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Dubai (Emirados Árabes) – A bielorrussa Aryna Sabalenka entrou em rota de colisão com Salah Tahlak, diretor do WTA 1000 de Dubai. Após o dirigente tecer duras críticas contra tenistas que desistem de participar do evento, a número 1 do mundo tratou de responder com contundência e colocou sua participação nas futuras edições em dúvida.
Nesta temporada, Sabalenka e a polonesa Iga Swiatek desistiram de competir em Dubai com o intuito de montar um calendário mais adequado. No caso da bielorrussa, ela resolveu se preparar melhor após o vice-campeonato no Aberto da Austrália e só retornou em Indian Wells, também da série 1000. A escolha funcionou e a atleta de 27 anos conquistou seu primeiro título na Califórnia.
“Decidimos (eu e minha equipe) priorizar a minha saúde e garantir pequenos intervalos na agenda para resetar, recarregar, trabalhar e me preparar melhor para torneios maiores”, afirmou Sabalenka. “Pular fevereiro foi fundamental para mim, tanto que ganhei Indian Wells”, prosseguiu.
Crítica contumaz das exigências do circuito, Sabalenka ressaltou como é difícil competir em alto nível sem tempo para descansar. “O calendário está ficando insano. É por isso que tantos jogadores e jogadoras se lesionam, estão sempre enfaixados e não conseguem entregar partidas de qualidade, porque é quase impossível”.
A bielorrussa não se calou diante dos comentários de Tahlak, após o dirigente sugerir punições severas sobre tenistas top, como perda de pontos. A líder da WTA demonstrou frustração com a postura do diretor e está ponderando se voltará a competir nos Emirados Árabes Unidos. “É ridículo. Não acho que ele tenha se comportado da melhor maneira possível”, disparou.
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“É realmente muito triste ver que os diretores de torneio e os próprios torneios não nos protegem como jogadoras. Eles só se preocupam com as vendas, com o faturamento e esquecem do fator humano. O comentário dele é um absurdo. Não tenho certeza se algum dia pretendo voltar para Dubai depois disso. Para mim, foi demais”, sacramentou a atleta de Minsk.
Em busca de manter a boa fase, Sabalenka disputa nesta semana o WTA 1000 de Miami. Na condição de cabeça de chave 1, ela sai adiantada e enfrenta quem passar do duelo envolvendo a norte-americana Ann Li, 39ª colocada do ranking, e a qualificada australiana Kimberly Birrell, 70ª do mundo.
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Poxa vida! E eu pensando que alguém tivesse finalmente tomado vergonha na cara e boicotado um lugar que, baseado na religião, a lei permite mat***m homoss**, bater em mulheres, destratar estrangeiros, além de reprimir manifestações religiosas e culturais minoritárias. Mas não. Para gente com o padrão moral “elevado”, como no tênis, vale qualquer coisa por dinheiro. As mesmas moralistas ATP e WTA, possivelmentetambém ITF, negam a identidade de (inocentes) atletas russos e bielorrussos, como a própria Sabalenka, só por causa da guerra causada por um ditador bandido, curvam-se para um rico dinheirinho que vem das mãos de governos baseados na sharia e patrocinado por empresários da mesma estirpe.
ATP e WTA, e quiçá a ITF, são como aquele tipinho que fica todo escandalizado quando vê violência contra idosos, mas “não se mete” quando vê espancamento infantil, porque “a educação cabe aos pais”.
Bravo!!!
Ia comentar sobre isso. Defendeu 5 sets em finais femininas. Mas reconheço que ela é uma referência no esporte. Naturalmente cada um puxa a sardinha para o seu lado. Como o Nadal que passou anos pedindo Finals no saibro.
Sabalenka deveria se naturalizar brasileira, viraria ídolo nacional, arenas sempre lotadas e torcida enlouquecida por ela, seria épico! Bielorrussia é um país insignifcante, demorou pra ela vestir o verde e amarelo.
E o Brasil teria uma #1 do mundo.
Desculpa mas …
1º: “insignificante” e infeliz é o seu desrespeitoso comentário. Nenhuma nação é “insignificante”. E é oportuno lembrar que essa “insignificante” Bielo-Rússia já deu atletas importantes como Azarenka e a Sasnovich (mais e melhor do que temos por cá)…
2º: será que vc quer colher sem semear?… ter o que outros/as plantaram e cuidaram… Como diria meu avó: “vai trabalhar”
Nesse caso, ela passaria a ser a número dois do Brasil. Por conseguinte, Beatriz suplicaria para que Aryna jogasse duplas com ela nas competições entre países…
kkkkk… Dubai tá entre droners e mísseis. Tchau Duba!
Se as jogadoras não se oporem ao absurdo que é dois M1000 seguidos, em fevereiro, e no Oriente Médio, é difícil algo mudar. Parabéns Sabalenka, o que é o dinheiro árabe sem o prestígio dos melhores jogadores…
As outras não irão se opor. Esse torneio é ruim para uma parcela pequena como Sabalenka, Rybakina e Swiatek, que jogam bastante. Para o restante das tenistas, é uma otima oportunidade para pontuar e ganhar dinheiro.
Pois bem, ela não irá mais, as outras irão e todos ficarão felizes.
Verdade, vc não vai ver tenistas como pegula reclamando