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Paris (França) – Sorana Cirstea celebrou bastante o retorno às quartas de final em Roland Garros depois de 17 anos de espera. Em sua última temporada no circuito, a romena vive a melhor fase de sua trajetória e se emocionou após o triunfo sobre a chinesa Xiyu Wang em sets diretos.
A tenista de 36 anos finalmente atingiu o top 20 com boas campanhas em 2026 e salientou como a maturidade tem papel essencial na ascensão nesta reta final da carreira. Ela ainda refletiu sobre como vivencia momento de paz interior para seguir surpreendendo.
“Em 2009, eu era apenas uma menina começando no circuito, sem entender muito bem o que estava acontecendo. Hoje tenho muitos anos de experiência. Sou uma jogadora completamente diferente. É muito bonito ver a forma como evoluí como atleta ao longo de todos esses anos”, celebrou.
17 years later, Sorana Cirstea is back into the Roland-Garros quarters 🎞️#RolandGarros pic.twitter.com/n0TgTiN5F9
— Roland-Garros (@rolandgarros) May 31, 2026
Embalada pelos bons resultados, Cirstea foi novamente indagada se pretende mudar de ideia sobre a aposentadoria ao término desta temporada. “Ainda não mudei minha decisão. Estou levando semana após semana e não quero colocar pressão extra sobre mim mesma”, ponderou.
“Este ano está sendo muito melhor do que eu esperava. Entrei nesta temporada pensando que seria meu último ano e queria me despedir do esporte da melhor maneira possível. Nos últimos anos percebi o quanto amo este esporte”, confidenciou.
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A tenista de Bucareste analisou o triunfo sobre Wang e espera seguir evoluindo. Ela tenta semifinais inéditas diante da russa Mirra Andreeva, cabeça de chave 8. “Estou muito feliz com a vitória. Achei que foi uma grande partida. Mesmo quando abri 6/3 e 5/2, ela estava jogando muito bem. Tive sorte por conseguir fechar rápido naquele momento”, disse.
Cirstea também relembrou o período difícil, quando precisou tratar uma lesão no pé em 2024. “Depois da cirurgia, comecei a jogar muito bem após Wimbledon do ano passado e estou feliz por conseguir manter esse nível semana após semana. Talvez seja a primeira vez na minha carreira em que consigo atingir esse nível em praticamente todas as partidas”, comemorou.
“Sempre fui uma jogadora perigosa, capaz de vencer qualquer uma, mas às vezes era muito instável. Agora meu nível jogando no fundo a partir da base melhorou. Toda vez que entro em quadra, consigo atingir ao menos um tênis nota sete de dez”, assegurou.
Sem arrependimentos na carreira e em paz com o passado
A atual número 18 do mundo fez uma reflexão sobre as oscilações durante a jornada. “Quando eu era muito jovem, cada partida parecia uma questão de vida ou morte. Se eu ganhava, ficava extremamente feliz. Se perdia, passava dois dias chorando”, admitiu.
“Hoje, tenho a mesma paixão pelo tênis e entendo que é o meu trabalho. A maior mudança foi mental. A cada ano fiquei um pouco melhor nesse aspecto e encontrei minha paz, estou bem com o meu passado. Não tenho arrependimentos pelos últimos anos da minha carreira. Dei 100% de mim e estou aqui porque trabalhei muito duro. Eu mereço estar aqui”, reiterou.
Sorana’s moment 🤩
Back in the #RolandGarros quarterfinals after 17 years! pic.twitter.com/BWKAeEszd4
— Roland-Garros (@rolandgarros) May 31, 2026
Já sobre o desenvolvimento do tênis feminino, Cirstea voltou a exaltar como o esporte ficou mais dinâmico. “O aspecto físico mudou completamente. Hoje todas as jogadoras são muito fortes fisicamente. Antes eu precisava de um ou dois bons golpes para ganhar um ponto. Agora preciso de três, quatro ou cinco”, avaliou.
“A recuperação se tornou tão importante quanto os treinos. O jogo ficou muito mais completo. Para estar no topo, você precisa atacar, defender, se movimentar bem, sacar e devolver”, completou a romena.
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Cirstea mantém grande momento e volta às quartas após 17 anos












Está igual a Collins, jogou melhor na sua turne de despedida em 2024, tanto que adiou para 2025.
Não vejo porque parar, a não ser curtir os milhões acumulados sem preocupação com treinos, fisioterapia e viagens. Tá jogando muito.