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Paris (França) – Logo após garantir vaga na terceira rodada em Roland Garros, Iga Swiatek comentou sobre as diferenças no cenário atual entre os circuitos feminino e masculino. A polonesa também analisou a sólida atuação diante da canhota tcheca Sara Bejlek e destacou a flexibilidade para se adaptar à adversária.
A tetracampeã disse que o equilíbrio no circuito feminino torna o torneio mais aberto e atrativo, com várias postulantes ao título em Paris. Ela concorda com a colega Elina Svitolina, que também vê chances para diversas jogadoras.
“Quando Ashley Barty se aposentou, muita gente dizia que não existia mais uma jogadora dominante e reclamava da inconsistência da WTA. Agora existem várias jogadoras capazes de ganhar”, comentou a ex-número 1 do mundo.
Ainda nesta linha, Swiatek acredita que o momento da WTA é positivo para proporcionar partidas mais emocionantes. “Acho isso interessante para os fãs, porque conseguimos surpreender com campeãs diferentes em torneios diversos”, prosseguiu.
“Por outro lado, também existe consistência nos resultados das principais jogadoras, e isso é positivo porque os torcedores conseguem acompanhá-las por mais tempo”, avaliou a polonesa.
Iga’s second round highlights dropped ↘️#RolandGarros pic.twitter.com/PqG8hFbKiq
— Roland-Garros (@rolandgarros) May 27, 2026
A atual número 3 do ranking comparou o circuito masculino e lamentou a lesão de Carlos Alcaraz. “Na ATP temos o Jannik Sinner, que está jogando muito, e o Carlos, que está fora. Mas os dois vinham vencendo a maioria dos torneios. Eu adoro vê-los jogar, mas sem dúvida o circuito masculino está um pouco mais previsível”, atestou.
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Já sobre o triunfo diante de Bejlek, a polonesa disse que precisou se adequar durante o confronto. “Foi um jogo complicado em termos de ritmo, porque a Sara joga de um jeito diferente da maioria das meninas”, analisou.
“Gostei da forma como consegui me adaptar e tomar decisões durante a partida. Nos momentos importantes, consegui manter o foco e ter paciência suficiente para jogar de maneira sólida. Às vezes, não estava tão claro o momento certo de atacar ou de ficar mais atrás. No geral, senti que lidei bem com isso”, celebrou.
“O ritmo da partida não era tão previsível. Ela foi uma adversária bem imprevisível. Mas isso não me incomodou. Eu queria justamente ser flexível. Quando você tenta atacar praticamente todas as bolas, é normal cometer mais erros. É muito mais fácil só devolver a bola do que acelerar”, afirmou Swiatek. Cabeça de chave 3, ela agora enfrenta a compatriota Magda Linette. O histórico aponta uma vitória para cada lado.
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A imprevisibilidade do circuito feminino não combina com alta qualidade do tênis jogado… Neste quesito, o tênis masculino é superior em relação à qualidade técnica do tenis jogado, até por isso, o circuito masculino se torna mais previsível e coerente que o circuito feminino…
Acompanho o circuito a mais 20 anos. E sempre foi assim!
Ela tem total razão haja vista a Ribakyna nº 2 do mundo que jogou podre hoje e perdeu na 2º rodada. Insano.
No caso de tênis, imprevisível que é ruim, isso gera zona de conforto. As tenistas aceitam que essa é uma realidade das mulheres e tudo bem para elas.
Mas a previsibilidade do masculino com Sinner e Alcaraz bem acima, gera mais luta, mais vontade de melhorar para se igualar aos caras.
Concordo, mas mesmo assim o tenis masculino segue sendo muito maior tanto que não há jogos feminino na sessão noturno, pois poucas pessoas curtem.