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Paris (França) – Elina Svitolina assegurou vaga na terceira rodada em Roland Garros, mas aproveitou a entrevista coletiva pós-jogo para tecer duras críticas à WTA. Depois de superar a quali espanhola Kaitlin Quevedo por 6/0 e 6/4, a sétima favorita cobrou posicionamento da entidade sobre a guerra na Ucrânia.
A experiente atleta de 31 anos ainda celebrou o bom desempenho e destacou a grande fase que atravessa no circuito. Ela chegou ao Grand Slam parisiense embalada após a conquista do WTA 1000 de Roma.
Svitolina espera atitudes mais firmes sobre a guerra e desabafa sobre as dificuldades de manter o foco na carreira. “Não é nenhuma novidade, já é assim há quatro anos. É muito triste para nós, porque seguimos vivendo situações difíceis como a da Marta Kostyuk”, disse, em referência à compatriota. A região onde reside a família de Kostyuk por pouco não foi não foi atingida por um míssil russo no domingo.
That’s how you end a match 💪#RolandGarros pic.twitter.com/0OQpHjyuAn
— Roland-Garros (@rolandgarros) May 27, 2026
“É duro acordar e receber notícias de que sua família esteve em perigo durante a noite e sentir impotência. Já falamos disso muitas vezes e conhecemos as reações, ou melhor, a ausência total de reação”, lamentou a ucraniana.
Indignada, a tenista de Odessa segue engajada e vê sua projeção como esportista de elite como um fator importante para inspirar as pessoas. “Quero focar em como posso ser útil para meu país e ajudar a próxima geração através do esporte”, declarou Svitolina.
“Só tento melhorar em cada treino, em cada partida e em cada torneio. Encontro motivação em diferentes coisas e pessoas, especialmente no povo da Ucrânia. A guerra me deu uma perspectiva diferente da vida, assim como minha família e minha filha”, prosseguiu.
Sobre o bom momento, a ucraniana destacou a dedicação e o apoio recebido desde que retornou ao circuito, após se tornar mãe. “Acho que foi uma boa partida da minha parte, embora a Kaitlin tenha reagido e jogado muito melhor no segundo set. Estou muito feliz com a maneira como administrei essa parcial, porque ela realmente me exigiu bastante”, avaliou.
“Hoje uso meu tempo de maneira mais inteligente. Quando entro em quadra, dou 100%. Se não estiver preparada, prefiro nem jogar. É melhor ficar em casa, para aproveitar o tempo de qualidade com minha filha e evitar distrações”, comentou.
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Svitolina também analisou o ambiente em Paris, com altas temperaturas nos primeiros dias de competição. “No tênis, você precisa se adaptar o tempo todo. Todo dia é diferente. Quando faz muito calor, parece que você está tentando sobreviver, não apenas jogar contra a adversária, mas também contra as condições”, garantiu.
“Depois da gravidez, meu corpo mudou bastante. Antes eu conseguia jogar semana após semana com mais facilidade. Agora preciso ouvir mais meu corpo, descansar e entender quando é necessário parar”, ponderou.
“Às vezes, preciso de dois ou três dias para recuperar energia. É importante pensar no panorama completo e entregar 100% no momento certo”, concluiu a ucraniana. Ela enfrenta na terceira rodada a alemã Tamara Korpatsch, em duelo inédito pelo circuito.
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Ok, a Rússia invadiu primeiro, mas uma guerra tem dois lados. Mas no âmbito esportivo do tênis, é algo detestável o que estão fazendo com suas colegas de profissão, trazendo a guerra para as quadras.
Também acho. Ridículo mesmo. Que fizeram as atletas russas para essas tenistas ucranianas? Nada. Pelo contrário, já vi várias declarações da Sabalenka, por exemplo, condenando a guerra e tal. Não tem nenhum cabimento, em minha opinião, destratar as atletas russas e bielorrussas por causa de uma guerra criada por governos autoritários.
WTA está amordaçando as reações nas finais, vimos a recente da Marta! Espero que as ucranianas continuem a se manifestar, é um direito delas, se é pra liberar, que voltem as bandeiras então!
Está caindo mísseis no bairro delas, não é fogos de artifício de futebol! Invasão injusta e desumana, justificativas ridículas do passado a ponto de termos que voltar o mundo aos mapas da idade média! Esta invasão debaixo das barbas da ONU (falida desde 2a. guerra) abriu portas para outras que tanto reclamam, agora é aguentar e ver até onde vai tudo!
É compreensível que a guerra abale fortemente os cidadãos de um país, mas nesse caso parece que a crítica que a Svitolina fez em relação à WTA foi exagerada.
A WTA, assim como a ATP, já demonstram o repúdio ao país agressor (Rússia) ao não exibir a bandeira do país quando seus atletas disputam partidas. A proibição de atletas russos competirem pode ser uma medida injusta, visto que os indivíduos não necessariamente tem culpa do conflito, e sanções maiores do que essa devem ficar sob responsabilidade de outros órgãos, como a ONU.
Exatamente o que eu penso. A questão é: o que essas atletas ucranianas (não são todas, é verdade) querem que a WTA ou a ATP façam?! Que declarem guerra contra as atletas russas e bielorrussas?! Não tem lógica nem sentido nenhum essas reclamações.
Elas queriam que o modelo utilizado em Wimbledon 22 fosse replicado em todos os torneios do tour. O curioso que naquele ano, em que Wimbledon acabou punido por não permitir a participação de russos e bielorrussos e o torneio não teve pontos válidos junto a ATP e WTA, quem acabou ganhando foi uma russa, afinal sabemos que a Rybakina mudou de nacionalidade apenas por questões financeiras, sua raiz segue em Moscou…
Fiquei tocado pela fala da Marta há alguns dias. Por elas, russos e bielorrussos seriam banidos do circuito.
Que culpa tem os possíveis banidos nascerem nos países errados.
Para ser justo, também, teriam que descredenciar os estadunidenses e os israelenses. Seria suicídio financeiro por parte da ATP e da WTA. Imagina o circuito sem os inúmeros torneios que acontecem na terra de Tio Sam e seus milhões de dólares.
Será que Elina, Marta e demais colegas concordariam.
Concordo plenamente.
Estados Unidos fazem ingerência no Oriente Médio desde a década de 60 (pelo menos) e ninguém se levanta a falar algo, pimenta no c* dos outros é refresco amigo. Ou talvez, as ucranianas se achem mais importantes que outros países bombardeados todos os anos ao redor do mundo.
Ela pode e tem o direito de se posicionar politicamente (diria até que deve, isso é intrínseco ao cidadão, ainda mais uma personalidade), concorde-se ou não com sua posição. O que é totalmente sem noção é ela não cumprimentar tenistas russas ou bielorussas: foi a Sabalenka ou a Andreeva quem ordenou os ataques à Ucrânia? …
Vou torcer para Svitolina conquistar Roland Garros, caso contrário, quero que Marta saia vitoriosa de Paris e, após o princípio da tarde de hoje, faço votos que até a zebra Yulia erga o troféu na capital de France, a título de terceira opção. Em tempo: Svitolina tem toda razão, em se tratando da amorfa WTA não se solidarizar com o seu país, mediante os quase quatro anos e meio da invasão russa…
Quer torneios lá?
E o pior é que quando acabar a guerra, a tendência é voltarem com a Kremlin Cup e outros torneios na Rússia, a Ucrânia que nunca teve torneios por lá, deve continuar chupando dedo.