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Roma (Itália) – Andrey Rublev fez um forte desabafo sobre o período conturbado que viveu nas últimas temporadas e voltou a destacar a influência de Marat Safin na retomada de seus melhores dias. Após cair nas quartas de final do Masters 1000 de Roma, o russo explicou como passou a trabalhar a questão mental e a reformular seu estilo de jogo.
O ex-top 5 concedeu entrevista ao L’Équipe e falou abertamente sobre a fase complexa que enfrentou. “Percebi que havia chegado ao limite do meu estilo e que assim não superaria o número 5 do mundo. Os jogadores acima eram muito mais completos. Meu jogo estava centrado demais no forehand e isso bateu no teto”, admitiu.
“Queria mudar antes, mas construir um novo jogo leva anos, melhorar mesmo um pequeno aspecto leva meses. Na prática, é uma coisa, mas confiar nisso sob pressão, em uma partida, é muito mais difícil”.
Rublev explicou como vem buscando implementar um repertório mais completo. “Você precisa aceitar que pode perder no começo. Abandonar um estilo que te trouxe tantos resultados e confiar em uma nova identidade exige um enorme esforço mental”, avaliou.
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Sobre a parceria com Safin, iniciada em abril de 2025, o moscovita expressou enorme gratidão. “Converso muito com Marat. Ele compartilha suas experiências e me ajuda a instalar esse novo ‘software’. Ele me traz tranquilidade e abriu a minha mente, muitas coisas mudaram”, disse.
“Quando tento e não funciona, isso me frustra e me desgasta mentalmente. Às vezes me sinto perdido, como se não fosse eu quem estivesse jogando. Mas também estou gostando de fazer coisas novas”, explicou o atual número 14 do ranking mundial.
Sobre o período de maior tensão na carreira, Rublev não escondeu como se sentia. “Não era algo específico do tênis. Eu não encontrava sentido para a vida em geral. Não aproveitava mais nada. Simplesmente, não entendia o sentido de viver. Todos os dias eram iguais e eu tinha chegado ao fundo do poço, completamente perdido e destruído. Hoje estou muito melhor”, assegurou.
“Cada derrota era uma tragédia. Quando isso vira sua rotina por dez ou quinze anos, você afunda cada vez mais até se destruir. É como plantar uma semente. Ela cresce sem parar. O objetivo agora é arrancá-la pela raiz”, concluiu o atleta de 28 anos.
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Tomara que Safin o torne um tenista mais completo. Só assim voltará a melhor forma!
Gostei! É um dos jogadores que admiro pela autenticidade. Nos dias de hoje, ser autêntico e sincero é um pecado, mas para mim é demonstração de caráter, mesmo que a personalidade desagrade uns e outros. Torço por ele. Obvio que antes vem o João rsrsrs
Bom depoimento, mais um a sofrer desafios mentais durante a carreira. Ainda bem que encontrou no Marat Safin um bom confidentte e conselheiro. Ainda acho que depende muito do forehand, sem muita variação de jogo, mas serve pra vencer do top 20 pra baixo, com algumas surpresas pelo caminho.