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Dia de lágrimas em Paris com o adeus de dois artistas


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Dois dos maiores nomes do tênis masculino das últimas duas décadas receberam todo o apoio da torcida, mas foram barrados pelo tempo. Se Stan “The Man” Wawrinka jogou seu último Roland Garros e ainda prepara a despedida final para a Basileia, o acrobático Gael Monfils lutou com as forças que lhe restam para encerrar definitivamente a longa carreira.

Claro que Stan tem maior peso em termos esportivos, porque ousou ganhar Roland Garros em 2015, um de seus grandes feitos. Campeão de outros dois diferentes Grand Slam e da Copa Davis, além das duplas olímpicas, Wawrinka desafiou e derrotou, no mais alto nível, a mais forte e vencedora geração do tênis masculino de todos os tempos. Deixará eternizado seu backhand agressivo, ousado, preciso, talvez o melhor de todos já vistos.

Faltou a Monfils desempenho maior nos Slam. Fez apenas duas semifinais, uma em Roland Garros de longínquos 2008, outra no US Open de 2016. Disputou mais de 900 partidas em 22 anos de estrada, porém ergueu menos troféus do que poderia, com 13 títulos e 22 vices, muitos deles fruto de falta de segurança. As contusões também foram uma barreira, especialmente no pé, joelho e punho.

Acima de tudo, Wawrinka e Monfils representaram o esforço máximo, o empenho até a última gota. Somaram a isso todo seu carisma. O suíço, com sua forma divertida de interagir com o público e as roupas extravagantes, o francês com seus penteados, jogadas espetaculares, verdadeiras magias em quadra, e uma disposição física invejável.

Roland Garros perdeu mais dois dos grandes artistas da raquete.

Sustos e decepções

Finalista em Roma e com dois vices em Roland Garros, o norueguês Casper Ruud é sempre um nome cotado para ir longe no saibro, mas ele se enrolou de forma incrível nesta estreia do torneio. Abriu 2 sets a 0 e 5/2, desperdiçou cinco match-points e aí perdeu 11 games seguidos para Roman Safiullin antes de enfim manter sua marca de jamais ter perdido na primeira rodada no Slam francês. No entanto, é um desgaste um tanto desnecessário, em mais uma tarde de calor intenso, que chegou a 35 graus.

Maior susto ainda deu Elina Svitolina. A ucraniana entrou no rol das favoritas com o grande título em Roma, algo que não incomodou Anna Bondar. Ela sempre lhe dá trabalho – ganhou no US Open e semanas atrás em Madri – graças a um tênis muito ousado. A húngara abriu 3/1 no terceiro set e jogou muito quando Svitolina teve 5/4 e saque. A decisão foi ao supertiebreak e aí Elina foi bem superior.

As decepções ficaram para Ekaterina Alexandrova e Qinwen Zheng. E isso serve para mostrar que não é só Bia Haddad quem está perdida. A russa foi eliminada em 10 de seus 12 últimos jogos e ainda se mantém em 14º do ranking. Mas levou uma aula da colombiana Camila Osorio.

Já a chinesa, que ganhou exatamente no saibro de Paris o ouro olímpico de dois anos atrás, segue sem confiança e irá deixar o top 100 depois da queda na estreia para a polonesa Maja Chwalinska, com ‘pneu’ no segundo set. Zheng chegou a chorar na entrevista oficial e garantiu que está disposta a descer o nível dos próximos torneios para tentar reagir.

Destaques

– Andrey Rublev viu Ignacio Buse sacar para levar o jogo ao quinto set. Manteve a cabeça no lugar e barrou campeão de Hamburgo no sábado e hoje 31º do ranking.
– Todo mundo estupefato com a estreia esmagadora de Rafael Jodar. Em seu primeiro Roland Garros, já como cabeça de chave, gastou 92 minutos para derrubar o norte-americano Aleksandar Kovacevic. Os dois primeiros sets demoraram 48 minutos.
– Iga Swiatek, mesmo com bolha na mão direita, teve atuação muito boa. Fez até aces em cima da jovem Emerson Jones. A polonesa segue com estatística espetacular em Grand Slam: desde 2020, tem 49 vitórias e nenhuma derrota entre as primeiras e segundas rodadas, tendo cedido apenas sete sets.
– Dias quentes significam saibro bem mais veloz e Elena Rybakina se aproveitou disso para fazer estreia muito tranquila.
– Jasmine Paolini vive temporada um tanto apagada, porém sempre é nome a se observar em Paris. Tirou Dayana Yastremska, encara Solana Sierra e pode ter Sorana Cirstea em seguida. Chave exigente.
– Outro cabeça disse adeus: Jiri Lehecka caiu diante do experiente Pablo Carreño, que pode seguir em frente já que pega Thanasi Kokkinakis e quem sabe depois Alejandro Davidovich.
– Sempre encarando problemas físicos em sua carreira, Kokkinakis lutou por 4h21 e venceu uma partida eletrizante, abarrotada pelo público francês. Atmane teve 5/2 e depois 53 e 0-30 no quinto set.
– Bons jogos pintam para a segunda rodada masculina, na quinta-feira: Rinderknech-Berrettini, Hurkacz-Tiafoe e Collignon-Shelton. Um dia antes, teremos De Minaur-Blockx e Paul-Sonego.

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Jonas
Jonas
2 horas atrás

Wawrinka e Murray foram dois jogadores espetaculares que tiveram o azar de pertencer à geração de Djokovic e Nadal, ponto.

E calma lá pessoal, surra é levar 61 63 60 em final de Roland Garros aos 26 anos. Embora a surra do Hurkacz seja pesada também.

Zan
Zan
3 horas atrás

Stan, the man, jogou em nível absurdo na era do Big Four. Todos seus “Big Titles” foram em cima de algum dos Big3. O que mais dizer? Gostava muito do backhand de Gasquet, mas o de Stan era muito mais efetivo. Teve ali uma briguinha com a esposa do compatriota num Finals, quando perdeu pro amigio, mas se reconciliaram e não tem como não gostar desse grande esportista, que curiosamente, possui mais Slam que Master 1000

Caswio
Caswio
2 horas atrás
Responder para  Zan

A esposa do amigo mandou um: “cry Baby” no meio do jogo. Que falta de noção.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
2 horas atrás
Responder para  Zan

3×1 entre Slam e M1000.
A esquerda do Gasquet era muito bonita, mas não tinha o peso e a velocidade como a do Stan.
Nesse episódio da “briguinha” com o compatriota, na minha opinião, ele perdeu o jogo por um vacilo, que não deveria acontecer quando se enfrenta alguém como Roger Federer.
Por várias vezes, com o saque para fechar o jogo, foi para saque-voleio no segundo serviço e tomou passadas em todos. A história poderia ser bem diferente para todos, tivesse fechado aquela semi-final, inclusive para Djokovic e Murray, que fizeram um jogo exibição no dia seguinte, porque Mr. Federer mandou um recado dizendo que não estaria presente.

Marquinhos
Marquinhos
12 horas atrás

Com todo respeito ao Monfis, que é um jogador habilidoso, carismático e etc, mas não cabe na mesma prateleira que Stan Wawrinka, que tem a esquerda de uma mão ofensiva mais poderosa da história(ao lado da de Guga),venceu 3 slam, sendo que 2 em cima de Novak Djokovic, um dos 10 maiores da história, amassando-o nas duas oportunidades e fazendo 2 x 0 em finais de slam.

Gael, na minha opinião, um jogador superestimado. Não ganhou nada de relevante. E entre os “grandes tenistas que não venceram slam”, há muitos á frente dele.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
3 horas atrás
Responder para  Marquinhos

Ok, freguesão 4×1 em finais de Slam e 7×4 em semifinais. Pena que não chegou na final de 2015, senão teria completado o Career Slam com Wimbledon 2015, USO 2015 e AO 2016.

SANDRO
SANDRO
3 horas atrás
Responder para  Marquinhos

Alto lá, cara pálida… O título do texto fala de “adeus de dois artistas”, se referindo à forma que se apresentam em quadra e não à quantidade de títulos… Não acho Monfils superestimado em relação à “arte de jogar de tênis”, porque ele realmente é um artista!

Thiago Silva
Thiago Silva
27 minutos atrás
Responder para  Marquinhos

O próprio texto faz distinção entre as carreiras dos dois, custava nada ler.

Valdemar Lopes
Valdemar Lopes
13 horas atrás

Monfils um gênio! Da irreverência em quadra! Wrawrinka um animal, único a desafiar o Big 3! Parabéns! Aos dois.

SANDRO
SANDRO
3 horas atrás
Responder para  Valdemar Lopes

Discordo totalmente que Wawrinka foi o “único” a desafiar o BIG 3… Excelentes tenistas como Dominic Thiem, Marin Cilic, Del Potro, Andy Murray, desafiaram, sim, o BIG 3, inclusive ganhando Grand Slams quando Djokovic, Nadal e Federer estavam juntos no curso de suas carreiras…

Fernando
Fernando
14 horas atrás

Monfils ficará marcado pelo enorme carisma; Wawrinka, pela esquerda: a melhor que já vi, tanto em competência quanto em plasticidade. E não podemos esquecer os três títulos de Grand Slam do suíço. Encarou o Big 3 sem tremer e fez alguns jogos memoráveis, principalmente contra o Djoko.

Ronildo
Ronildo
15 horas atrás

Em 2015 Djokovic entrou na quadra central de RG achando que sairia campeão visto Nadal não estar na final. Levou uma terrível surra de Wrawrinka!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
14 horas atrás
Responder para  Ronildo

Não houve nenhuma surra (foi um jogaço com Stan acertando bolas absurdas) e GOAT já vinha sofrendo com ele desde o AO 2013, com vários jogos em 5 sets. Infelizmente Federer foi facilmente defenestrado pelo melhor suíço da história nas quartas, senão eu já teria comemorado antecipadamente!

Antonio alves
Antonio alves
6 horas atrás
Responder para  Paulo Almeida

Foi surra sim, voce gostando ou nao. Tirando o 1 set, djoko n viu a bola mesmo estando no seu auge, partida inclusive foi quase tao rapida quanto esse confronto ai entre os suicos depois do 2 set.

Paulo Almeida
Paulo Almeida
3 horas atrás
Responder para  Antonio alves

4-6 6-4 6-3 6-4 em 3 horas e 12 minutos é surra e rápida? Eu defino como surra um 6-1 6-3 6-0 em 1 hora e 40 e poucos minutos.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
2 horas atrás
Responder para  Paulo Almeida

PA, tem traumas que jamais se curarão.
40×15 é um deles!

Paulo Almeida
Paulo Almeida
21 minutos atrás
Responder para  Luiz Fabriciano

Sim, esse será o GOAT dos traumas ad infinitum.

Marquinhos
Marquinhos
11 horas atrás
Responder para  Ronildo

Surra que se repitiu na final do u. s open, Ronildo! Aliás o sérvio é o o jogador que mais apanhou feio em finais de slam na história. Foram tantas…

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
3 horas atrás
Responder para  Ronildo

Nadal não estava na final. Me clareie a memória por que?
E surra, não meu caro, não teve surra nenhuma.
Teve sim, o ponto mais bonito que já vi um tenista fazer: um winner de bachhand executado por Stan, que passou a meia altura, entre o poste da rede e a placa de publicidade. Foi incrível.
Foi como, ao se dirigir à bola em sua esquerda, ele olhasse para o outro lado da quadra, visse o espaço entre a rede e a placa e pensasse, em milésimos de segundos, essa é a única opção que tenho para não perder esse ponto. E era um ponto crucial.
E fez!

Jorge
Jorge
15 horas atrás

Dalcim ,eu faço um paralelo dos dois que é interessante.o Stan ao perder não se conformou e buscou alternativas pra enfrentar o big four ,já o monfils apesar de mais recurso técnico parece ter ficado conformado com as derrotas ,mentalidade é 50 % do caminho andado ,concorda mestre ?

Bruno
Bruno
17 horas atrás

E tinha um cara aqui no blog,que chamava o Stan de magistral ,ironicamente.

Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]
Paulista de 63 anos, é jornalista especializado em esporte há mais de 45 anos, com coberturas em Jogos Olímpicos e Copa do Mundo. Acompanha o circuito do tênis desde 1980, tendo editado a revista Tênis News. É o criador, proprietário e diretor editorial de TenisBrasil. Contato: [email protected]

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