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Bia: “Estou disposta às mudanças e a reconstruir o meu jogo”

Beatriz Haddad Maia (Foto: Luciano Lima)

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Madri (Espanha) – Apesar da dura derrota na estreia do WTA 1000 de Madri, Beatriz Haddad Maia confia no trabalho de longo prazo da parceria recém-iniciada com o técnico espanhol Carlos Martinez. Em entrevista à ESPN, a número 1 do Brasil e 69ª do mundo avaliou seu momento no circuito, com apenas duas vitórias em treze jogos na temporada, e entende que o momento é de seguir trabalhando.

“Eu tenho que melhorar o meu nível de tênis. Esse é um ponto”, disse Bia após a derrota por duplo 6/1 para a espanhola Jessica Bouzas, 50ª do ranking, nesta terça-feira. “Estou bastante focada em reconstruir meu jogo e acho que isso é o mais importante. Toda mudança demanda tempo e confiança. Ainda mais nos momentos em que você não está confiante. Não estou vindo de vitórias e nem de uma temporada incrível”.

“Claro que tentar mudar alguma coisa e sair da zona de conforto não é fácil. Mas estou disposta às mudanças dentro e fora das quadras. E o tênis muda muito rápido, para o bem e para o mal. É preciso ter muita paciência e coragem para enfrentar, porque nas horas que as coisas caminham bem tudo está fluindo é muito fácil”, acrescentou a paulistana de 29 anos.

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A jogadora comenta que já tem feito alguns ajustes em seu saque e buscado mais variações em seu jogo. “A gente fez uma mudança muito recente no meu saque. Às vezes, é preciso dar um passinho para trás numa situação de ajuste. Então, ali, falando especificamente de técnica, vai dar para perceber tanto nos meus pés quanto nos meus braços. São ajustes para chegar melhor apoiada na bola”.

“Ele treinou jogadoras que tinham uma característica mais espanhola, que encaixa um pouco com minha forma de bater o forehand. Mas como a gente conversou desde o primeiro dia: manter o meu padrão, com um pouco mais de constância e algumas variações. Claro que é fácil de falar, mas é preciso ter disciplina e conseguir executar no jogo”, complementou a brasileira, que agora segue para o WTA 125 da Catalunha, que será disputado na próxima semana.

Ex-número 10 do mundo e semifinalista de Roland Garros em 2023, Bia fez sua quinta participação em Madri. A melhor campanha foi em 2024, quando chegou às quartas de final, superada pela campeã Iga Swiatek. Na temporada passada, a canhota paulista parou na terceira rodada. “Sou uma jogadora que, pelo meu histórico, a vitória contra mim é boa para minhas adversárias. Claro que o vento não é a favor no momento, então vou precisar de muita força mental. Talvez força vezes três. Muitas vezes eu conseguia vencer meus jogos na luta”.

Bia também destacou a boa relação profissional que tem estabelecido com seu novo treinador e agradece àqueles que continuam ao seu lado por apoiá-la nos momentos mais difíceis. “Quando a gente fala da relação do atleta com o treinador, não é só bater na bola. A gente tem que se conhecer e conversar bastante. Isso é uma questão de tempo, as coisas não acontecem da noite para o dia. O Carlos me conhece como jogadora, ele já me viu muito no circuito. A gente já treinou algumas vezes juntos, mas não com ele especificamente me olhando. Acho que a gente se identificou bastante com os valores, pessoais e também de trabalho”.

“Dentro e fora das quadras tenho a sensação de que estou evoluindo, porque estou com pessoas especiais no meu entorno e trabalhando duro. Esse é meu caráter e minha forma de encarar a vida”, afirmou. “As pessoas que continuam comigo – minha família, a equipe, os patrocinadores e os torcedores que acreditam em mim – significam muito. E vou continuar seguindo o meu caminho, martelando na pedrinha e quem sabe ela quebre. A gente não sabe se na próxima semana ou nos próximos meses, mas vamos levar isso com positivismo e trabalho”.

Nova geração feminina

Referência para jogadoras mais jovens, Bia também falou sobre o momento da nova geração feminina do Brasil, liderada por Victória Barros e Nauhany Silva. “São duas meninas que estão fazendo um bom trabalho. Os resultados mostram a qualidade delas. São jogadoras de muito potencial e características diferentes”.

“É bom ter um número maior de meninas, não só colocar uma pressão em apenas duas pessoas. É um pouco de característica nossa”, pontuou. “Tenho certeza de que elas têm total potencial de estar entre as melhores. E o mais importante é estarem ao redor de bons profissionais e com os pés no chão para trabalhar”.

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Camila
Camila
28 dias atrás

Bia faz trinta anos no mês de maio, e com esse jogo horrível vai chegar aonde ???
Quando Deveria ficar só no jogo individual, ficou jogando duplas, agora que seria melhor ir pras duplas quer firmar no individual. Realmente, acho que a aposentadoria vai chegar logo.

Zan
Zan
29 dias atrás

Em solidariedade à Bia e alguns (poucos) comentadores como Ronildo, venho reforçar minha torcida pra Bia, pois ela está lutando para melhorar, e isso é sempre digno de aplausos. Muitos optariam por desistir, o caminho mais fácil. Creio que alguns dos que criticam (alguns criticam sem menosprezar, daí ok) somente se sentem bem rebaixando alguem. Devem agir assim noutros ambientes tb (trabalho, familia, etc). A Bia é boa para explicar o que está acontecendo com clareza? Não. Tenistas como Agassi, Roddick, Bruno Soares, e mesmo Big Four e o atual Sincaraz se expressavam ou expressam com maior transparência. Mas isso é problema da Bia. Não deve nada a niguem. Dito isso, espero que ele termine bem a carreira e no final diga: “fiz tudo o que pude”… pois no final, é o que importa.

Tomé
Tomé
29 dias atrás

Honestamente, me parece um pouco duvidoso querer reconstruir algo do zero perto dos 30. As novas mecânicas são perceptíveis, mas é um pouco constrangedor ver a profusão de erros que elas têm causado, principalmente nas duplas faltas, ENFs e uma vulnerabilidade absoluta nas devoluções. Tudo isso aliado a uma movimentação ruim que sempre foi um ponto fraco dela. E qual é o objetivo? Tentar algo dificílimo de superar, como o top 10 que ela já teve? É muito arriscado. Talvez o melhor para ela fosse reforçar seu jogo manjado de muita potência e pouca angulação e se contentar em ser uma perene top 50 até o fim da carreira. Talvez isso seria melhor do que essa queda vertiginosa e um nível de tênis de top 300 que ela está apresentando agora. Ela merece os parabéns por sair da zona de conforto, mas para assistir os jogos dela nessa fase tem sido uma experiência muito desagradável para quem é fã do esporte.

ANDRÉ
ANDRÉ
29 dias atrás

A Bia mesmo sem ganhar a vários jogos ainda é de longe a número 1 do Brasil, isso mostra o quanto ele merece nosso respeito e admiração. Ela sabe que pode fazer e eu acredito nela. Vamos Bia!

Santista
Santista
29 dias atrás

Sempre fui a favor de uma mudança de tecnico, mas para um bem melhor, agora Carlos Martinez…, sei não, será ???

Refaelov
Refaelov
29 dias atrás

Falar até papagaio fala, infelizmente em quadra sinceramente não consigo ver evolução física, técnica ou tática.. galera bate muito nessa tecla do mental mas, o mental só vai fazer alguma diferença quando os aspectos físico, técnico e tático estiverem minimamente funcionais..

Jorge
Jorge
29 dias atrás

O que aconteceu com a bia não é falta de tênis,mas seu jogo ficou ultrapassado e de fácil leitura ,a parte física tá fraquíssima e o mental nem se fala , opinião sincera ,aposente senão vai ficar igual a vênus Williams se arrastando em quadra .

RICARDO
RICARDO
29 dias atrás

Força Bia, estaremos sempre torcendo por você. Tem muito trabalho pela frente mas vc está ciente disso e Já provou em outros momentos que pode se superar !

Andre
Andre
29 dias atrás

Vai bia! Trabalhando e trabalhando…
Os que criticam aqui nunca tiveram dificuldades e, no mínimo, “foram” TOP 10 do mundo em suas carreiras.
Acredito que encontrará o caminho, mas se não, o que fez já foi incrível.
Grato!!!

Aurelio
Aurelio
29 dias atrás

Começa o discurso em:
“reconstruir meu jogo”, “sair da zona de conforto”, “paciência e coragem”, “passinho para trás”

Mas logo sai dos trilhos:
“manter o meu padrão”, “algumas variações”

O “seu padrão” servia para um momento muito específico (2022/23), onde a Iga dominava sozinha o circuito e, para baixo, a competição era mais distribuída e o nível de exigência mais moderado. Fisicamente, a Bia era capaz de jogar do começo ao fim com um nível de intensidade muito alto (o que não acontece mais). As outras jogadoras oscilavam mais, e as mais novas não penetravam tanto no top-50 (não faziam frente).

Hoje, as jogadoras mais novas entram com certa facilidade no top-50, top-20 e mesmo top-10 não porque está mais fácil, mas porque já entram com muito mais recursos, mais informação e uma perfeita estrutura de profissionalismo por detrás. Com menos de 2000 pontos já dá pra entrar no top-20. As jogadoras “consolidadas” são perfeitamente “derrotáveis” com a tática correta, uma ampla variedade de golpes e um jogo ágil de quadra completa.

A Bia querer usar o de sempre (“manter o meu padrão”) vai completamente contra a primeira ideia de “reconstruir meu jogo”.

Reconstruir o saque por completo (de baixo para cima), começando por um 2o serviço sólido, com muitas variações (algo que o jogo de duplas poderia ajudar bastante). Acrescentar golpes que não tem (dropshots, etc), subir mais a rede nos momentos certos. Usar mais a cabeça, ao invés de tentar impor seu jogo independente da adversária. Variar o ritmo, utilizar os slices. Enxergar o jogo *POR SI SÓ*, dentro de quadra, sem depender do técnico o tempo todo, e saber que ferramentas usar e em que momentos da partida.

O “meu padrão”, com a concorrência que está aí, não serve pra muita coisa (é só perguntar pra Badosa, Kasatkina, Jabeur, Vekic, Tomljanovic, Kenin, Putintseva, Kudermetova, Krejcíkova, Sakkari, etc – não por acaso todas jogadoras próximas da casa dos 30 sofrendo para voltar ao top-50…). E preciso jogar melhor, de forma mais “completa”.

Ronildo
Ronildo
29 dias atrás
Responder para  Aurelio

A Bia tem seu jeito de jogar, que seria “seu padrão”. Você está pedindo para ela jogar totalmente diferente de como ela se sente bem em quadra? Ela falou claramente: manter meu padrão, que seria sua forma característica de jogar, junto com alguma constância e alguma variação. Quando ela menciona variação, não é justamente o que você disse que ela precisa? Não vejo contradição nas palavras dela.

Haroldo
Haroldo
29 dias atrás

E o pessoal interpretando as palavras de Bia é o mais cômico.
Sou fã de Bia Haddad e continuarei sendo, mas alguma resposta dela hoje ou no passado foi diferente, principalmente quando perde? Não, ela sempre nunca disse nada de relevante que pudesse ajudar a entender seu problema. Pelo menos não está chorando, e acho que seu mental melhorou.

Regis Resing
Regis Resing
29 dias atrás

Difícil ter alguma esperança porque as derrotas não são normais, são derrotas acachapantes.

Ronildo
Ronildo
29 dias atrás

Respondi alguns haters da Beatriz Haddad, aproveitadores. Teve um que não consegui entender o teor da mensagem, de tão pouco que escreveu. Não sei se achou engraçado a fala da Bia, se fez algum paralelo consigo mesmo, ou se sempre costuma se expressar desta maneira. Há loucos pra tudo, sim, há haters pra tudo!

yuri
yuri
29 dias atrás
Responder para  Ronildo

Comentários bem lúcidos que li anteriormente. O pessoal tem uma desconexão da realidade quanto à representatividade da Beatriz, o que ela fez em termos de tênis é gigantesco, em se tratando de tênis feminino, já que ela está atras apenas da Maria Esther Bueno. TITULO DE WTA 500, final de WTA 1000, semi de RG, quartas de US, titulo de duplas WTA 1000, ELITE trophy S/D, Final de AO duplas, o que mais precisa dizer?

Renato
Renato
29 dias atrás

É muito triste ver pessoas ridicularizando e tirando sarro da terceira maior tenista da história do Brasil…muito mais comentários na derrota do que na vitória.
Sinal dos tempos que vivemos.

Aqui, sigo no apoio, vamos Bia!!

Ronildo
Ronildo
29 dias atrás

Onde ela está dizendo ou onde disse que tinha o melhor mental e o melhor forehand?

Gabriel
Gabriel
29 dias atrás
Responder para  Ronildo

Ela disse num “monte sua jogadora perfeita” da ESPN, colocou coisas como o saque da Rybakina e movimentação da Gauff (coerente), e, ao mesmo tempo, elege o seu próprio forehand e sua mentalidade como ideais para a tal jogadora perfeita. Uma piada né…

Última edição 29 dias atrás by Gabriel
Ronildo
Ronildo
29 dias atrás
Responder para  Gabriel

Exagero, ela está apenas se valorizando. E alguma coisa boa deve ter para ter atingido o top 10.

Mauricio
Mauricio
29 dias atrás
Responder para  Ronildo

Para ESPN!! Passe pelas notícias deste site que vai encontrar .

Porkuat
Porkuat
29 dias atrás

Ninguém tem que decretar quando a Bia deve parar, os golpes ela tem, não tem como ela desaprender a jogar. Mas tênis profissional é sobre confiança e isso só vem com vitórias, se ela se sente apta a continuar deve seguir tentando e as coisas podem mudar rapidamente tanto para melhorar quanto pra piorar.
Desde quando ser derrotado em um esporte é vergonha? Vergonha é cometer crimes, roubar, lesar, faltar com respeito com os outros.

Última edição 29 dias atrás by Porkuat
Porkuat
Porkuat
29 dias atrás

Quando ela falou isso? Você pode nos indicar? É cada um que aparece.

NFdS
NFdS
29 dias atrás

Tudo muito estranho, parece desconectada da realidade. O discurso não bate com o que vemos. Será que não tem algum problema físico? A Badosa, p. ex., caiu no ranking porque tem um problema físico recorrente. Mas a Bia aparentemente está saudável. Alguém notou a mudança no saque?

Gustavo
Gustavo
29 dias atrás

Tem que pegar a Vênus William

Wanderson
Wanderson
29 dias atrás
Responder para  Gustavo

Nem da Vênus com 50 anos vence kk

Ranalfo Maia
Ranalfo Maia
29 dias atrás

Pra frente Bia! Mostre que vc é forte!

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