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O tênis voltou ao radar do brasileiro. A ascensão de jovens nomes como João Fonseca, somada ao aumento de visibilidade no esporte, vem despertando um interesse que vai além das transmissões e das quadras profissionais.
Em São Paulo, esse movimento começa a se refletir em um setor pouco óbvio à primeira vista: o mercado imobiliário.
Nos últimos meses, cresce a procura por condomínios de alto padrão que ofereçam quadras de tênis como parte da infraestrutura — especialmente dentro do conceito de condomínio clube, onde lazer e rotina se integram ao dia a dia dos moradores.
Um novo comportamento de consumo — dentro e fora das quadras
A relação entre esporte e mercado imobiliário não é nova, mas costuma se intensificar quando há mudança de comportamento.
O que se observa agora é um comprador mais interessado em viver o condomínio, e não apenas habitá-lo.
Estruturas como academia, piscina e áreas de convivência continuam relevantes, mas a quadra de tênis volta a ocupar um espaço simbólico importante — associada a estilo de vida, constância na prática esportiva e conveniência.

A percepção de quem já está há anos no mercado
Essa mudança já aparece de forma concreta no atendimento.
Segundo Bruno, especialista da imobiliária e atuante no mercado de alto padrão da Zona Oeste, a mudança no comportamento do comprador é clara.
“Antes, era um item secundário.
Hoje, aparece com mais frequência nas buscas.
Principalmente em condomínios clube, onde o cliente quer ter uma estrutura completa dentro de casa”
Bruno Yamauti, CEO da YK Private.
De acordo com ele, o movimento não é pontual: acompanha uma mudança mais ampla no perfil do comprador. “O cliente valoriza tempo. Ele quer reduzir deslocamentos e incorporar atividades na rotina. O esporte entra nisso — e o tênis voltou a ser desejado.”
Entrevista: como a YK Private observa essa tendência
Para aprofundar esse cenário, a reportagem ouviu Bruno, especialista da YK Private, que acompanha de perto o comportamento do mercado na Zona Oeste de São Paulo.
A procura por imóveis com quadra de tênis realmente aumentou?
Sim, de forma bem perceptível. Hoje o cliente já inclui a quadra de tênis como um critério de busca. Isso não era comum há alguns anos.
Esse movimento pode estar ligado ao crescimento do tênis no Brasil?
Sem dúvida. O esporte voltou a ganhar visibilidade, impulsionado por nomes como João Fonseca, que representa uma nova geração, além de atletas já consolidados como Bia Haddad e o legado histórico de Gustavo Kuerten, o Guga. Esse conjunto reacende o interesse pelo tênis, amplia a exposição da modalidade e acaba influenciando o comportamento de quem está buscando imóvel.
Esse diferencial impacta na valorização dos imóveis?
Impacta sim. Empreendimentos com quadra de tênis tendem a atrair mais interesse e têm uma percepção de valor mais elevada no mercado.
O perfil do comprador mudou?
Mudou bastante. Hoje o cliente quer qualidade de vida dentro do condomínio. Ele quer reduzir deslocamentos e ter acesso a atividades no próprio espaço onde mora.
Quando o diferencial vira critério de decisão
A quadra de tênis não aparece isoladamente. Ela surge como parte de um pacote maior de expectativas.
Imóveis com esse tipo de estrutura tendem a se destacar porque entregam uma experiência mais completa de moradia — algo cada vez mais valorizado no segmento de médio e alto padrão.
Esse comportamento já se reflete na busca por apartamentos à venda na Zona Oeste com quadra de tênis principalmente em regiões onde o conceito de condomínio clube está consolidado.
Para além da percepção de mercado, o uso da quadra no dia a dia dos moradores ajuda a explicar essa valorização.
Paulo Cesar, de 43 anos, morador do condomínio New York Club, na Rua Fábia, conta que a quadra de tênis se tornou parte da rotina da família.
“Eu comecei a jogar mais por incentivo dos meus filhos. Hoje a gente usa a quadra juntos, principalmente nos finais de semana. Virou um momento nosso, dentro do próprio condomínio.”
Segundo ele, a presença da quadra ganhou importância com o tempo.
“No começo, não era o principal motivo da escolha. Mas hoje faz muita diferença. É algo que a gente realmente usa.”
Empreendimentos acompanham o movimento
O mercado responde rápido.
Novos lançamentos começam a reincorporar quadras de tênis em seus projetos, enquanto condomínios que já possuem essa estrutura passam a ganhar mais visibilidade.
Exemplos disso podem ser observados em empreendimentos como Clock Vila Romana, New York Club e Pateo Pompéia, que integram a quadra a um conjunto mais amplo de lazer e convivência.

O possível “efeito João Fonseca”
Ainda que não exista uma relação direta mensurável, o impacto simbólico de novos atletas é evidente.
João Fonseca representa uma nova geração e ajuda a recolocar o tênis no imaginário coletivo.
“Não dá pra dizer que é só isso, mas faz sentido. O esporte volta a aparecer, as pessoas comentam mais, se interessam mais. Isso influencia comportamento”, diz Bruno.
Movimentos como esse costumam gerar efeitos indiretos — e o aumento da demanda por quadras dentro de condomínios pode ser um deles.
Valorização e percepção de valor
Além do uso cotidiano, há outro fator relevante: percepção de valor.
Empreendimentos com diferenciais menos comuns tendem a se destacar no mercado, especialmente quando esse diferencial passa a ser desejado por um público específico.
“A quadra não é o único fator, claro. Mas ajuda a compor o valor percebido do imóvel. Principalmente para quem realmente pretende usar”, explica Bruno.
Entre tendência e consolidação
Ainda é cedo para afirmar se o movimento será permanente, mas os sinais são claros.
O tênis volta a ganhar espaço, e o mercado imobiliário começa a refletir essa mudança — adaptando produtos, destacando diferenciais e respondendo ao comportamento do comprador.
Nesse cenário, empresas com atuação focada na região, como a YK Private acompanham de perto essa transformação, conectando imóveis com esse perfil a um público cada vez mais atento a esse tipo de atributo.
O que isso diz sobre o futuro do morar
No fim, o crescimento da procura por quadras de tênis em condomínios de luxo revela algo maior.
Mostra que o imóvel passou a ser escolhido não apenas pela planta ou localização, mas pela forma como ele se integra à rotina.
E, nesse contexto, o esporte — especialmente o tênis — volta a ocupar um espaço que vai além do lazer: passa a ser parte da decisão de morar.











Sim, esse aumento de quadras de tênis em condomínios, é um primeiro passo para as praças de esportes públicas.
A boa notícia seria: “Tênis em alta: o efeito João Fonseca no aumento de quadras públicas”.