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Paris (França) – A insatisfação de alguns dos principais nomes do tênis mundial com as premiações em Roland Garros ganhou novos capítulos nesta quarta-feira. Após a sugestão de um boicote, apresentada há duas semanas em Roma, os jogadores agora consideram limitar as entrevistas concedidas durante o torneio francês como forma de pressão nas negociações com os Grand Slams.
Segundo informou o jornal The New York Times, os tenistas encerrarão suas coletivas de imprensa pré-torneio após apenas 15 minutos. Além disso, pretendem se recusar a conceder entrevistas aos principais detentores dos direitos de transmissão do evento, TNT Sports e Eurosport. Após as partidas, os atletas darão apenas rápidas entrevistas obrigatórias às emissoras, evitando possíveis multas.
O limite de 15 minutos nas coletivas tem um significado simbólico: representa o percentual aproximado da receita dos Grand Slams atualmente destinado aos jogadores. Os líderes do movimento defendem que esse índice suba para 22%, valor semelhante ao praticado em torneios combinados da ATP e da WTA.
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O grupo reúne alguns dos principais nomes do circuito, incluindo Aryna Sabalenka, Coco Gauff, Iga Swiatek, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. Em Roma, Sabalenka chegou a afirmar que um boicote poderia se tornar “a única maneira de lutar pelos nossos direitos”, enquanto Gauff declarou enxergar a possibilidade caso os jogadores atuem de forma coletiva.
As reivindicações vão além do aumento na premiação. Os atletas também pedem maior participação nas decisões dos Grand Slams, melhores programas de bem-estar, aposentadoria, seguro contra lesões e avanços em benefícios como licença-maternidade.
Federação lamenta decisão dos jogadores e outros Grand Slam participam do debate
A Federação Francesa de Tênis lamentou a decisão dos jogadores, afirmando que ela afeta “todas as partes envolvidas no torneio: mídia, emissoras, FFT e toda a comunidade do tênis”. Ainda assim, a entidade confirmou uma reunião na sexta-feira com representantes dos atletas.
As conversas ocorrerão entre o grupo de jogadores, o presidente da FFT, Gilles Moretton, e a diretora do torneio, Amélie Mauresmo. Larry Scott, ex-jogador e antigo CEO da WTA, também deve participar das negociações como conselheiro do grupo. Além das reuniões em Paris, representantes de Wimbledon e do US Open também devem se encontrar com os jogadores ao longo do torneio.
Mesmo com o aumento de 9,5% na premiação total de Roland Garros em 2026, os atletas alegam que a distribuição continua abaixo do esperado. Segundo estimativas do grupo, o torneio francês destinará cerca de 15% de sua receita aos jogadores. Australian Open, Wimbledon e US Open também seguem abaixo da marca de 22%, apesar dos aumentos recentes nas premiações.
Essa é mais uma etapa da mobilização iniciada no ano passado, quando os principais jogadores da ATP e da WTA enviaram cartas aos quatro torneios do Grand Slam cobrando mudanças estruturais e financeiras. O quali de Roland Garros já está em andamento, enquanto o início da chave principal acontece no domingo.












Mais do que justo para os atletas que fazem os espetáculos, deveriam ser no mínimo 30% dos valores arrecadados, vejam que nós para assistir esses baluartes atletas do tênis temos que pagar vendo-os na TV.
Brilhante a estratégia. Os jogadores (principalmente aqueles de ranking mais baixo) merecem melhor remuneração e suporte. Muito legal que os jogadores de ponta estão usando o prestígio e visibilidade para melhorar o esporte.