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Felipe Priante e José Nilton Dalcim
Especial para TenisBrasil
Na terceira e última parte da entrevista exclusiva de Larri Passos com TenisBrasil, o treinador lembrou da pressão que enfrentou quando treinada o ex-número 1 do mundo Gustavo Kuerten e por isso defendeu a permanência de Guilherme Teixeira como técnico do carioca João Fonseca. Para ele, quem pede por uma mudança neste caso “está procurando pelo em ovo”.
Ele acredita que o trabalho de Fonseca com Teixeira está no caminho certo, assim como está o carioca. Larri também pediu menos imediatismo nas análises, lembrando que no começo de 2026 havia muitas críticas sobre o jovem carioca, o que ele analisa exagerado, assim também como alguns excessos de elogios quando acontecem as vitórias.
O passado também foi visto com saudosismo por Larri quando questionado sobre a cada vez mais inevitável mudança na temporada sul-americana e a entrada do Masters 1000 saudita a partir de 2028. Ele lamentou a troca de piso, do saibro para o sintético, que deve acontecer no Rio Open, e criticou a ausência de público nos torneios árabes.
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“É um momento em que eu fico bastante apreensivo, estou acompanhando as notícias e parece que não vai ter volta. E ao mesmo tempo eu vejo lá os torneios nas Arábias com as arquibancadas vazias. Isso me deixa bastante triste. Tu vai jogar lá, tudo vazio”, lamenta Larri.
Leia a terceira parte da entrevista com Larri:

Você falou sobre críticas que recebia quando treinava com o Guga e queria aproveitar esse gancho. Quando os resultados não vêm, a torcida é meio imediatista e cobra. Já aconteceu como você e agora também com o Guilherme (Teixeira), com muita gente dizendo que o Fonseca precisa de mais alguém experiente. Como que você vê essa cobrança?
Essas coisas vão sempre acontecer. Ele não vinha bem no começo de temporada, teve aquele problema físico voltou pra casa e tal, até pegar o ritmo. Acho que o jogo-chave foi aquele com o Khachanov, quando ele deu a volta, virou a chave ali, buscou a confiança de novo, saiu do buraco e voltou a jogar. Vai acontecer muito isso, vai ter jogos que o cara vai conseguir entrar melhor nos pontos e ele vai precisar sair do buraco. Sobre a comissão técnica, não tem que mudar nada. Eu acho que hoje, é buscar pelo em ovo. O Nico Mattar usou essa frase muito clara para falar sobre mim. Em 1998, o Guga termina o ano 21 do mundo, defendeu todos os pontos, e então nos abraçamos. Ele podia estar 100 do mundo, com todos os pontos que tinha pra defender. O segundo ano dele no circuito terminou bem. Então é isso, tem que entender. Os ajustes têm que ser feitos todos os dias. No circuito, você tem que entende que tu tem 45 minutos entre um jogo e o outro. Você vence, vai lá para quadra e tem que entender onde é que tu vai entrar no ponto, contra o próximo adversário, não é só no bate-papo, tem que ir para quadra. Lembro da final de Cincinnati, o Guga termina com o Herman de manhã, eu saio correndo e falo pra ele: “Quadra 3”. Ele corre para lá, um calor de 40 graus, eu falei: “Vou sacar quique e tu vai responder dentro da quadra, tirar o tempo dele”. Depois, ele foi lá, ganhou 6/2 e 6/3 do Rafter. Tony Roche veio e me perguntou o que tinha feito o meu jogador, que ele não me deu chance e me parabenizou. É essa parte aí, que eu tenho certeza que hoje o Guilherme tá fazendo. Ele tem muito claro o foco, a leitura, sabe organizar bem os dias que tem que tem que trabalhar com os patrocinadores, o dia que tem que estar na quadra, o dia que tem que fazer o físico. É isso aí, fazer o simples bem feito e pronto.
Hoje os caras tão sacando a mais de 200 km/h o tempo inteiro, Alcaraz deu um forehand a 184 km/h. Como é que você enxerga que o tênis vai estar daqui a 5, 10 anos?
Tu tem que tá ali pronto pra defender, mas eu estou vendo o pessoal respeitando muito o Sinner e o Alcaraz. Acho que esses jogadores mais jovens têm que se preparar e não respeitar tanto. Na época do Guga, nós tínhamos o Sampras, tínhamos o Agassi, tínhamos a Kafeinikov, Rafter, Henman, Ivanisevic que sacava que nem um cavalo. E o que eu dizia, que precisávamos nos adaptar ao jogo deles, saber defender essa primeira bola e depois dominar os pontos. A gente ficava o tempo inteiro montando estratégia para ganhar esses caras top, era um xadrez. Hoje, eu vejo que os caras meio que se acomodam, tem muito dinheiro. O cara está top 15 e ganha o que o número 1 do mundo ganhava 10 anos atrás. Vejo o que pega na bola o Rune, esse se eu pegasse e me respeitasse, meu deus do céu.
Roland Garros e o saibro sempre foram especiais para você e o Guga, mas aparentemente o saibro sul-americano deve acabar a partir de 2028 com a entrada da Arábia Saudita. Como você vê isso acontecer com um piso tão tradicional no continente?
É um momento de tristeza, né. Eu fico triste porque aquele perrengue de correr atrás da bola, de jogar o ponto mais longo e tal, pode terminar, né. E o saibro é formador de golpe. Eu me lembro que eu fazia minhas pré-temporadas no saibro com o Guga e só na última semana eu botava ele na dura. Recebia muita crítica naquela época, porque estávamos fazendo quase toda a pré-temporada no saibro. Mas o piso te dá resiliência e resistência, o condicionamento física muito melhor quando tu te prepara no saibro. Daí os russos foram tudo para Espanha fazer pré-temporada no saibro, para ganhar esse volume. Depois tu vai para quadra dura e fica muito melhor. Então é um momento em que eu fico bastante apreensivo, estou acompanhando as notícias e parece que não vai ter volta. E ao mesmo tempo eu vejo lá os torneios nas Arábias com as arquibancadas vazias. Isso me deixa bastante triste. Tu vai jogar lá, tudo vazio. Acho que a final do Alcaraz com o Fils tinha um pouco mais de gente, tinha mais gente, mas é isso. Infelizmente o dinheiro vai falar mais alto.
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Impossível não pensar (ou melhor, projetar) quem pode ser o João Fonseca enquanto tenista treinando com o Ferrero ou o Brad Gilbert.
Ferrero em 1° lugar. Brad Gilbert, excelente mas não fica na Europa…
Quem era o tio Toni antes da fama de Rafa? Quem era Larri? Ta certo o Larri. Técnico faz é o feijão com arroz, bem feitinho e temperado, mas quem janta é o atleta. O João não está indo super bem? Então…
Não faz nenhum sentido trocar a comissão técnica agora, principalmente porque o João ainda não está plenamente desenvolvido física, técnica e mentalmente. Isso virá com a experiência dos jogos – e não dá pra injetar essa experiência. Tem que vivenciar.
“Ah, mas o Jodar e o Tien estão em estágio superior na mesma idade”: cada um tem um contexto e desenvolvimento diferentes. Por exemplo, os dois estão acompanhados de uma legião de tenistas espanhóis e norte-americanos no circuito; de brasileiro, só tem o João.
Larri Passos sempre atualizado, uma pérola que brotou no Brasil.
Acho que o ponto fraco é a cabeça e o físico. O resto está bom mas, com margem pra melhorar ainda mais. Seu potencial é enorme!
Tem que aprimorar o saque e nada de ficar trocando bola, faça o adversário correr assim como fazem com vc Fonseca, quando se sentem ameaçados…É isso que fazem os Top 10, querem terminar o jogo rápido..
Vamos ver se no caso do Jodar ele é tão pressionado como aqui. Fora que todos que acompanham um pouco o JF sabem que existe o ex-tecnico do Del Potro na CT. Mudar apenas por mudar não tem o minimo cabimento agora. Lá pelo final de 2027 se pode pensar em algo, porem tem coisas que nenhum tecnico faz milagre, quanto menos suprir a expectativa de uns que acham que ele é um novo Alcaraz.
É bem melhor haver um espírito de corpo entre bons treinadores, que, com espírito de porco, reclamar mudança em time que está vencendo, só para ser do contra.
Corporativismo. Apenas defendendo um colega… Mas penso que em algum momento seria ótimo pra João ter um técnico de experiência nível mundial.
Vc ja ouviu falar em uma moça chamada Raducanu? Pois é ….. ouviu o seu conselho e kkkkkkkkkk
Reducanu é um caso a parte… kkk exceção, não a regra
Penso no Juan Carlos Ferrero, o Mosquito, que ficou 7 anos como treinador do Alcaraz.. Ainda, João mudar para a Espanha, bem perto do Ferrero. Treinar na academia do Ferrero. Somente voltar para o Brasil para festas fim de ano, e eventuais torneios. Acho que em sete anos com o Ferrero, Fonseca ganharia mais Grand Slams e Master 1000 do que o Alcaraz ganhou nos sete anos que foi treinado pelo Ferrero. Será que Fonseca está disposto a sair da zona de conforto para ganhar uns 10 GLs no período? Em comum acordo com Ferrero, levaria um ou mais integrantes do time atual. Bom, é o que penso, no momento. Por fim, reitero que sou um dos sinceros fãs e admiradores do nosso João Fonseca.
Ele já tem o davin como segundo técnico que eh excelente e rodado
Realista aonde você??? Cara o Delpo, Federer e tantos outros mantiveram os técnicos que confiavam independente de grife, corporativismo meu pau vai comentar Beach.