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Paris (França) – Em seu primeiro Grand Slam desde o Australian Open do ano passado, Thanasi Kokkinakis conseguiu superar a estreia em Roland Garros com uma virada em cinco sets para cima do tenista da casa Terence Atmane. Na entrevista coletiva após a partida, ele contou que seu foco na preparação para Roland Garros era competir saudável.
“Nos últimos três dias, mal treinei, pois minha única prioridade era chegar à partida o mais saudável possível. É uma sensação muito estranha entrar em quadra pensando mais no meu braço do que no meu adversário. Minha única ideia era chegar a uns 100% e então tentar competir”, afirmou o australiano, que só disputou três partidas na temporada e venceu todas.
“Há poucos dias, eu nem sabia se ia jogar. Havia pessoas que queriam vir me ver e eu disse para ficarem em casa porque estava com medo de que, se jogasse algumas partidas, algo poderia quebrar de novo. Eu estava muito nervoso e com muito medo antes da partida. Quando começou, eu só tentei sobreviver com a energia do momento”, falou Kokkinakis.
Em fevereiro de 2025, Kokkinakis foi submetido a um procedimento cirúrgico revolucionário para reconectar o músculo peitoral direito ao ombro usando um tendão de Aquiles de um doador falecido. O procedimento foi necessário para corrigir uma rara ruptura de grau três que se desenvolveu ao longo de anos de microlesões contínuas.
O retorno tem sido complexo para o tenista de 30 anos. “A situação não é normal e a parte mais difícil é que praticamente ninguém sabia exatamente o que eu deveria sentir depois dessa operação. Consultei muitos médicos, incluindo o médico de Rafa Nadal, e muitos me disseram que nunca tinham visto nada parecido. Nenhum tenista jamais havia passado por algo assim”.
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Kokkinakis diz que está aprendendo coisas novas sobre como lidar com o copo depois da operação todos os dias. “Estou constantemente tentando descobrir quais desconfortos são normais durante o processo e quais podem ser sinais de alerta. Honestamente, isso consome completamente a minha vida”, afirmou.
“É a primeira coisa em que penso todas as manhãs quando acordo. Muitas vezes, durante as partidas, nem penso muito no adversário. Só espero que meu braço aguente. Dias como hoje me dão muita esperança de que talvez isso não aconteça e eu ainda possa ir um pouco mais longe”, destacou o australiano, que na quarta-feira enfrentará o espanhol Pablo Carreño.









