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João Fonseca escolheu jogar Munique, em detrimento de Barcelona, por um simples motivo: as teóricas condições de altitude e tempo seco do saibro alemão serviriam como treino muito adequado para o Masters 1000 de Madri da próxima semana.
Não deu muito certo. Em primeiro lugar, porque seus dois primeiros jogos aconteceram em dias de tempo frio e muito úmido e portanto quadra bem pesada. O aguardado saibro veloz acabou surgindo nas quartas de final desta sexta-feira, com sol aberto, 20 graus e piso bem mais liso, mas isso acabou favorecendo justamente o adversário, Ben Shelton, que optou corretamente pelo risco e se deu muito bem com seus golpes pesados.
Essa mudança drástica ficou evidente no primeiro set, em que o brasileiro parecia sentir mal a bola e não conseguia entrar nos pontos. Sustentou-se enquanto o primeiro saque funcionou. Bastou um game mais travado e Shelton devolveu com qualidade. O placar de winners diz tudo: 11 a 3.
Fonseca quase levou quebra imediata na abertura do segundo set. Ganhou confiança com o susto e passou enfim a ser mais agressivo, com forehand profundo no lado direito do norte-americano. Fez 10 winners a mais do que no primeiro set e foi sua vez de aproveitar o vacilo adversário, principalmente um voleio muito fácil que Shelton não finalizou.
Os sacadores voltaram a dominar no começo da terceira série até que Fonseca jogou praticamente com o segundo saque no sexto game, forçou demais nas trocas e sofreu a quebra definitiva. Shelton se aplicou, vibrou muito nos games finais e encerrou com 30 a 18 nos winners e 32 a 26 nos erros, sinal evidente de que arriscou mais.
O carioca reconheceu que poderia ter jogado melhor, perdeu a chance de voltar ao top 30, porém ganhou a condição de cabeça de chave 31 em Madri e uma certa lição de como precisa encarar o saibro veloz. Vale lembrar que a capital espanhola é ainda mais alta do que Munique, com 657m acima do nível do mar em média.
Duas desistências importantes, anunciadas nesta sexta-feira, ajudaram muito Fonseca a figurar pela primeira vez na lista dos favoritos num Masters 1000 e assim estrear na segunda rodada, o que lhe garante tempo de adaptação até sexta-feira ou sábado da próxima semana.
Carlos Alcaraz não se recuperou do problema no punho direito, que o tirou da segunda rodada de Barcelona, e pelo segundo ano consecutivo não irá a Madri, o que permitirá a Jannik Sinner permanecer pelo menos até o final de Roma na ponta do ranking. Isso se ele não fizer outra grande campanha e ampliar a vantagem.
Novak Djokovic e Taylor Fritz também desistiram. O sérvio não compete desde Indian Wells, por problema nas costas, e o norte-americano segue se queixando do joelho, articulação que sofre muito no saibro.
Resta torcer para que Fonseca fique bem longe de Sinner – como cabeça 28, pode pegar o favorito já na terceira rodada – no sorteio que está programado para o final da tarde de domingo.
E mais
– Shelton fará duelo de canhotos com Molcan, apenas 166º do ranking, enquanto Zverev deverá ter trabalho duro com Cobolli.
– Interessantes semifinais em Barcelona, com Rublev diante do bom Medjedovic e o recuperado Fils, novamente top 30, frente o ascendente Jodar.
– Já as semis de Stuttgart são bem imprevisíveis. Muchova enfim ganhou de Gauff e pega Svitolina, outra que gosta de misturar ritmos.
– Rybakina escapou por pouca de inesperada queda para Fernandez. Precisará tomar cuidado com Andreeva, autora de grande virada sobre Swiatek. A temporada de saibro europeia das meninas começou muito atraente.
– A lista do quali masculino de Roland Garros sai na terça e deve ter Reis, Heide, Boscardin e Meligeni. Fica a dúvida sobre Wild, que está no limite do corte. No feminino, Pigossi está garantida.











Na minha humilde opinião e pro João ir longe em madrir
Embora não tenha a ver com o tênis, deixo aqui minha homenagem ao Oscar Schmidt, porque a figura dele como ídolo transcende o basquete.
Herói tanto como esportista quanto numa luta contra a doença que durou 15 anos, e que poderia ter durado muito menos não fosse a resiliência, otimismo e combatividade dele.
Que seja bem recebido pelo de lá de cima!
Não vencia um ATP há 18 meses , e agora aos 21 anos e com Goran Ivasinevic no Staff , Arthur Fils, tem tudo para ultrapassar a geração de Monfils, Tsonga ,Gásquet e Cia , e dar grande alegria a sofrida torcida Francesa . Cravaria minhas poucas fichas , já no Top 10 , ainda em 2026. Somente aquela penca de alienados do Site , para definir jogadores aos 19 anos. Se JF estiver neste nível atual do também jovem Francês na mesma idade , teremos uma grande melhoria do Top 10 , sem dúvidas alguma. Aguardemos. Abs !
Dalcim,
Tem coisas que são coincidências, mas às vezes chamam a atenção. Por exemplo, o Alcaraz estava tendo um início de ano muito bom, com o AO, Doha, e tudo bem. Em IW, depois que ele vestiu aquela fantasia de abelha, tudo desmoronou. Perdeu para o Medvedev. Em Miami para o Korda, depois para o Sinner em MC, e finalizando com lesão complicada em Barcelona. Coincidência ou a fantasia deu falta de sorte para ele? Será que ele vai procurar o guru que o Nole já procurou um dia? Lembrabdo que do jeito que ele estava antes, ele poderia ter vencido IW, Miami e MC, afinal ele já venceu antes, mesmo que não consecutivamente.
O patamar atual que o João Fonseca atingiu, claro que ainda não pode ser comparado ao Guga, porém já é o suficiente para promover um novo “boom” tenístico nos clubes. E espero que duradouro.
Sempre haverá torcedor insatisfeito, achando que ele iria disparar no ‘ranking’ à la Alcaraz, Mas ele tem carisma, e isso é um grande diferencial pra despertar a paixão da galera.
É verdade que o Thomaz Belucci chegou a 21 do mundo, mas com todo respeito à carreira dele, o carisma do atleta de Tietê é o mesmo duma ostra no fundo do aquário. E a Bia chegou a 10 do mundo, mas foi por bem pouco tempo, então os efeitos foram menores.
Claro que eu torço pra que ele evolua ao nível dos tops, mas mesmo hoje, já se percebe um aumento da procura pelo esporte tênis. E nas redes sociais, aumento significativo de manifestações.
Oxalá a CBT saiba aproveitar esta nova onda e não a deixe arrefecer como aconteceu na era pós-Guga. Porque repito o que disse anteriormente: ao meu ver, a CBT parece “deitada eternamente em berço esplêndido”.
O Shelton vem em ascenção, saindo do 14 lugar para o sexto posto em torno de um ano. Se preparou muito bem para defender o título na Alemanha. Está mantendo um excelente primeiro saques a mais de 215 km por hora e quando vai pro segundo serviço, coloca um América Twister obrigando o recebedor a devolver uma bola cheia de spin e a 2 metros de altura no mínimo.
Penso que o jogo do João com o americano foi a final antecipada.
Dalcim , já reparou que o Toni Nadal adora desmerecer tenistas que não sejam espanhóis ? Agora falou entre outras palavras que Fonseca não vai chegar a lugar nenhum.
Mas ele também não falou nada de muito animador dos espanhóis.
Faltou energia para o João. Em nenhum momento mostrou que poderia vencer. Foi esquisito!
Antigamente era saibro, cimento, grama e carpete. Infelizmente tiraram os torneios no carpete, tudo ficou mais lento. E ainda esse papinho de saibro rapido, cimento junto… coisa chata.
Carpete infelizmente é um piso que causa muitas lesões. Federer mesmo evitava jogar Basiléia e Paris justamente por causa disso.
Dalcim, bom dia. É impressão minha ou o Fonseca está mesmo se encolhendo diante de adversários do top 10? Com exceção do jogo contra o Sinner em IW, João erra muito contra os caras do topo. Ontem também não o vi vibrando tanto, um pouco contido nas atitudes. Gostaria da sua opinião a respeito.
Não acho que ele se retraia. O problema é que o nível sobe muito. Único jogo que o vi muito preso foi diante do Zverev. Ontem, contra o Shelton, foi um jogo diferente, muito curto, contra um canhoto muito bom sacador. Vejo tudo dentro da normalidade, Fernando.
Obrigado!
Dalcim, permita-me uma correção. 31º será o ranking do João na próxima segunda-feira, mas ele será cabeça de chave 28 graças às desistências de Alcaraz, Djokovic e Fritz.
Isso, a lista corrigida dá 28, obrigado pela observação. Mas, a rigor, ser cabeça entre 25 e 32 não faz qualquer diferença no sistema atual de sorteio.
A menos que outros cabeças acima do João desistam. Não acharia impossivel Sinner, Fokina, Mensik e Draper desistirem, e aí como cabeça 24 ele pode ter uma chave mais favorável.
pedindo arrego?…
Não seria melhor todos desistirem o JF ganha o torneio por WO?
Rsrsrs
Kkkkk
Tem o aspecto mental também. O Shelton jogou um tênis praticamente perfeito. É alguém que tem ambição de ser número 1 do mundo, assim como Fonseca. Como Shelton teoricamente está na frente nesta fila, tratou de jogar de modo bem aplicado, sem vacilos, à fim de tentar fragilizar o mental do Fonseca e enfraquecer um futuro rival nas ambições.
E eu acho que ele tem bola, em partes. No saque é o n1, mas no resto é um top 60. Não parece, porque o saque dele é tão bom que volta xoxo e ele manda uns winners legais. Mas, devolve direito pra ver, ele não sabe o que faz com a bola…Pena que o mental atrapalhou, mas o João ainda tá naquela. Tem que dar um desconto.
O João ainda está na frente do Sinner quando o italiano tinha 19 anos.
E isso serve de que, Ronildo?
Shelton e Joao serem n° 1????
Viaja na maionese não sô kkkkkk
Wild não podia ter perdido a chance ontem na Bolívia!
Pelo jeito com a vitória estaria garantido
Vdd mesmo, sendo 200 e tra ĺá lá do mundo era justamente essa chance que ele nao podia perder, vdd mesmo, mudou tudo….
Achei que o João começou meio lento, diferente dos outros jogos. Aliás, pelo menos pra mim, é bem claro quando ele começa com a “faca nos dentes” ou mais comedido. E geralmente ele joga melhor com a primeira postura. Parecia até um pouco desanimado, não sei bem. A parte mental, apesar de boa, assim como o resto do seu jogo, ainda está em formação e desenvolvimento.
Concordo plenamente. Parecia que estava de mal humor durante todo o jogo. Seria legal ver ele mais leve em quadra.
Pela primeira vez, vi Fonseca com medo do adversário… Respeitou os golpes do adversário e não confiou nos seus golpes. Apesar disso, ainda venceu um set. Sua evolução é evidente.
Quando eu vi o sol em Munique no jogo do Zé, com o saibro bem mais seco e baixa umidade eu até fiz um comentário no blog dizendo que a situação tinha ficado ruim pro Fonseca. No jogo anterior, o Shelton sofreu barbaridade pra ganhar, com garoa e piso barreado. São Pedro dessa vez não ajudou.
Sinner ainda não sabe se vai jogar em Madrid. O nível do João é tão alto que, mesmo jogando bem abaixo, perdeu em 3 sets pro 6 do mundo com apenas uma quebra no terceiro set
Realmente, se for parar pra analisar as 4 partidas recentes contra top-10, embora tenha perdido em todas, foi em 3 sets em 3 delas, só perdendo em 2 sets contra o Alcaraz. Realmente, vem melhorando mto o nível. Madrid vai ser um bom teste, ja q entra d cabeça d chave, e tem melhores chances de ir longe.