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Paris (França) – Classificado pela primeira vez às quartas de final em Roland Garros, Flavio Cobolli comemorou bastante a vitória sobre o surpreendente norte-americano Zachary Svajda em quatro sets. Na entrevista em quadra e na coletiva, o italiano demonstrou alívio e ressaltou como o nervosismo atrapalhou bastante antes de confirmar o triunfo.
O cabeça de chave 10 em Paris agora enfrenta quem passar entre o canadense Félix Auger-Aliassime e o chileno Alejandro Tabilo, valendo vaga nas semifinais. Mesmo satisfeito com a vitória sobre o rival número 85 do mundo, Cobolli disse que precisa dominar melhor as emoções.
“Estou muito feliz por alcançar quartas de final pela primeira vez em Roland Garros. Isso significa muito para mim. Fiquei um pouco nervoso para fechar a partida hoje. Às vezes, não é fácil encerrar um jogo, especialmente quando você está em vantagem no placar”, admitiu.
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— Roland-Garros (@rolandgarros) June 1, 2026
O italiano abriu 6/2 e 6/3, mas perdeu intensidade e precisou lutar mais dois sets para confirmar a vaga entre os oito finalistas. “Depois do segundo set, o Zachary jogou uma partida realmente muito boa. O tênis é assim. É isso que torna o esporte especial”, avaliou.
“Acho que quando a partida está quase terminando, você começa a pensar um pouco mais. Eu não gosto de pensar demais, só quero jogar e apresentar meu melhor tênis. Mas, quando estou nervoso, meu nível cai. Eventualmente, é preciso passar por esses momentos para ter mais chances de ser melhor na próxima vez”, ponderou.
Muito próximo de alcançar o top 10 pela primeira vez, o atual 14º colocado da ATP disse que buscou recuperar o equilíbrio. “Tentei me manter positivo. Estava começando a ficar um pouco nervoso, inclusive com a minha equipe. Procurei bater na bola da forma mais agressiva possível. Usei mais tempo entre os pontos, porque estava com menos energia do que nos três primeiros sets”, garantiu.
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O atleta de 24 anos voltou a minimizar a chave aberta no setor de cima do torneio após quedas precoces de favoritos. “Não muda nada. Eu encaro da mesma forma de sempre. Só quero aproveitar o torneio e cada partida. É uma honra incrível jogar na quadra Philippe Chatrier. É um sonho realizado para mim, e quero mantê-lo”, discursou.
Cobolli também assegurou como o torneio parisiense é seu evento predileto. “Este é certamente o meu Grand Slam favorito para jogar. Nós, italianos, crescemos no saibro e temos uma sensação melhor nessa superfície. Tenho muitas lembranças, mas a principal é a trajetória do Rafa Nadal ao longo desses anos. É algo que ninguém vai esquecer”, destacou.
Depois de fechar o jogo, o italiano passou por um momento curioso ao ser entrevistado na quadra pela francesa ex-top 4 Caroline Garcia. Espontâneo, Cobolli comentou que quase “se borrou” quando a pressão subiu diante do rival. Já na coletiva, ele desmentiu que o nervosismo tenha chegado a tanto. “Não foi bem isso que eu quis dizer”, falou o constrangido tenista de Florença.
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Quem diria. Cobolli fará sua 2º quartas em Slam, e se avançar a semifinal, além de inédito para ele, entrará no Top10, o que o faria o 7º italiano no Top10 de simples masculino, depois de Sinner, Panatta, Musetti, Berrettini, Barazzutti e Fognini