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Paris (França) – Depois de conseguir um resultado histórico para o tênis brasileiro em Roland Garros, João Fonseca falou sobre o impacto da vitória desta sexta-feira sobre o tricampeão Novak Djokovic. Para chegar às oitavas de final de um Grand Slam pela primeira vez aos 19 anos, Fonseca precisou lutar por cinco sets e 4h53, além de reverter uma desvantagem de dois sets, como já havia acontecido contra o croata Dino Prizmic na rodada anterior.
Ainda assimilando o tamanho da vitória, o carioca admitiu que nem sempre acreditou que conseguiria a virada diante de Djokovic. “Em alguns momentos, nem eu acreditava. Ele estava me destruindo, batendo forte na bola, usando bolas mais altas e também os drop-shots. Então tentei focar apenas no ponto a ponto, sem pensar que ainda precisava ganhar mais três sets”.
Fonseca contou que passou a enxergar uma possibilidade maior de reação a partir do terceiro set, quando percebeu o sérvio um pouco mais desgastado. “Achei que ele poderia estar mais cansado, o que me deu esperança. Quando venci o terceiro set comecei a acreditar mais. E no quinto set foi puro coração”.
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A parcial decisiva começou de maneira complicada para o brasileiro, que sofreu uma quebra logo no início. Mesmo assim, ele manteve a confiança na própria devolução e conseguiu seguir pressionando o saque do adversário. “Sabia que estava fazendo boas devoluções e deixando ele incomodado nos games de saque. Fui acreditando, fui ficando no jogo. Já eram mais de quatro horas de partida e eu precisava entregar tudo para ganhar, porque não viria nada de graça”.
Fonseca também destacou o nível físico impressionante de Djokovic mesmo após quase cinco horas de confronto. “Eu só tentava bater na bola o mais forte possível. O Djokovic simplesmente não erra. A gente ainda acha que ele tem 20 anos. No fim da partida, parecia que ele estava mais inteiro fisicamente do que eu”.
Mesmo diante da pressão, o brasileiro conseguiu sacar muito bem nos momentos finais da partida e brincou com a sequência de aces no último game da partida. “Eu só acreditava que poderia fazer aces. Me senti o John Isner. Foi uma loucura, nunca tinha feito isso antes”.
O carioca ainda falou sobre a emoção de enfrentar Djokovic justamente na quadra Philippe Chatrier e revelou que teve dificuldades até para dormir na noite anterior ao jogo. “Foi simplesmente uma honra compartilhar a quadra com ele. Ontem foi difícil dormir, com muitos pensamentos na cabeça. É uma quadra muito importante para o tênis e também para o Brasil”.
Durante a entrevista em quadra, Fonseca afirmou que tentou aproveitar cada momento da experiência contra um dos maiores nomes da história do esporte. “Na verdade, eu nem acreditava que poderia ganhar. Só tentei jogar e desfrutar do momento. Foi um prazer enorme dividir a quadra com um ídolo como ele”.
Com o resultado, Fonseca recoloca o tênis masculino brasileiro nas oitavas de final de um Grand Slam depois de 16 anos. Até então, o último atleta do país a alcançar essa fase havia sido Thomaz Bellucci, também no saibro parisiense, em 2010. Ainda assim, o atual 30º do mundo está tendo uma subida discreta no ranking. Ele defendia terceira rodada e está ganhando uma posição.
Questionado sobre as expectativas em torno de sua carreira, o brasileiro afirmou que tenta se afastar das redes sociais para manter o foco no trabalho diário e na evolução gradual dentro do circuito. “Sonhar sempre dá, não custa nada. O meu sonho era jogar contra o Djokovic e talvez ganhar dele. Claro que também sonho em ganhar um Grand Slam e ser número 1 do mundo, mas uma coisa de cada vez”.
“Acredito muito na minha equipe”, afirma Fonseca
Fonseca também saiu em defesa de sua equipe de trabalho, frequentemente questionada por não estar baseada na Europa. “Existe uma pressão muito grande sobre eles e até um certo preconceito com treinadores brasileiros. Mas eu acredito muito na minha equipe. Eles agregam demais no dia a dia e treinamos o máximo possível”.
Ainda em processo de adaptação às exigências do circuito profissional, o brasileiro destacou a importância da recuperação física para a sequência do torneio. “Não tenho tanta experiência em jogos assim, mas quero estar o melhor possível fisicamente para entrar com tudo na próxima partida”.
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— Roland-Garros (@rolandgarros) May 29, 2026
Agora, Fonseca terá pela frente o norueguês Casper Ruud, ex-número 2 do mundo e duas vezes finalista de Roland Garros, que também precisou de cinco sets para avançar às oitavas. Mesmo já pensando no próximo desafio, o brasileiro garantiu que tenta aproveitar ao máximo o momento vivido em Paris.
“A primeira coisa que fiz foi conversar com meus treinadores sobre o jogo de domingo. Eles me disseram apenas: ‘Cara, desfruta’. E é isso que eu quero fazer agora”, concluiu.











Que temporada vai se desenhando. Jogou com Sinner, Alcaraz, Shelton, Zverev, e agora ganhou do Djokovic, chegando nas oitavas de Roland Garros. Na torcida por vôos mais altos.
Show, só isso! Que desafio é enfrentar uma partida dessa, e ainda 5 sets de virada! Super legal o que aconteceu hoje, torço também pelo 25GS, mas João ainda muito novo está trazendo alegria para gente e pro tenis brasileiro!
Desejo que avance mais, mas vai cada vez mais calando os críticos de “jogador mediano”, tanta gente da nata do tenis falando alto dele, o problema é que ele não atingiu sua maturidade e estão julgando ele sempre como se fosse um jogador de 21 anos já mais tarimbado, aí vem a história dos outros X, Y, Z, etc que não tem nada haver com a carreira dele, mal está completando um ano de profissional!
Cadê os que diziam chances nulas do Fonseca ganhar?!
Para de falar que quer ser nº 1 Fonseca, os haters odeiam isso kk
Faço das palavras do sérvio as minhas. Os haters piram.
Parabéns João Fonseca,antes de ser fã do Djokovic eu sou brasileiro e torço sempre para os brasileiros, muitos torcem para o Djokovic, Alcaraz, Sinner,etc contra brasileiros,eu acho um absurdo,pois duvido que tenha um sérvio que torça contra o Djokovic,um espanhol que contra o Alcaraz, um italiano que torça contra o Sinner, lá o povo é patriota e tem orgulho disso,eu sou brasileiro, patriota e tenho muito orgulho do meu país,apesar dos poderosos
Que sorte a nossa termos um jogador brasileiro como o João! Além de talentoso, educado e humilde. Show de garoto!
Perfeito.
Mas tantas qualidades incomoda os invejosos e desprovidos de talento e capacidade.