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O Australian Open fez o sorteio para a chave masculina nesta madrugada e mostrou o possível caminho dos principais favoritos. Apesar de Carlos Alcaraz ver diante de si uma trajetória teoricamente mais difícil do que Jannik Sinner, ainda me parece irreal apostar que os dois líderes do ranking não decidam mais um Grand Slam lá no dia 1º de fevereiro.
A expectativa principal em cima de Alcaraz é o quanto a ausência de Juan Carlos Ferrero poderá afetar seu desempenho, principalmente nos jogos realmente duros. É muito pouco provável que isso aconteça antes das oitavas, já que o espanhol estreia contra o local Adam Walton, deve pegar Yannick Hanfmann e depois Corentin Moutet ou Sebastian Korda. Então viriam Tommy Paul ou Alejandro Davidovich, aí sim um teste mais concreto. Dureza maior pode vir nas quartas, seja Alex de Minaur, seja Alexander Bublik, jogadores de estilos completamente diferentes. Aliás, esses dois têm estreias exigentes: o australiano encara Matteo Berrettini, sempre perigoso nas primeiras rodadas, enquanto Bublik encara outro grande sacador, Jenson Brooksby.
Esse lado superior ficou com Alexander Zverev e Félix Auger-Aliassime. O alemão é sempre uma pedra no sapato de Alcaraz – empatam por 6 a 6 no histórico, embora só tenham se cruzado uma vez no ano passado -, porém a trajetória de Sascha não parece tranquila, a começar pela estreia contra Gabriel Diallo e possível encontro com Andrey Rublev nas oitavas. E por ali ficou Daniil Medvedev, que começou o ano com titulo e boas atuações, tem histórico de gabarito em Melbourne e sabe bem como jogar contra Aliassime. E longe dos holofotes, o ex-número 1 fica ainda mais temeroso.
O bicampeão Jannik Sinner encara uma chave bem promissora e tomara que João Fonseca consiga desafiá-lo na terceira rodada, o que seria o ponto alto da primeira semana. O italiano seguirá como favorito, seja contra Karen Khachanov ou de Ben Shelton e não consigo ver chance de Novak Djokovic ou Lorenzo Musetti barrá-lo em eventual semifinal. Quem corre por fora é Jakub Mensik. Ele pode ter Hubert Hurkacz na terceira rodada e se tornar verdadeira barreira para Djokovic. O sérvio ganhou jogo de exibição contra o decadente Frances Tiafoe e isso afinal foi uma boa notícia depois do treino interrompido da véspera.
Admito não confiar muito em Lorenzo Musetti e Taylor Fritz, principais nomes do terceiro quadrante. O italiano virou top 5 na primeira semana da temporada mesmo somando mais um vice – o sétimo seguido desde 2022 – e tem duas primeiras rodadas que merecem cautela, contra o bom belga Raphael Collignon e o compatriota Lorenzo Sonego. Seria curioso ver Stefanos Tsitsipas e Grigor Dimitrov lutar entre si por vaga na terceira rodada, onde poderiam então cruzar com Musetti, ou seja, um trecho todo ocupado pelos poucos remanescentes do backhand de uma mão. Fritz revelou estar com problema no joelho, perdeu três de quatro jogos na United Cup e assim preocupa.
Fonseca enfim treinou em Melbourne e escolheu o filho de 16 anos de Lleyton Hewitt. Usou proteção no braço direito e manteve sua inscrição, o que o tornou o primeiro homem brasileiro a aparecer como cabeça de chave num Grand Slam desde Thomaz Bellucci no US Open de 2015. Começa diante de Eliot Spizziri, para quem perdeu no quali de Flushing Meadows de dois anos atrás, mas o norte-americano acaba de furar o quali de Auckland e está nas quartas. Aí teria Luca Nardi ou Yibing Wu. Suas chances de chegar até Sinner certamente dependem da recuperação que conseguir para as dores lombares e de economizar o máximo de energia para essas duas primeiras rodadas.
Fique de olho nestes jogos de primeira rodada: Paul-Kovacevic, Bublik-Brooksby, Berrettini-De Minaur, Zverev-Diallo, Tien-Giron, Borges-Aliassime, Musetti-Collignon, Dimitrov-Machac, Mensik-Carreño, Hurkacz-Bergs, Nakahsima-Zandschulp, Shelton-Humbert, Khachanov-Michelsen.
No próximo post, vamos falar da chave feminina e da primeira rodada, que começa na noite de sábado.












PS : ATP 250 de Adelaide ficou com o outro excelente Tcheco , Thomas Machac de 21 , que retorna ao Top 24. Tome de bolinhas planas …Abs !
Jakub Mensik , alegou lesão para pular ATP Finals Next Gen , e foi direto para Auckland. Levanta o ATP 250 com todos os méritos para cima do ” raçudo” Baez . Comendo pelas beiradas , apresentou jogo bem mais consistente com Forehand e atinge Top 17 aos 20 . Olho no excelente Sacador ! . Abs !
Só Fonsederer pode impedir esse encontro!
A primeira rodada do Fonseca parece ser consideravelmente mais exigente que a segunda, somado ao longo período sem jogos oficiais..
Acredito que passando da estreia, fatalmente deva chegar ao R32 e finalmente se testar num jogo a vera contra um dos Big 2 atuais.
Dalcim, tava pensando sobre o doping de Sinner, e sobre crítica de jogadores profissionais a punição.
Bom, usando como exemplo o atletismo, se Duplantis se lesionasse e ficasse um ano parado, o quão financeiramente seria ruim isso para os outros atletas, pq me parece que Duplantis hj carrego o atletismo nos eventos, e a saída dele acarretaria em menos dinheiro circulando.
Hj é inegável que Sinner e Alcaraz são o holofote do tênis, e por muito. Uma eventual punição maior de Sinner acarretaria em menos receita circulando no evento, oq acarretaria em menor premiação.
Vc acha que tenistas que criticam Sinner e depois reclamarem de baixa premiação vão ser hipócritas?
Seu nick ao menos é muito bom… rsrs… Não acho que o circuito tenha se abalado de nenhuma forma pela ausência do Sinner, como não se abalaria pela ausência individual de qualquer outro. O tênis é muito maior do que um único nome. Ah, e eu prefiro o Jethro Tull.
Dalcim, sabe se a lista do rio open está fechada? Se ainda estão cotando outros nomes? Sinto que falta um nome mais de peso, a lineup está mais fraca se comparada com a dos anos anteriores.
Abs
Não, a lista fecha agora dia 19, próxima segunda-feira. Realmente, eu esperava um nome mais forte, talvez estejam bem satisfeitos já com o movimento que o Fonseca vai gerar. De qualquer forma, ficam abertos três convites, que ainda poderão ser usados até o sorteio da chave.
Fonfon favorito ao título do AO.
Pena o Fonseca com problemas físicos em quadra que o saque é muito importante. Gostaria de jogo dele com o Sinner. Final deve ser Sinner e Alcaraz. Italiano é favorito. Vamos ver o quanto a saída do Ferrero afetou ou não o jogo do espanhol, principalmente nos jogos mais duros.
Impressionante, porém compreensível, toda vez que se fala de Novak, invariavelmente seus fãs têm de falar de Federer ou Nadal. Sou fã dos três, com preferência a beleza do jogo do suíço. Acho que no auge, Federer foi o maior de todos, porém, o auge do sérvio, foi mais longo, o que fez atingir tantos recordes. Essa discussão do “goat” será sempre interminável e claramente subjetiva, até que um Sinner ou Alcaraz da vida, a encerre.
Ela já se encerrou porque os parâmetros são objetivos, ou seja, total de slam, atp finals, masters 1000, etc.
Sim, é subjetivo. E analisando o contexto geral(importância para o esporte, popularidade, técnica e etc) Federer está muito acima de todos e Nadal também bem a frente do sérvio.
Djoko, Nadal, Federer, Murray geralmente são citados juntos, visto que compartilharam a era de Ouro do tênis. Estou sendo generoso com o Murray pois até 2016 ele esteve firme e forte contra esses caras.
Djoko teve duas eras pra chamar de dele: 2011-2016 e 2018-2023. Federer teve a dele até 2007. Nadal foi um monstro mesmo fora do saibro e no piso ninguém sóbrio discute sua dominância.
Auge é algo bem relativo. O suíço era decadente em 2010 quando foi doutrinado pelo Nadal ou em 2011 pelo Djokovic? Talvez essa não seja a melhor versão dele, mas aí também depende muito da opinião pessoal. Exemplo: acho a versão 2011 do Djoko quase que insuperável no meu gosto pessoal, mas depois disso ele continuou dominante ainda que jogando sem a mesma intensidade.
Sobre a discussão GOAT, existem os principais recordes do tênis que deixam ela um tanto óbvia. Fora isso, opinião de gente grande como Borg, Connors, Nadal, Sampras etc.
Mas claro, opinião é subjetiva e se eu quiser posso até chamar o Neymar de GOAT do futebol, difícil é defender… abs!
Esse Pedro Martinez, primeiro adversário do Djokovic, não é nenhum “bobinho”. Está em boa fase. E como todo espanhol, é do tipo aguerrido. Então o sérvio vai ter que se aplicar se quiser seguir adiante.
Quanto ao João Fonseca, estou com baixas expectativas depois desse problema nas costas. Não sei se vai dar tempo de se recuperar. Tomara que sim.
E torcendo pro irreverente Alexander Bublik fazer ao menos quartas-de-final. Gosto do jeito dele jogar.
Vejo a chave do Sinner mais forte. Provavelmente Djokovic topará com Sinner de novo. Fonseca ainda é dúvida se vai jogar, tomara que esteja bem e faça esse jogo com o Sinner.
Ao que parece, Joâo fonseca decidiu – sob orientação do.seu staff – adotar uma dieta sem gluten, para lidar com o tema da hipolordose.
Agora é aguardar pelos resultaos, que não.devem aparecer de maneira imediata.
Tenho dificuldade para entender como as duas coisas estão relacionadas. Parece não ter nada a ver o consumo de glúten com hipolordose.
Sinceramente discordo da parte do texto que cita mais dificuldades para o espanhol. Djoko nessa quadra quase equivale a Rafa em RG; claro que fisicamente ele não é mais o mesmo, mas creio q o italiano preferia vê-lo do outro lado da chave. Só esta situação já dá uma perspectiva pior p a chave do italiano…
Exatamente.
Djokovic agora é a onça que não consegue mais lutar de igual contra outras onças poderosas e bem mais jovens.
Mas ficará ali paradinho, observando do alto da copa da árvore.
Caso as outras duas outras onças jovens desgastem-se demais embrenhando-se nas suas lutas, descerá da árvore e aproveitará para dar seu(s) último(s) bote(s).
É, mas Rafa não perdeu para tenistas do quilate de Istomin, Chung e etc em RG….
O Australian Open é o Grand Slam mais difícil para Alcaraz e não será desta vez que ele sairá do “Zero” títulos neste Grand Slam…
Dalcim, sobre os hermanos argentinos, nenhum deve chegar às oitavas na sua opinião?
Francisco Cerúndolo pode, mas talvez tenha de ganhar do Rublev na terceira. Acho difícil o Tirante ganhar do Paul ou o Carabelli ameaçar o Bublik, que é o mesmo setor do Etchverry.
Gosto do sinner, mas vou torcer pro alcatraz levar essa, só falta esse torneio pra ele
Creio que dificilmente Sinner não estará na final. Djoko não é mais páreo para ele nem para Alcaraz. Coisa que o próprio Djoko declarou após a semifinal do US Open 2025.
Alcaraz aparecerá pela 1a vez em sua carreira sem Ferrero, que foi seu mentor por muitos anos. Apesar de continuar com Samuel López, que já fazia parte da comissão técnica, é público e notório que o grande responsável pela sua formação foi Ferrero.
Oxalá tenhamos 2 semanas de grandes jogos. Bora virar as madrugadas!
Não apostaria em uma final que não fosse Alcaraz e Sinner. Alcaraz tem o Tommy Paul nas oitavas e Bublik ou De Minaur nas quartas. Seu adversário na semi pode ser Zverev, Medvedev ou Aliassime. Do outro lado da chave Sinner tem Shelton nas quartas e a semifinal pode ser com Djokovic, mas pode ter também Musetti, Fritz ou Hurkacz. Muito provável outra final entre os dois.
Se 2026 repetir 2024 e 2025 (dois jogadores levarem todos os Slam), antes de o mundo exaltar a consolidação de dois garotos prodígios, o tênis pode se tornar a F1 da vez, que perdeu o brilho em razão da limitação dos possíveis campeões.
No final do ano passado, eu perguntei e Dalcim respondeu não recordar de ter havido tamanho domínio de apenas dois tenistas no circuito, como agora.
Ainda tenho esperança que a mudança já comece neste 2026. É urgente!
Pensei a mesma coisa outro dia. O tênis tá virando F1. Só assisto aos jogos do Fonseca. F1 ainda assisto sempre que posso mas na maioria das vezes parece um desfile de carros e não uma corrida. Exceção para Interlagos que sempre tem uma corrida eletrizante.
Para de perder tempo meu querido F1 acabou junto com a morte do Senna!
Sinner vai ser tricampeão seguido do AO, coisa que só Djoko e Federer conseguiram
Correção: na era aberta do tênis masculino, somente Djokovic foi tricampeão seguido do AO (2019-2021).
Você quis dizer somente o GOOT né
Fez de novo então, venceu 2011, 2012 e 2013.