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Paris (França) – Roland Garros terá um duelo 100% ucraniano nas quartas de final, motivo de empolgação para a experiente Elina Svitolina. Após se classificar com triunfo de virada sobre a suíça Belinda Bencic, com direito a “pneu” no último set, a sétima favorita destacou a relevância de duelar com a compatriota Marta Kostyuk.
A tenista de 31 anos está bastante motivada para encontrar a número 15, que vem embalada por 16 vitórias na temporada europeia de saibro. Kostyuk derrubou a polonesa Iga Swiatek em sets diretos.
“É muito empolgante. Marta está jogando muito bem e acho que será uma batalha interessante. Também é especial para a Ucrânia saber que teremos uma representante na semifinal. Não me lembro de algo assim ter acontecido antes”, celebrou Svitolina.
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A ex-top 3 ainda exaltou a grande fase, já que vem de título no WTA 1000 de Roma. “É fruto de muito trabalho. Tanto na parte mental, física e levando isso para dentro da quadra. Sinto que estou em um bom momento mentalmente e também fisicamente”, afirmou. Ela tenta alcançar as semifinais em Paris pela primeira vez.
“Independentemente do resultado das quartas de final, estou muito orgulhosa do esforço que consegui colocar desde o início da temporada. Acho que alcancei um nível muito bom e, mais importante, consegui mantê-lo. Isso é fundamental no tênis”, avaliou a atleta de Odessa.
Sobre a possibilidade de enfim conquistar um título de Grand Slam, a cabeça de chave 7 analisou seus recentes desempenhos. “Você precisa estar no seu melhor para desafiar as grandes jogadoras, disputar grandes títulos e ter a oportunidade de enfrentá-las”, disse.
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Contra Bencic, a ucraniana ficou satisfeita por ter conseguido se recuperar. “A Belinda jogou muito bem no primeiro set. Tive algumas chances de quebra no começo e não aproveitei. Depois disso, precisei buscar novamente meu jogo e a forma como queria atuar. Estou muito feliz por ter conseguido fazer uma partida sólida para vencê-la”, destacou.
Svitolina ainda destacou a garra para anotar as parciais de 4/6, 6/4 e 6/0, em 2h03 de jogo. “Hoje fiquei muito satisfeita com meu espírito de luta. Segui lutando, um ponto de cada vez, um game de cada vez, sem me apressar. Quando você está nas fases finais de um torneio, precisa construir a melhor oportunidade possível para competir”, salientou.
Desafios superados ao longo da trajetória
Próxima de assegurar a volta ao top 5, a ucraniana rememorou as dificuldades enfrentadas no início da carreira. “Foi uma transição muito difícil para mim. Venho da Ucrânia e de uma família que me pressionava bastante. Acho que isso faz parte da mentalidade do Leste Europeu”, comentou.
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“Quando você se torna mulher, precisa deixar um pouco essa dependência dos pais e encontrar o seu próprio caminho. Levei muitos anos para encontrar esse equilíbrio e encontrar a minha maneira de fazer as coisas”, prosseguiu Svitolina.
“Ainda luto contra esses ‘demônios’ em todas as partidas que jogo. Quando você desafia os seus limites e passa por esses momentos, você cresce e aprende. O importante é que isso não te destrua mentalmente. Você pode ter dias ruins, mas a vida continua sendo boa. Às vezes, você só precisa de um pequeno empurrão e de um pouco de apoio”, confidenciou.
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A Svitolina ganhou da Swiatek no WTA 1000 de Roma e a Kostyuk agora em Roland Garros. Provavelmente será um grande jogo. A ucraniana que passar acho que será fovorita na semifinal. No h2h, a Kostyuk está empatada em 1-1 contra a Cirstea e leva vantagem de 2-0 contra a Andreeva. A Svitolina tem histórico favorável de 4-0 contra a Cirstea e está empatada com a Andreeva em 1-1. Fonte dos h2h: Site Flashscore
Torcendo pra ter uma ucraniana na final.