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Paris (França) – De volta às quartas de final de Roland Garros após cinco anos, Matteo Berrettini demonstra enorme confiança para ir ainda mais longe no torneio. Após triunfar em sets diretos sobre o argentino Juan Manuel Cerúndolo, o italiano destaca o estilo agressivo para retornar aos grandes resultados.
O ex-número 6 do mundo não competia em Paris desde 2021, quando também atingiu esta fase da competição e só parou diante do sérvio Novak Djokovic. Revigorado, o romano iniciou o torneio como o 105º colocado do ranking, mas já está subindo para o 47º posto.
Após salvar três set-points no tiebreak do terceiro set, Berrettini celebrou bastante o resultado. “Todos viram a comemoração depois da partida. Estou empolgado, feliz e grato. Foi um jogo muito duro e lutei até o fim, especialmente no terceiro set. Estava com uma quebra de desvantagem e perdendo por 6-3 no tiebreak, mas consegui me recuperar”, disse depois de fechar por 6/3, 7/6 (7-2) e 7/6 (8-6), em 2h28 de duelo.
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“Do primeiro ao último ponto eu estive presente. Estava me divertindo, falando coisas positivas para mim mesmo. É isso que o tênis significa para mim: estar motivado, feliz e pronto para competir. Acredito ter jogado em alto nível quase o tempo todo”, garantiu.
O tenista de 30 anos também ressaltou como conseguiu superar lesões e momentos de instabilidade emocional. “Isso torna tudo mais especial porque eu me lembro de como estava triste em certas épocas da vida. Hoje não estou surpreso, mas muito feliz”, declarou o ex-top 10.
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“Provei para mim mesmo mais uma vez que ainda consigo. Mesmo nos momentos mais difíceis, encontrei energia para seguir em frente. Tive a sorte de estar cercado por pessoas que me ajudaram a encontrar essa energia, com pensamentos positivos e boas vibrações”, exaltou.
O italiano passou por lesões que o tiraram dos grandes torneios em períodos distintos. “Não é fácil lidar com isso quando você está em um período sombrio, quando as coisas não estão dando certo e você luta até para bater algumas bolas ou simplesmente para competir”, admitiu.
“Tentamos entender se havia algo específico causando meus problemas físicos. Este é um esporte extremamente exigente, física e mentalmente. É necessário considerar as condições, viagens, horas de treino e de competição”, avaliou Berrettini.
One set to go 💪#RolandGarros pic.twitter.com/r8Qi0ZPUhe
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O experiente jogador decretou que o modo agressivo o conduz aos resultados expressivos. “Cheguei à conclusão de que meu corpo estava desgastado, o que é normal. Alguns jogadores têm um estilo mais suave. Eu jogo de maneira muito agressiva e intensa. Aceitei que essa é a minha identidade como jogador”, assegurou.
“A chave foi encontrar confiança para bater em cada bola a 100%. Foi isso que me tornou bem-sucedido ao longo da carreira. O que me fez ter sucesso foi bater forte na bola, imprimindo muito peso nos golpes. Por isso acredito que meu saque e minha direita são, obviamente, as maiores armas do meu jogo”, destacou Berrettini.
O romano faz duelo inédito com o compatriota e xará Matteo Arnaldi, que superou maratona de quase 5h30 contra o norte-americano Frances Tiafoe. “Ele também voltou recentemente de uma lesão complicada no pé e ficou muito tempo sem conseguir jogar como gostaria. É um grande competidor”, disse Berrettini.
An all-Matteo clash awaits 🇮🇹#RolandGarros pic.twitter.com/0UbKBGIgDq
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Apesar da mesma nacionalidade, o experiente tenista quer deixar a questão pessoal de lado. “Quando você joga por si mesmo, não importa muito quem está do outro lado da rede. Claro que enfrentar um compatriota é um pouco mais complicado, mas faz parte do nosso trabalho”, afirmou.
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Estou feliz por uma chegada tão forte da Itália. Acho que vai dar Berretini, mas quem vencer, já tá bom ora mim.
O Berreta é guerreiro e está tentando voltar aos bons tempos.
Avalanche italiana nas quartas de final, só deu Itália hoje! Berretini, Arnaldi e Cobolli vitoriosos!!!