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Bruna Bozano
A temporada feminina de saibro chega na reta final sem produzir uma favorita clara para Roland Garros. Aryna Sabalenka, número 1 do mundo, foi eliminada na terceira rodada de Roma pela veterana romena Sorana Cirstea, encerrando o torneio com dores na região lombar e no quadril que a obrigaram a solicitar atendimento médico durante o terceiro set.
Iga Swiatek chega a Paris com novo treinador, na tentativa de recuperar a coroa e voltar aos troféus de Grand Slam. Coco Gauff, campeã defensora, tem admitido dificuldades persistentes no serviço ao longo da temporada.
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O cenário de incerteza influencia até mesmo o setor de apostas. Em uma plataforma de bet, as cotações de momento para Roland Garros colocam Sabalenka com odd de 2.7, Rybakina com 4.5, Swiatek com 8 e Gauff com 12, reflexo de um circuito sem hierarquia consolidada nesta metade de temporada.
A derrota de Sabalenka em Roma tem implicações diretas no ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA): a eliminação precoce fez com que Elena Rybakina se aproximasse a menos de 1.500 pontos e com isso abrisse uma chance matemática de mudança em Roland Garros. A cazaque, segunda colocada do mundo e campeã do Aberto da Austrália 2026, foi a jogadora que mais avançou em todos os seis WTA 1000 da temporada e chega a Paris com campanha de 9 vitórias e 1 derrota no saibro em 2026.
Elena Rybakina entra para o clube das tenistas com ao menos dois Slam.
Do circuito atual, outras 7 jogadoras já levantaram duas ou mais taças: Vika Azarenka (2), Barbora Krejcikova (2), Coco Gauff (2), Naomi Osaka (4), Aryna Sabalenka (4), Iga Swiatek (6) e Venus Williams (7) pic.twitter.com/97BWUe3vzp
— TenisBrasil (@sitetenisbrasil) January 31, 2026
Swiatek, terceira do mundo, volta a Roland Garros em uma das transições mais turbulentas de sua carreira. Depois de se separar do técnico Wim Fissette em março, após eliminação precoce em Miami, contratou Francisco Roig, ex-integrante da equipe de Rafael Nadal por mais de 15 anos. A parceria de menos de dois meses sofreu abalo quando Roig sofreu ruptura do tendão de Aquiles durante um treino em Roma ao lado da própria tenista, lesão que exige intervenção cirúrgica. Swiatek é tetracampeã em Paris, com títulos em 2020, 2022, 2023 e 2024, mas viu Gauff levantar o troféu no ano passado ao derrotar Sabalenka na final.
Gauff não vinha brilhando no saibro europeu, mas enfim foi à final de Roma pela segunda vez. Em entrevista no Foro Itálico, a jovem norte-americana falou diretamente sobre a pressão de defender o título: “O que está em jogo tecnicamente é o mesmo, mas internamente a pressão existe”, afirmou.
Nas odds de tênis da KTO para o US Open Feminino 2026, Gauff aparece à frente de nomes como Mirra Andreeva, Jessica Pegula e principalmente Elina Svitolina, que a derrotou na final de Roma.
O quadro ilustra bem a abertura do torneio: jogadoras que estavam fora do top 20 há poucos anos voltam a competir em alto nível, enquanto as três primeiras do ranking chegam a Paris com alguma fragilidade física, técnica ou de confiança.
Roland Garros começará no próximo domingo com Sabalenka em dúvida física, Swiatek em reconstrução de comissão técnica, Gauff sob pressão de defesa e Rybakina na melhor fase da temporada. O torneio feminino se anuncia assim como o mais imprevisível dos últimos tempos.










