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A novíssima geração do tênis feminino brasileiro tem se destacado nas últimas semanas do circuito mundial juvenil. As catarinenses Maria Eduarda Carbone, de 15 anos, e Clara Coura, de apenas 14, disputaram finais na categoria de 18 anos da ITF e atingiram os melhores rankings de suas carreiras. Elas também já conseguiram os primeiros pontos na WTA e disputam nesta semana o Roland Garros Junior Series, em busca de uma inédita vaga em Grand Slam. Ambas estrearam bem na competição.
Carbone, que ocupa o 176º lugar do ranking, vem de um vice-campeonato no ITF J200 de Assunção. E uma de suas vitórias no Paraguai foi contra a argentina Sofia Meabe, de 18 anos e principal cabeça de chave na capital paraguia. “Trabalhei bem nas semanas anteriores ao torneio, peguei uma chave muito dura e consegui melhorar meu tênis a cada jogo”, disse em entrevista a TenisBrasil.
A catarinense também relembrou suas primeiras vitórias como profissional, conquistadas no fim do ano passado, em Criciúma e Ribeirão Preto. Ela agora só precisa pontuar em mais um torneio para entrar no ranking da WTA. “A gente não tinha planejado jogar profissional no ano passado, acabei recebendo uma ligação do Peniza para jogar o torneio. Foi uma experiência incrível, fiz jogos duros, aprendi bastante com as rotinas delas durante e fora dos jogos, então foi muito aprendizado”, acrescentou Carbone.
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Já Clara Coura foi finalista do J100 de Mendoza, na Argentina, e também venceu durante aquela semana a cabeça 1 do torneio, a paraguaia Catalina Delmas. Como profissional, marcou seu primeiro ponto na WTA em Criciúma, o que reafirmou o desejo de seguir carreira no tênis profissional.
“Fui vice-campeã do torneio de Mendoza e joguei com uma norte-americana chamada Londyn na final. Ela era uma ex-top 50, mas estava voltando de lesão. E fui capaz de ver que com 14 anos, pude jogar com uma menina de 17 e posso evoluir mais ainda nos próximos anos. E espero jogar mais nos profissionais”, afirmou a jovem tenista. “Eu sempre quis me profissionalizar, desde que comecei. E quando veio aquele torneio em Criciúma eu tive ainda mais certeza e estou trabalhando muito para isso”.

A trajetória de Duda no tênis começou com o pai, Ednaldo, no Lagoa Iate Clube (LIC) em Florianópolis. Até hoje, ele é muito presente na rotina da tenista. Já Coura treina em Florianópolis com Marcelo Cascata, Márcio Carlsson e o preparador físico é o Paulo Roberto da Costa, mais conhecido como Paulão.
“O tênis entrou na minha vida porque o meu pai trabalhava em um clube, que era perto de onde a gente morava. Comecei com três ou quatro anos a ir com ele, porque a minha mãe também trabalhava”, disse Carbone. “Mas fui pegar o gosto com uns 10 anos, porque antes jogava futebol e gostava mais. Meu clube tinha todas as modalidades e eu ia normalmente para jogar futebol e depois fazer o tênis. Quando eu quebrei o braço eu pensei: ‘Já era, não posso jogar os dois ao mesmo tempo’. E eu me via mais competindo no tênis que no futebol”.
Clima de torneio profissional
O ambiente do torneio classificatório para Roland Garros é diferente do habitual para as juvenis, com transmissões pela TV, arquibancadas grandes e público presente nas principais quadras. Além da proximidade com profissionais de diversas áreas ligadas ao tênis, dando uma mostra do que eles terão nos próximos anos de carreira. “Eu sempre amei torcida e dar entrevista. Às vezes eu era meio tímida, mas na maioria das vezes eu gostava. Meus familiares virão na quinta e sexta, vão me ver jogar e quero mostrar um bom tênis para eles”, comentou Coura.
Inspiração em Victória e Naná
E o momento de renovação do tênis feminino no Brasil, liderado por Nauhany Silva e Victória Barros, também é exaltado pelas duas jovens tenistas. “Acho que o Brasil está numa fase muito boa, com muitas meninas de 2010 e 2011 chegando. A Naná é minha amiga. Ela fica na minha casa quando tem torneio em Floripa. E quando venho pra cá, fico na casa dela. Dá para chegar, mas tem que trabalhar muito duro todos os dias para chegar lá”, afirmou Duda Carbone.
Coura vê a potiguar e a paulista como fontes de inspiração. “Quando comecei a jogar os torneios, a Victória estava uma categoria acima e adorava vê-la jogar porque ela é uma tenista mais consistente, como eu”, afirmou. “Eu sou do estilo que prefere mais a consistência do que o winner, sou mais da que força o erro, do que a que tenta dar o winner e erra. Tenho um pouco de variação, mas acho que o meu jogo é mais de consistência. E a Naná também é uma baita jogadora, que bate forte pra caramba. E é ótimo jogar no mesmo torneio que ela ganhou, nas mesmas quadras. Seguir os passos dela é o caminho certo!”.
As brasileiras também falaram sobre os próximos passos. “É uma experiência incrível para todos. Tentar se classificar para Roland Garros é um sonho para todo mundo. Então vou fazer meu máximo para tentar chegar à final e ganhar”, disse Duda Carbone. “Depois daqui, vou disputar os Jogos Pan-Americanos da Juventude no Panamá e sigo para a Europa, competir lá e ver como elas fazem”. Coura também definiu seus planos: “As proximas semanas a gente ainda está vendo, vai depender muito daqui. E vai depender de quando os pontos caem, mas devo jogar um J100 e um J60 na Bolívia”.











Mario Sergio, belíssima matéria! Assisti bastante aos jogos até agora, e queria comentar a excelente transmissão pela Disney/ESPN. Tudo da maior qualidade e seriedade, como nos grandes torneios. Os dados dos (as) jogadores (as), o placar impecável, as imagens da entrada em quadra, etc. Até as aéreas entre jogos sobre SP lembram as de Melbourne e outros torneios. Aliás, para quem assiste e não conhece SP fica achando que toda a cidade é aquela beleza arborizada no Morumbi e arredores. Parabéns pela cobertura!
Parabéns, sucesso pras meninas. Isso é o sucesso principalmente da Bia, estamos colhendo frutos de Bia, Pigossi e Luiza.
Excelente tenistas junto com outras que estão vindo, Eduarda Gomes, que está aí, tem chance de classificação inclusive, com 13 anos. E outras de 2011 e 2012, algumas surgindo já de 2013 e 2014, a geração feminina vem bem forte, enquanto isso a masculina depois do Livas Damazio, é preocupante…
O Feminino tem ótimos nomes, mas o masculino……
Mário Sérgio, terias um palpite sem compromisso quanto a quem leva a vaga no masculino e feminino?
Como a própria Naná falou na entrevista de terça, não é um torneio em que necessariamente os favoritos e melhores rankings prevaleçam. Mas acredito que tenistas como o Leo Storck, o Livas e a Nathalia Tourinho, que já jogaram na edição passada, tenham uma pequena vantagem até por já terem vivenciado esse ambiente no ano anterior.
Alguma chance de vermos o jogo da Naná no qualy de Madrid aqui no Tênisbrasil?
Ano passado, o quali de Madri teve transmissão no próprio canal do torneio no Youtube, mas não são todas as quadras.
Ah, não sabia disso. Ótima dica. Grato, Mário!
Matéria bem legal. Foi ótimo saber da amizade entre a Carbone e a Nauhany. As meninas precisam desse ambiente acolhedor que uma boa amizade trás.
Tô vendo Coura x Tourinho….As duas são talentosas, mas a Coura ainda tá desenvolvendo o físico e a Tourinho está mais madura fisicamente.
Que maravilha!! Difícil tirar Atletas do Futebol e levar pro tenis.
Futebol arrebanha para seus quadros 90% dos juvenis e crianças.
Temos um monopólio no esporte brasileiro!
Por isso é dificílimo conseguir um talento promissor no tenis.