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No esporte de alto nível, descansar também é treino


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As recentes decisões de Bia Haddad Maia de encerrar prematuramente a temporada de 2025 e a de João Fonseca em enxugar o calendário, remetem a uma verdade no esporte de alto nível: descansar também é treino. Afinal, no caso da Bia, estava visível que não vinha curtindo o tênis como em outros tempos. Há poucas semanas estive com ela em Nova York para o US Open e me pareceu estar se cobrando demais, sem necessidade ao meu ver. Parecia presa entre suas incertezas. Mas acho que ficamos mal acostumados. Uma jogadora brasileira chegar à segunda semana de um Grand Slam e faturar US$ 400 mil não é nada mal. Além disso, mesmo com a atual queda de ranking, ainda se mantém numa confortável posição: entra direto na chave de qualquer torneio e na maioria seria cabeça de chave.

Pode-se dizer que essa pode ser uma parada estratégica. E muito legal que a opinião pública tenha reconhecido o momento e até deu apoio à decisão. Com certeza deve voltar mais forte e, principalmente, preparada para enfrentar os compromissos com maior tranquilidade e confiança. Dá para entender a situação. Vive cercada de cobranças, expectativas e uma rotina intensa de treinamentos que a fizeram perder a naturalidade e o receio de não estar agradando. O ideal é que volte a pensar apenas no seu bom tênis e acreditar.

No caso do João, é claro que eu também queria vê-lo em ação em mais um jogo na Laver Cup. Mas achei certa a atitude do capitão Andre Agassi em poupá-lo. No alto de sua experiência, o “menino de Las Vegas” sabe bem que colocar pressão em momentos desnecessários pode causar um trauma. Aliás, também gostei bastante dessa oportunidade de o brasileiro estar entre os grandes e ter orientações de nomes como Agassi e Pat Rafter. Mas isso não justifica desprestigiar o trabalho de seu atual treinador Guilherme Teixeira. Particularmente não tenho nenhuma convivência e acompanhamento de seu trabalho, mas acho que devemos ter respeito e não mandar mensagens agressivas. Pra ser sincero, conheço mais a carreira de Franco Davin, que me cumprimentou em Nova York com um misto de surpresa e alegria, do que propriamente com Teixeira, com quem não tive oportunidade de conhecer melhor.

Outro detalhe importante, e que a opinião pública também compartilha, é que João é um atleta em formação. Aos 19 anos ainda precisa de ajustes não só na sua excelente técnica, como também na parte física. O circuito hoje é muito exigente e o fato de ter escolhido um calendário um pouco menos forte, indo jogar os 250 faz parte da formação.

É que na verdade muita gente já gostaria de ver o brasileiro disputando títulos de Grand Slam. E nisso compreendo, pois um pouco antes de Roland Garros, o norte-americano San Querrey colocou João como favorito ao trofeu em Paris. Nada mal, né? Mas é preciso ter paciência. Confesso que sinto essa mesma ansiedade. Afinal, é muito legal ver o João em ação. Mas com o tempo ainda nos trará muitas alegrias.

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Carlos Alberto Ribeiro da Silv
Carlos Alberto Ribeiro da Silv
7 meses atrás

Eu sempre achei que quem tem condições de tomar as melhores decisões é que tem conhecimento da maior quantidade de detalhes sobre a situação. Isso não significa que não haverá erro. Significa, na minha opinião, que o risco de erro diminui consideravelmente. Isso posto, eu entendo que se a Bia e sua equipe resolveram encerrar a temporada prematuramente foi porque chegaram a conclusão que essa era a melhor decisão para a situação que se apresentava naquele momento e torço para que a Bia consiga se recuperar, achar uma forma de evoluir fisica, tecnica e mentalmente, e, na sua volta, consiga alcançar os resultados desejados. Pelo que vejo no circuito, evoluir é necessário, porque todas as concorrentes estão em evolução contínua e sempre estão aparecendo talentos da nova geração. O mesmo raciocínio se aplica ao João Fonseca. Ninguém melhor que sua equipe para decidir o que é melhor pra ele. Acredito que estejam pensando no médio e longo prazo, Penso que o João Fonseca irá encontrar o seu caminho e imagino que em 2026 possa chegar na faixa do top 11 ao top 20.

Whitney White
Whitney White
7 meses atrás

Infelizmente o Chiquinho n falou nenhuma novidade acerca deste assunto que recentemente tomou de assalto o tenis brazuca!!!

Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.
Jornalista especializado em tênis, com larga participação em diversos órgãos de divulgação, como Grupo Bandeirantes de Comunicações, TV Globo, SporTV e o jornal Estado de S. Paulo. Revela sua experiência com histórias de bastidores dos principais torneios mundiais. Já cobriu mais de 70 Grand Slams: 30 em Roland Garros; 22, no US Open; 18 em Wimbledon; e 5 no Australian Open.

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