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Tal qual aconteceu há 12 anos em Londres, os finalistas de Wimbledon vão decidir o ouro olímpico. A enorme diferença é que em 2012 os dois torneios aconteceram sobre a grama do All England Club e Andy Murray, levado às lágrimas ao perder o tão sonhado Grand Slam para Roger Federer, se reabilitou brilhantemente e bateu o suíço na luta pelo ouro com enorme soberania em quadra.
Há três semanas, Carlos Alcaraz atropelou Novak Djokovic para conquistar o bicampeonato em Wimbledon e os dois terão um reencontro dourado neste domingo, valendo agora o título olímpico no saibro de Roland Garros, onde o espanhol é o atual campeão e o sérvio já ergueu três troféus.
Naquelas ironias do destino, Djokovic machucou o joelho direito e nem entrou em quadra para jogar as quartas do Slam francês há dois meses e tudo parecia conspirar contra seu grande objetivo da temporada, que era colocar a inédita medalha de ouro no peito. Agora, só falta um degrau para o chamado ‘Golden Slam’, aquele feito incrível que tão poucos possuem no tênis, que é colecionar um troféu em cada Slam e também o título olímpico, clube exclusivo onde estão Steffi Graf, Serena Williams, Andre Agassi e Rafael Nadal.
Há também façanhas à espera de Alcaraz, que poderá repetir Rafael Nadal de 2008 e ganhar os dois Slam europeus antes do ouro. Ele também tenta ser o mais jovem campeão olímpico, superando marca centenária do norte-americano Vincent Richards, vencedor de Paris-1924 com os mesmos 21 anos, porém 29 dias a mais que Carlitos.
Nole dá resposta, Alcaraz atropela
E foi o mesmo joelho direito quem deu o tom dramático das semifinais desta sexta-feira. Ficou no ar a dúvida sobre a presença de Nole na partida contra Lorenzo Musetti, assim como as condições que conseguiria desempenhar diante de um tenista 15 anos mais jovem e em ótimo momento. Nole não decepcionou. Jogou com firmeza desde o primeiro game, superou games exigentes e aproveitou a incrível vacilada do italiano, que não capitalizou 40-0 para empatar o placar no 10º game, com um erro bisonho na terceira tentativa.
Musetti esteve duas vezes com quebra à frente no segundo set, momento em que se via Djokovic contrariado e esbravejando com suas falhas, e nem assim achou um caminho para superar o adversário, que cobria muito bem a quadra na base, sem qualquer limitação física. O italiano entrou no ‘desespero tático’ e terminou com todos os serviços quebrados no segundo set, matemática básica entre um saque inseguro contra uma devolução magnífica.
Muito diferente foi a vitória de Alcaraz. O canadense Félix Auger-Aliassime nem jogou tão mal, mas a ideia de máxima agressividade com o forehand dependia do primeiro saque e o golpe só teve índice aceitável no primeiro set. O espanhol até ficou acuado no começo, mas então entendeu que era ideal devolver lá de trás e entrar em todos os pontos. Isso bastou para o canadense exagerar com dupla falta no break-point ou ficar afoito, a ponto de anotar 5 winners e 23 erros em toda a partida. Alcaraz não poderia querer mais: atuação solta e criativa com pouco tempo em quadra.
O que esperar no domingo?
Todos os ângulos dão favoritismo para o espanhol no jogo já marcado para as 9h deste domingo. Enorme confiança com os grandes títulos recentes e espetacular vitória em Wimbledon sobre Djokovic, menor pressão por não ter ainda qualquer obsessão olímpica, tenra idade para exibir seu estilo de forte apelo físico. Pode tanto apostar em alongar pontos como tirar o adversário da base com curtinhas ou arriscar definições na segunda bola.
O sérvio certamente faz sua última aparição nos Jogos, precisa proteger o joelho e achar solução tática muito diferente do que fez na grama londrina, em que a postura de pressionar o espanhol e encurtar pontos foi desastrosa na execução. Claro que ele deve insistir no ataque ao segundo serviço do espanhol, que evoluiu mas ainda é um ponto frágil, e a partir daí desestabilizar o rival.
O bom de tudo isso é que são dois tenistas de excepcionais recursos técnicos e corações gigantes. Do tamanho que se exige de um genuíno campeão olímpico.
P.S. Aproveite e vote no Desafio Olímpico!
E mais
– Saíram as primeiras medalhas. Iga Swiatek recuperou o jogo firme e levou o bronze em cima de Anna Schmiedlova, a primeira medalha polonesa do tênis.
– Nas mistas, final emocionante deu o ouro aos tchecos Tomas Machac e Karolina Siniakova, ela agora com dois títulos olímpicos. No duelo pelo bronze, o Canadá de Aliassime e Gabriela Dabrowski bateu os holandeses Schuurs/Koolhof.
– Errani é outra que pode atingir o ‘Golden Slam’, mas em duplas. Ela e Paolini garantiram a segunda medalha olímpica da Itália em toda a história e a maior delas, já que a outra foi um bronze em 1924. Musetti também pode se juntar, se vencer Aliassime neste sábado.
– As outras finalistas de duplas são Mirra Andreeva e Diana Shnaider, que não podem representar a Rússia.
– Ebden e Peers colocaram a Austrália na final e assim teremos uma decisão de verdadeiros duplistas contra Ram e Krajicek.
– O sábado começa com essa final de duplas masculinas, seguida pela disputa do bronze e segue com a final feminina entre Qinwen Zheng e Donna Vekic, às 10h30. Depois, Musetti e Aliassime definem o bronze.
– Como Sinner desistiu dos Jogos, repete-se o curioso caso de que jamais o líder do ranking masculino ganhou o torneio olímpico.
– Nenhum dos campeões de Tóquio conseguiu sequer chegar na final de Paris.










Minha parte favorita é como os fãs do Rafa não podem nem culpar a chave do Novak aqui, porque ele não só derrotou Carlos na final, mas também destruiu seu homem, Rafa.
Uma das maiores partidas de sua carreira.
Uma das melhores atuações de sua carreira.
Uma das maiores vitórias de sua carreira.
Você joga tênis profissional há 20 anos e tem uma última chance de ganhar a única coisa que ainda não ganhou.
A maioria dos tenistas desmoronariam sob esse tipo de pressão. E Djokovic, com menos de 100% de movimentação, fez uma partida impecável.
Goat fazendo coisas que goat fazem:
Novak Djokovic, da Sérvia, que venceu um espanhol na final olímpica, conversando com a TV espanhola em espanhol fluente
Enquanto isso têm uns aqui no blog que acham que tenista não precisa falar inglês (que os torneios devem contratar tradutores…)
Li no Twitter:
Just call him Novak Goldovich.
Kkkkkk
As Olimpíadas reafirmaram absolutamente para mim que Novak Djokovic é o rei da pressão compartimentada para vencer. Fora de forma, lesionado, desesperado para vencer o torneio em sua última oportunidade realista de fazê-lo…
Não deixou um set pelo caminho
Acabo de ver uma foto maravilhosa do Djoko chorando abraçado com a filha após a vitória, q coisa linda. Família é tudo…
O Alcatraz com o nível de tênis da partida de hj teria vencido qualquer outro no mundo em dois sets, sejamos honestos. Só azar que ele enfrentou o maior de todos os tempos canalizando tudo em uma de suas maiores atuações.
Federer tem 1 medalha de prata
Nadal 1 de ouro
Novak tem 1 de ouro e 1 de bronze.
Até no quadro de medalhas Nole tá em primeiro
Kkkkk
Djokovic deu o seu melhor e Alcaraz não deu o seu melhor?
Ambos nas suas melhores versões hj. Djokovic jogou melhor hoje, só q Alcaraz no seu melhor não é tão bom quanto Novak no seu melhor.
Ambos serviram acima de 70% nos primeiros saques.
Ambos salvaram cerca de 15 break points sem uma única quebra de saque, estatísticas assustadoras de como jogaram nas suas melhores versões.
A partida durou 3 horas, apesar de terem sido disputados apenas 2 sets.
Tem um colega de blog q disse que o alcaraz ganharia em 40 minutos
Kkkkk
Esse vai ficar afastado por algum tempo. O estado de choque dessa vez foi no grau máximo.
Disseram que ele não conseguia mais vencer os melhores jogadores, disseram que Alcaraz estava em uma liga diferente, disseram que ele não estava em forma, não era forte o suficiente, perdeu o ânimo, perdeu a motivação, não consegue mais vencer grandes eventos .
O que eles estão dizendo hoje?
Os dois forehands que Djokovic acertou na quadra foram simplesmente absurdos.
Aliás, o ponto do título deu a Alcaraz um gostinho do seu próprio veneno ehehe
João Fonseca acaba de ganhar o torneio challenger de lexington do descrente de chineses australiano li tu. 6/1 6/4. O primeiro set durou 28 minutos e rapidamente João abriu 5/0 o li tu fez um game e João fechou em seguida. O australiano tem um bom bachand de uma mão e um bom voleio.no segundo set houve uma quebra de saque do li e João fechou em 6/4 .duracao do jogo 1hora é 14 minutos. João com muita confiança em seus games de saque. Fez 5 aces no primeiro set.ganhou com tranquilidade
E sobre o sérvio? A conferir!
E sobre a lesão a lá RG ? A conferir!
E sobre despeito?
CONFERIDO.
Em primeiro lugar, discordando do Dalcim, o Golden Slam vale demais.
E o clube seleto q no masculino contava apenas com Rafa e Agassi, agora tem a honra de aceitar um novo sócio ilustre. Parabéns Djoko, venceu com todos os méritos…
Imaginei que estaria pegando fogo aqui com mais essa mega conquista do sérvio. Agora acho que dá pra ele se aposentar em grande estilo.
Não vi o jogo, não sei se Alcaraz sentiu o físico ou algo assim, mas Djokovic é Djokovic.
O melhor tenista em decisões que já existiu na era aberta. E impressionante como o cara não perde tie-breaks!
Não gosto dele, é uma figura de caráter duvidoso e que não me desce de jeito nenhum, mas a verdade é que não existe objetivo que esse homem não alcance no tênis. Fato.
Os detratores e haters sumiram. Parabéns pela sinceridade no seu comentário.
É só você olhar a página de notícias com mais de 250 comentários (até agora).
Não, Alcaraz jogou muito bem e não sentiu nada. Salvou vários big points, inclusive um 0-40. Djoko jogou um absurdo também e o ouro foi decidido nos tiebreaks.
Finalmente concordamos caríssimo Piloto. ” Novak Djokovic já provou que é um excelente Saibrista, o favoritismo do fenômeno é relativo” , está postado , antes do jogo. Carlos Alcaraz não concretizou 8 Break-points contra 6 de Djokovic. Repetiu Federer com muito mais WINNERS. Exigiu tanto que provou que Sérvio não tinha lesão alguma . O mais eficiente jogador da história mais uma vez confirmou esta condição. Venceu 3 Tiebreaks contra Suíço e os dois contra Alcaraz em outra partida Épica . Fez novamente por merecer. Abs !
Winners importantes foram o voleio para fechar o primeiro set, aquela pancada de forehand cruzada no tiebreak do segundo e o match point, com toda a potência que ele tinha e não tinha pra ganhar o tão sonhado ouro olímpico.
Sim, mais uma partida épica entre esses monstros.
Abs!
Concordo com você Rodrigo em relação ao caráter. Mas ganhou hoje o ouro. Jogou muito bem. Parabéns nole
Eu estou só aguardando o novo post do mestre.
Peço desculpas ao Dalcim e aos(às) comentaristas do blog pelo textão de ontem. Antes do sexto confronto, em Wimbledon, Dalcim e vários aqui cravaram 50% a 50% de chances para cada um e discordei do equilíbrio por acreditar que Nole venceria por 3 a 1. O que se viu foi bem diferente de tudo isso e Alcaraz atropelou sem dó muito por conta da escolha tática errada e teimosia do sérvio.
Para o jogo de hoje eu imaginava que Nole entraria com sangue nos olhos por saber que tinha nas mãos talvez sua última oportunidade de fazer história nas Olimpíadas e disposto a não dar qualquer chance para o espanhol crescer e acreditar que teria a mesma facilidade. Na enquete, fui de 2 a 1 por achar que seria ainda mais duro do que os dois fizeram ser. Que jogo, quanta entrega!
Melhor partida do ano.
Talvez nunca vejamos um jogo de 3 sets melhor
O que aconteceu com a troca da Guarda? Kkkkkkk
Aos 37 anos, na quadra da Philippe Chatrier, a quadra principal de Roland Garros, a qual foi massacrado várias vezes pelo maior jogador da história do saibro – Rafael Nadal -, Djokovic consegue a láurea que faltava à sua grande carreira. As olimpíadas eram o único triunfo que Novak nunca conquistara, amargando 02 bronzes e derrotas acachapantes contra Del Potro, Zverev, Nadal e Murray. Todas elas, com muita entrega, mas dominadas por um adversário melhor. O que parecia algo congênito, uma espécie de maldição a manchar a sua carreira, veio tombar justamente quando era mais inesperado a sua vitória. Com 16 anos a mais que seu oponente. Com os últimos confrontos barrados por um concorrente melhor. Ponto a ponto, com muita frieza, com muita paciência e estratégia, ele foi minando e se impondo ao adversário. Com o saque em slice, aberto, como seu aliado. Uma direita funcionando melhor que seu backhand, seu melhor golpe. Conseguiu cadenciar o jogo, única forma de por o espanhol nas cordas, e segurá-lo sob a pressão da final. Com pouquíssimos erros não forçados, que melhor dizendo é a perfeição de manter o jogo aceso e escapar das linhas. Foi delineando um jogo estudado, girando uma bola na esquerda do adversário para fugir da sua passada. A la Nadal. Variando o jogo muito cuidado, sem erros, para não anunciar sua próxima jogada. Tudo isso com o joelho limitado por uma lesão recente, submetida a cirurgia, em período de 02 meses. Alcaraz, por sua vez, com 21 anos. Um assombro de jogador, reunido nele o melhor dos 3 maiores tenistas da história. Com todas as valências de um campeão. Escondendo o golpe até o último momento, e soltando curtinhas nos momentos mais difíceis da partida. Batendo forte na bola a 03 metros da baseline. Voleando bolas com perfeição, de todas as maneiras. A la Federer, sabe ser munheca leve e forte, conforme a precisão das jogadas. Diferente dos momentos de pressão de Wimbledon, não soube (ou não conseguiu) elevar o nível no momente de decisão. Sucumbindo nas partes mais angustiantes da partida. Senhoras e senhores, que jogo! Decidido em tie-breaks, na mais inquietante das emoções. Djoko, você é o new Tesla da europa. Você é o novo Nikola Tesla da sérvia. Toda a sua carreira foi achincalhada por ser bom. Por ser muito bom e destronar dois grandes jogadores da história. A mim, você devolveu o gosto de assistir o tênis, pós-Guga. Naquele longínquo Wimbledon de 2011. Eu nasci muito tarde para ver as grandes navegações, e nasci muito cedo para as explorações espaciais, mas eu vi Novak Djokovic no seus melhores dias.
Uau!