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Paris (França) – Depois de estrear com vitória em Roland Garros e ampliar para 13 jogos sua sequência invicta no saibro, a ucraniana Marta Kostyuk revelou o drama vivido poucas horas antes de entrar em quadra em Paris. A atual número 15 do mundo contou que recebeu pela manhã uma imagem mostrando os danos causados por um míssil que caiu a cerca de 100 metros da casa de sua família em Kiev.
“Tenho esta imagem da casa dos meus pais e de tudo ao redor. Não tenho um vídeo, mas sim, isso foi o que recebi hoje às 8h da manhã. Tive que viver isso, lidar com isso e sair para jogar. Não sabia o que esperar de mim mesma”, relatou a ucraniana.
Kostyuk afirmou que teve dificuldades para controlar as emoções durante toda a manhã e admitiu que o episódio voltou à sua mente em vários momentos da partida contra a espanhola Oksana Selekhmeteva. “Obviamente houve momentos durante o jogo em que voltei a pensar nisso, porque durante praticamente toda a manhã me senti mal só de pensar que, se tivesse sido 100 metros mais perto, provavelmente hoje eu não teria mãe nem irmã”, declarou.
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A tenista explicou que chegou a sentir alívio por ter atuado logo no início da programação em Roland Garros e acredita que teria sido ainda mais difícil lidar com a situação se precisasse esperar o dia inteiro para entrar em quadra. “Foi realmente difícil processar tudo tão rápido e ainda sair para jogar. Por isso também estou muito feliz por ter disputado o primeiro jogo do dia, porque não sei qual teria sido o resultado se tivesse jogado mais tarde”, comentou.
Apesar do susto, Kostyuk disse que nunca cogitou desistir da estreia, principalmente porque sua família saiu ilesa do ataque. “Todo mundo está saudável, vivo e fora do hospital. Essas coisas são difíceis, mas nenhuma pessoa próxima de mim ficou ferida ou morreu”, afirmou.
A ucraniana também classificou o episódio como um dos momentos mais difíceis desde o início da guerra em larga escala no país. “Acho que o começo da guerra provavelmente foi o mais duro pela incerteza. Mas desta vez foi o mais perto que um míssil chegou da minha casa, e isso provavelmente é o que torna tudo mais emocional. Diria que este foi um dos três piores dias, com certeza”.
Kostyuk também diz acreditar que parte do circuito acabou deixando o apoio às atletas ucranianas em segundo plano com o passar do tempo. “Acho que sim, mas também me adaptei ao fato de que o circuito se esqueceu um pouco disso. Continuo tentando fazer o que posso e usar minha plataforma para lembrar as pessoas do horror da vida diária”, concluiu.











Alguns, no conforto do seu sofá, que protestam em elas se manifestarem devem achar que um míssil desses é a mesma coisa que fogos de artifícios do vizinho comemorando algo no bairro e que, portanto, ela não deveria ficar mostrando essas coisas que incomodam ! Invasão injusta que abriu portas para outras !
Toda guerra é movida por grande ganância! Não tem sentido isso! Somos mais fortes com todos juntos. O mundo está precisando de paz e harmonia em todos sentidos!
Meu Deus. que mundo é esse que estamos vivendo. toda solidariedade e força para a Kostyuk.
Situação terrível. Muito triste.
Quantos milhões de dólares voce já ganhou? Não dá pra acabar com o sofrimento da sua família???
Calma, como você sabe se a família dela quer sair? Talvez alguma irmã ou irmão jovem. Mas como podemos saber se os pais querem sair? Os avós dela? Se os avós não quiserem sair, como os pais dela vão sentir desejo de sair?
Até você, amado Ronildo!
Saudações Valmir!
Quanta falta de empatia com a família de Kostyuk!!!
O pessoal a que você se refere conhece “a família de Kostyuk”?
Claro que a família de Marta deve estar a salvo. Sua posição é em solidariedade ao povo de seu país. Marta teria que sair distribuindo dinheiro aos demais ucranianos, é isto?