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Paris (França) – Roland Garros apresenta mais uma bela e inspiradora história de paixão pelo esporte. O jovem Eliott, de apenas 13 anos, foi selecionado para ser pegador de bolas na edição deste ano do Grand Slam parisiense, após treinamento que reuniu mais de seis mil garotos e garotas.
Assim como vários de seus colegas, o rapaz sonha em se tornar um tenista profissional e demonstra extrema dedicação para atingir essa meta. O francês convive com deficiência auditiva, condição que não o impede de se imaginar nos grandes palcos do circuito.
Em reportagem da France TV, o garoto destacou as experiências como boleiro e a intenção de, futuramente, estar competindo. Apoiado pelo pai Christophe, o francês demonstra foco e comprometimento em seus primeiros passos. “Um dia, no futuro, eu também estarei jogando aqui”, declarou Eliott.
« Un jour à l’avenir, je jouerai ici ! »
Eliott, 13 ans, rêve de devenir joueur de tennis. Révélé dans les compétitions de tennis sourds et malentendants, il a été sélectionné parmi 6 000 jeunes pour devenir ramasseur de balles à Roland-Garros. 👉https://t.co/VqT7z2IbMf pic.twitter.com/npIr7Ie1rQ
— France tv (@FranceTV) May 25, 2026
“Ontem à noite, terminamos de trabalhar por volta das 21h30 (horário de Paris). Foi bem cansativo, a partida foi longa e muito disputada. Mas depois eu descansei. Hoje terminamos tarde novamente. Já era quase noite”, comentou o boleiro.
Responsável pelo treinamento dos pegadores de bola, Léo Mazet destacou os desafios da atividade. “É bastante complicado, porque o torneio dura três semanas. Durante esse período, os jovens continuam sem parar entre as rotações das diferentes partidas, com todas as exigências de um Grand Slam, especialmente por ser Roland Garros”, destacou.
Eliott demonstrou conhecer bem suas funções em quadra. “Nas posições 1 e 2, nós ficamos na rede. Nas posições 3, 4 e 5, ficamos no fundo da quadra, dois de cada lado. Eu prefiro as posições 1 ou 2, porque precisa de mais físico, trata-se de algo bem dinâmico e exigente. A movimentação também é complicada”, explicou.
Mazet garantiu que o pupilo não fica atrás dos outros devido à deficiência. “O Eliott presta bastante atenção em tudo o que acontece na quadra. Assim, compensa o fato de não poder ouvir os anúncios feitos pelo árbitro. Ele é excelente, está sempre superconcentrado. Isso faz com que ele seja muito rápido e consiga antecipar até qual jogador ganhará o próximo ponto”, elogiou.
“Ele sabe sozinho o que terá que fazer e antecipa tudo mesmo antes do anúncio do árbitro. Isso é um aspecto muito positivo, uma vantagem para ele, o que faz dele um excelente pegador de bolas”, prosseguiu o treinador.
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Orgulhoso, o pai endossa a intenção de Eliott em vislumbrar a profissionalização no tênis e não vê obstáculos. No momento, ele comemora ver o filho em ação. “Eu ainda não acredito que ele foi selecionado para Roland-Garros. É uma chance enorme poder vê-lo pegando as bolas de tênis”, celebrou Christophe.
“Fico aqui entre a borda da quadra e ele, enquanto ele está lá, ao lado dos jogadores profissionais. É incrível. Esse é o sonho dele: ser jogador profissional. E eu estarei sempre ao lado dele para apoiá-lo. Estarei ao lado dele até o fim”, afirmou.









