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No período exato de 30 dias, João Fonseca terá seu terceiro grande teste da jovem carreira. Depois de enfrentar os dois líderes do ranking nos Masters norte-americanos de quadra dura, ele agora terá pela frente o terceiro colocado do momento, o alemão Alexander Zverev. E certamente com maiores chances.
Se ganhar de Jannik Sinner em Indian Wells e de Carlos Alcaraz em Miami pareciam tarefas muito difíceis, barrar Sascha no saibro lento de Monte Carlo é bem mais palpável. Não que o saibro seja um piso pouco favorável ao alemão. Ao contrário, é a superfície onde percentualmente Zverev tem melhor desempenho na carreira (73% de sucesso, contra 69% no sintético), com dois títulos em Roma e outro em Madri, além de final em Paris.
No entanto, Zverev abre muito mais oportunidades no saibro lento e isso ficou claro na duríssima vitória sobre Cristian Garin de estreia, em que o chileno teve paciência na base para abrir 4/0 e 5/2 no terceiro set. Mesmo hoje, contra Zizou Bergs, Zverev oscilou muito. Fez um começo de jogo muito preguiçoso e se enrolou na hora de fechar a partida.
O poderoso primeiro saque faz menos estragos, porém ele ganha mais tempo para bater o forehand, que claramente evoluiu mas segue sendo o ponto vulnerável de seu jogo. Diante das pancadas de Fonseca, será curioso para ver como sai do problema, assim como se insistirá no novo estilo, mais ofensivo, numa situação de maior pressão.
Fonseca por sua vez justificou o favoritismo sobre Matteo Berrettini e teve uma atuação quase perfeita, não fosse o saque perdido no começo do segundo set. Foi justamente o serviço que manteve grande pressão sobre o italiano, abrindo poucas oportunidades no primeiro set.
O jogo de base fez o resto do trabalho. Ótima cobertura de quadra, 10 winners de forehand, construção do ponto pelo lado esquerdo de Berrettini e oportunismo nas variações de curtas e subidas à rede. Destaque para dois lobs que deu de voleio, seguidos de deixadinha, o que mostra o quanto ele se sente à vontade sobre o saibro.
O carioca resgata os bons momentos do tênis brasileiro no saibro europeu, repetindo o bicampeão Guga Kuerten como únicos a atingir as quartas de Monte Carlo e relembrando Thomaz Bellucci, último a chegar tão longe num Masters, lá em 2011, em Madri.
E mais
– Carlos Alcaraz voltou a mostrar muita instabilidade. Reclamou demais da vida com seu time técnico, chegando a mostrar desânimo, mas reencontrou seu bom tênis no terceiro set contra Tomas Etcheverry. O adversário desta sexta-feira não deveria dar tanto trabalho, mas Alexander Bublik joga no risco e pode se aproveitar das dúvidas do número 1.
– Também preocupante foram as declarações de Jannik Sinner depois da exigente vitória sobre Tomas Machac, que acabou com sua série invicta de sets em Masters. O italiano falou em cansaço, desistiu da dupla mas será amplo favorito diante de Félix Auger-Aliassime.
– Valentin Vacherot segue como herói nacional e fez história ao atingir as quartas num piso que não é seu predileto. Empolgou o público com a virada em cima de Hubert Hurkacz e tem chance real no confronto inédito diante de Alex de Minaur.
– A dupla de Naná Silva e Victoria Barros garantiu o ponto decisivo sobre a Argentina na eliminatória regional da Billie Jean King Cup, provando que acabou sendo excelente a renovação do time. Naná ganhou seus dois jogos de simples até agora sobre adversárias muito mais bem classificadas. Nesta sexta-feira, será contra o Peru.










Eu gosto muito do João Fonseca, quando faço críticas elas são construtivas, não depreciando a qualidade precoce dele, agora eu não vejo ele do mesmo nível do Sinner e Alcaraz mesmo os dois na mesma idade do Fonseca, e não me resumo só a números. Dalcim vou te fazer uma pergunta delicada e talvez vc não queira responder, vc acha que o João deveria trocar de treinador? Não estou desqualificando o atual, mas para mim ele já chegou no teto do seu trabalho. O que achas?
Não acho. Nem seria o momento. O trabalho continua progredindo, a meu ver, e não há qualquer motivo para ruptura. Eles contam com o importante apoio do Franco Davin, o que já me parece suficiente para o momento.
Fonseca ainda terá que evoluir muito pra bater de frente com Tévez e o Pecador.
Abs
Senhor Barriga não foi páreo para Alcaraz!
Três primeiros M1000 do ano e nosso João parou somente para os números 1,2 e 3 do mundo.
E dando trabalho para todos eles (um pouco a menos pro Alcaraz).
Excelente!
Onde assino, meu caro ???. Abs !
Boa partida do JF, mas venceu o favorito. M”Agora se há um tempo atrás ele não vinha atuando bem, agora o momento é outro, a trajetória ascendente voltou. Bola pra frente…
É rapaziada,
Botar o cara no “já ganhou”, kkkkk, num minimo sinistro, e os cumprimentos, deu pra ver que ambos não se bicam. Menas né gente, muito menas, não ganhou do top 3, mas analisando, até que foi bem.
Ah para Teliana, comentários ridiculos, bompra vcs, na próxima usem a imparcialidade, fato.
Bora que tem mais, Sinner x Auger, e depois esse jogo promete, Alcaraz x Bublik
Bom dia,
Estou vendo o jogo do JF x Zverev, até ai tudo bem, mas poxa se é para torcer, vamos ser ao menos imparciais na narração, né não ESPN/Teliana Pereira, e o cara lá que narra, chega a ser irritante.
Mudei para outra, narrador inglês, não tem problema, ao menos dá para assistir a partida de boa, e que vença o melhor, e para quem falou que o jogo era palpável, e que JF ia ganhar em sets, direto ?
Zverev não é pouca coisa não, ocara é top 3 há um bom tempo, menas gente…menas…agora 3º set e vamos lá para o embate final.
Zé Verev é Bi-Campeão do Masters Mil de Roma!!! Isso é dificílimo, e só mostra que Zé Verev se sai muito bem no saibro!!!
Falar que o Fonseca é favorito contra o Zverev é a mesma coisa que falar que o Barrichello era favorito contra o Schumacher
Ai acho que vc exagerou…
Schumacher é top 1 (Djokovic) ou top 2 (Nadal) na história da Fórmula 1.
Não vejo o João como favorito, mas tenho certeza que Zverev está preocupadíssimo. Ninguém quer enfrentar o João, hoje, no circuito.
uma obs : agora no femino vejo tesouros brilhando a naná e vitoria estão no comando de uma galera de otims futuras jogadores eu sem medo de errar com 18 anos naná e vitoria vão esta juntas na wta pode anotar !!!
dalcim praticamente minha idade com certza torceu muito pra luiz mattar oncins cassio motta deve acompnhado a davis quando brasil venceu italia e alemanha de boris becker brasil fazia duplas com motta e o ex tenista agora comentarista a espn esqueci mas claro lembro muito dels afinal foram semi final da davis na suissa ali não tinha essa cobrança toda com nossos tenistas outra pra se pensar cada pensa como entende eu por exemplo não culpa da cbt que no brasil jogadores como thiago wild seja como é não culpa da cbt se gustavo heide tem tenis de top 100 e o cara não envergadura de profissional me corrija se eu estiver errado desde a decada de 80 o brasil sempre botou no maximo 2 jogadores top 100 por anos veio anos 90 mas 2 fino e guga antes era mattar e oncis antes kirmair e tinha a familia hocevar etc.. por tanto no brasil é cultural igual na argentina pais de 40 milhoes de abitantes facil do pilotar tenistas cultulralmentes dedicados a profissaõ aqui no brasil é isso ai no maximo 2 se passar disso vamos faser uma festa !
Fernando Roese era o duplista.
Mais um galalau no caminho do João.
Zverev 1,98 m
Berrettini 1,96 m
Rinderknech 1,96 m
Diallo 2,03
Reproduzo aqui o primeiro parágrafo da crônica de hoje do Fernando Meligeni.
” Temos o péssimo hábito de não reconhecer grandes feitos. Com o imediatismo e a quantidade de informação, saímos correndo para ver contra quem ele joga amanhã e nos esquecemos de dar a devida dimensão aos fatos.”
Os torcedores imediatistas/afoitos – não sei se maioria, mas são muitos -tem esse padrão de comportamento. Nada é o suficiente, e tudo tem que ser super rápido.
Chegou ao Top 30? Cobram ascensão ao vigésimo posto. Conseguiu? Tem que virar Top 10. Ficou entre os dez primeiros? Toca a cobrar classificação pro Finals, Uma vez classificado, por que ainda não virou número 1 que nem o Guga?
Só espero que o João Fonseca, recém-saído da adolescência, tenha a calma e a lucidez de saber lidar com as cobranças, que são muitas e vão aumentar.
Além de não reconhecerem, simplesmente destroem com comentários assim que o primeiro resultado “não esperado” aparece.
Segundo a OMS, a adolescência é definida como a faixa etária entre 10 e 19 anos. Portanto, até 21 de agosto, o nosso prodígio ainda é tecnicamente um adolescente. E é assim que os gringos referem-se a ele.
Quanto à declaração do Meligeni, não há como discordar. Infelizmente é um sinal dos tempos ultra midiáticos em que vivemos. Só discordo em atribuir isso somente aos torcedores afoitos. A dimensão é muito maior. Um atleta de elite hoje é uma pessoa jurídica cercada de empregados, concorrentes, desafios, cobranças e vultosas recompensas, em caso de sucesso. Em consequência, atletas de todos os esportes, mas sobretudo os individuais, tem que cuidar da saúde mental tanto quanto cuidam de todo o resto. Desconheço estatísticas a respeito, mas dá a impressão que os casos de colapso mental de atletas, em graus variados, têm aumentado nos últimos anos. Conforme lembrou o Dalcim, o Alcaraz voltou hoje a reclamar da vida com seu time, chegando a mostrar desânimo, repetindo o comportamento que teve na derrota para o Korda em Miami. Parece ser um sinal de esgotamento emocional decorrente da obrigação de ter que levantar um novo troféu mal tendo comemorado o anterior. Nesse sentido, acredito que a própria dupla Alcaraz-Sinner já esteja desejando o surgimento de mais um ou dois rivais à altura, a fim de dividir um pouco a pesada carga do estrelato.
Obrigado pela correção. Ele ainda é um adolescente. E realmente a cobrança não é só dos torcedores, não. Concordo.
Muita polêmica de ordem pessoal aqui. Mas é interessante e divertido. Penso que aquele que tiver o emocional sob controle e contar com a sorte nas bolas nas linhas vence o jogo.
O grau de dificuldade do jogo vai depender da postura tática do Zverev: se vai tentar usar sua clara vantagem no confronto de backhands e tentar ao máximo forçar as trocas cruzadas com a esquerda ou se vai tentar encarar de peito aberto a trocação com o forehand do BR.. lembrando q o Tedesco está longe de ser o jogador mais brilhante ou aplicado taticamente..
João terá que ter paciência, trabalhar os pontos e não perder as oportunidades. Zverev é muito regular e possui todos os golpes, mas fica impaciente quando pressionado.
Grande, João. Garoto é gigantesco.
Eu acredito em vitória, amanhã!
Dalcim , se o Sinner é o rei da cocada em quadras duras e o Alcaraz no saibro , como eles acabam ganhando tudo nos dois pisos ?
Isso se chama versatilidade.
Zverev tem mais de 300 semanas no top cinco. Por isso, podem sonhar, mas vai ser pedreira…
São dois títulos do Zverev em Madri, Dalcim, em 2018 e 21. E ainda temos que ouvir uns desavisados dizendo que o alemão “não gosta” do saibro… Mas concordo com você, as condições pra uma vitória do João estão dadas. Pra cima dele!
Verdade, Chico. A lista oficial do site da ATP colocou “Miami” em 2018 (e não Madri) e eu não me atentei ao erro. Grato!
Na verdade, o site da ATP colocou corretamente Miami em 2018 não como título, mas sim como final. E nesse mesmo ano, Madri como título.