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Paris (França) – Após sofrer virada nas quartas de final em Roland Garros, Félix Auger-Aliassime demonstrou enorme frustração, mas destacou como Flavio Cobolli se adaptou melhor às condições adversas. O canadense analisou a virada sofrida e disse que precisa evoluir para alçar voos mais altos.
Após vencer o primeiro set, a direção do torneio decidiu fechar o teto da quadra Philippe-Chatrier. O cabeça de chave 4 chegou a estar na frente por 6/4 e 3/1, mas viu o italiano elevar o nível, principalmente com o saque e o forehand consistentes.
“Ele foi superior. Méritos para ele. Eu preciso evoluir. É isso. Perdi um voleio importante quando liderava. Estava em boa posição, mas joguei na rede. Depois ele devolveu bem, forcei uma direita e sofri a quebra. A partir dali ele voltou para o jogo e começou a atuar melhor”, reconheceu.
Boarding complete ✈️
Flavio Cobolli has officially landed in his first Grand Slam semifinal 🔝🎾
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O canadense lamentou as chances perdidas, mas deu méritos ao adversário. “Se eu tivesse sido mais preciso e decisivo naquele game de saque, poderia ter sido diferente. Mas, depois disso, ele foi superior. Preciso dar crédito ao Flavio. Tivemos trocas muito duras e ele simplesmente jogou mais tênis do que eu. Sacou muito bem também”, prosseguiu o tenista de 25 anos.
Sobre as condições adversas, Aliassime analisou a partida como um todo. “No primeiro set aquilo não era realmente tênis. Você estava apenas tentando manter a bola em jogo por causa do vento forte. Mesmo com o teto fechado, a quadra continuou lenta e pesada. Meu saque não teve impacto e ele encontrou soluções melhores do que eu”, avaliou.
Felix and Flavio are ready to grind it out for a spot in the semifinals 😤#RolandGarros pic.twitter.com/VVREn8LFbE
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“No segundo set tive uma pequena queda de concentração. Estava jogando da maneira certa, sendo agressivo, mas faltou precisão em alguns momentos. Depois fiz bons ajustes, mas errei feio uma direita no 0-40. Desperdicei uma bola que normalmente é minha principal arma”, lamentou o cabeça de chave 4.
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Indagado sobre a força do tênis italiano, que garantiu novamente um finalista em Paris, Aliassime contemporizou a situação. “Isso pode ajudar, mas não é motivo para o meu fracasso hoje. No fim das contas, já houve grandes jogadores que passaram a carreira inteira sozinhos, sem um compatriota de destaque ao lado”, ponderou.
“Ficarei muito feliz pelo sucesso do Denis Shapovalov, do Gabriel Diallo e dos outros canadenses, mas o sucesso deles e o meu são histórias diferentes”, disse. Mesmo com queda nas quartas de final, o atleta de Montreal vai atingir o melhor ranking da carreira, subindo para a quarta posição.
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Mesmo com a boa campanha, o canadense deixa o torneio desgostoso com o desempenho contra Cobolli, com a sensação de que poderia ter feito mais. “Em uma perspectiva mais ampla, eu não posso reclamar da minha vida. Mas, neste momento da minha carreira, isso é muito difícil”, desabafou.
“Estou arrasado hoje. Normalmente, lido bem com derrotas. Durante toda a minha carreira eu voltava aos treinos com otimismo e positividade. Mas agora sinto que não sou o jogador que quero ser. Por isso, hoje é um dia difícil”, encerrou Aliassime.
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Pois é no fundo deve saber que desperdiçou provavelmente sua única chance de jogar uma final de grad slam.
“arrasado”? Saiu da quadra inteiraço. muito conformado