.

Mas aviso que na versão há 2 problemas de concordância.
Trecho 1: ” Acho que cada um tinha um jeito muito diferente de fazer as coisas, mas todos “tinha” (correto é tinham) qualidades incríveis”
Trecho 2 (na mesma frase acima): ” …sei que Novak e Andy ainda “está” (correto é estão) jogando.
No mais, como eu disse, gostei muito da matéria.

Mário Sérgio Cruz
Editor
2 anos atrás
Responder para  Maurício Luís *

Agradecemos pelo comentário, Maurício, e já fizemos as devidas correções.

Sandra
Sandra
2 anos atrás

Dalcim , quem cuida da carreira do João Fonseca ? Ninguém tira seus méritos, mas ele recebe convites que nunca vi outro brasileiro receber

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
2 anos atrás

Dimi também é de Maio , faz 33 mas já como N 9 , se vencer vai a N 7 . SINNER com a vitória assume pela primeira vez o N 2 . Mas defende 400 pontos contra 100 de Novak e ZERO de Alcaraz em Monte Carlo a partir do dia 7 . Se Djokovic cismar de não aparecer no Principado,perde o N 1 para Carlos Alcaraz caso vença o MASTERS 1000 de Monte Carlo 2024 , a não ser que eu esteja equivocado. Abs!

Wilson
Wilson
2 anos atrás

Guerrinha idiota de alguns torcedores, irrita.
Coisa chata.

João Sawao ando
João Sawao ando
2 anos atrás

Dalcim .dimitrov ganha? Collins ganha?

João Sawao ando
João Sawao ando
2 anos atrás
Responder para  José Nilton Dalcim

Obrigado dalcim.mas vou torcer pelos dois

Paulo F.
Paulo F.
2 anos atrás

Para quem torcer na final?

O mais provável arquirrival, baita tenista, dicreto e que não possui a badalação e o hype do Beiçola da Mídia x aquele que derrotou o herdeiro da seita helvética?

Difícil.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
2 anos atrás
Responder para  Paulo F.

Deves ter sofrido com a Torcida mais uma vez empurrando Alcaraz contra qualquer um . Sua popularidade em breve vai igualar a do Craque Suíço. Como faz um bem danado pro Esporte, haja desespero na Seita ” goat ” kkkkkkkk. Abs!

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio
2 anos atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Os torcedores nolistas estão preocupados com a quebra de inúmeros recordes. Nós não escolhemos tenistas badalados e mimados pela mídia corporativa.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
2 anos atrás
Responder para  Sérgio Ribeiro

Mais cedo ou mais tarde, tu cometerás ato falho e escreverás GOAT sem aspas.

Sérgio Ribeiro
Sérgio Ribeiro
2 anos atrás

E pra que serve o h2h pela milésima vez ( era 1 x 7 ) ? . Dimitrov ( seria “ eterna Next Gen ? ) nos brindou novamente com um Tênis ( agora sim ) de golpes contundentes, brilhante pela grande variação, levando os amantes do Back Simples ao delírio . Onde o Craque Suíço estiver , deve ter aberto um largo sorriso . Acreditem , mais Aces , mais WINNERS e mais agressivo que o Alemão. Voleios espetaculares, com direito a “ peixinho “ pra êxtase do público. Vamos combinar que JANNIK SINNER devolve no momento bem mais que Sasha . Daí , a meu ver , e’ o favorito amanhã contra o novo TOP 10 aos 32 anos . E ‘ mole ou quer mais …rs . Abs!

Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

Não foi Dimitrov q venceu, foi o bem, foi o esporte. Esses mimados da eterna nextgen merecem isso mesmo, um perde da nova geração e o outro de um veterano. Parabéns ao esporte…

Claro q Sinner é mais jogador do q o búlgaro; além disso é muito mais jovem e tem um BH superior. Mas Alcaraz é Zverev também eram superiores e ele venceu. Qualquer um q vença amanhã estará de bom tamanho…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

O bem perdeu o set 2…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

Quem vê o BH do búlgaro entende bem o apelido de baby Federer…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

Esporte 6×4 eterna nextgen, vamos pro segundo set…

Luiz Fernando
Luiz Fernando
2 anos atrás

Quem viu as trocas de BH entre Sinner e Medvedev esta vendo o inverso na partida noturna, ja q Dimitrov joga com slice 50-60% dos golpes. Pior, Zverev q tem um BH excepcional e bem superior ao do búlgaro troca mais FH do q BH, ou seja, não força o jg para seu melhor golpe, uma total falta de estratégia. Até o momento total equilíbrio…

Carlos Pereira
2 anos atrás

Pra mim, não tem como não torcer pela Ribakina. Tremenda gata!

Maurício Luís *
Maurício Luís *
2 anos atrás

Teoricamente, esta disputa pelo segundo lugar no ranking é importante pra definição dos cabeças-de-chave em Roland Garros. Teoricamente.
Porque se observarmos a pontuação do ranking, há um degrau entre os 4 primeiros e o quinto em diante. Então, qualquer um dos quatro que se enfrentar vai ser jogo duro. Principalmente os 3 primeiros, porque Medvedev não se sente à vontade no saibro.
E se o Nadal entrar, vai ficar solto na chave e apesar de tanto tempo afastado, pode causar estrago.

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]

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