Deprecated: Using null as an array offset is deprecated, use an empty string instead in /home/httpd/html/tenisbrasil.com.br/public_html/wp-content/plugins/advanced-ads/includes/abstracts/abstract-group.php on line 658
Paris (França) – Após sair do buraco e anotar grande virada na estreia em Roland Garros, Elina Svitolina demonstrou otimismo para a sequência do torneio, mas sem criar expectativas exageradas. A ucraniana admitiu dificuldades na virada sobre a húngara Anna Bondar e não se coloca entre as favoritas ao título.
A atual número 7 do ranking mundial precisou lutar por 2h28 para superar a 57ª colocada da WTA por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/1 e 7/6(10-3). Svitolina chegou a estar com desvantagem de 3/1 na parcial decisiva.
Na segunda rodada, ela mede forças com a espanhola vinda do quali Kaitlin Quevedo, que bateu a convidada local Leolia Jeanjean em dois tiebreaks e placar final de 7/6 (7-5) e 7/6 (7-2), em 2h05. O duelo é inédito pelo circuito profissional.
Bricks are made of clay. Walls are made of bricks 🧱
Like a wall, @ElinaSvitolina returned every ball to claim the point of the day in Paris 🔥🎾#RolandGarros pic.twitter.com/5Sujip5vPh
— Roland-Garros (@rolandgarros) May 25, 2026
A ucraniana apontou o confronto diante de Bondar como um enorme obstáculo. “Com certeza está entre as três partidas mais difíceis que disputei. Não me lembro de um jogo tão duro. Já tinha perdido em Madri, mas hoje estava muito quente também, com condições difíceis”, explicou.
A tenista de 31 anos vem embalada pelo título do WTA 1000 de Roma, seu terceiro no Foro Itálico. “Perdi o primeiro set e realmente precisei buscar aquela confiança de Roma para elevar o meu nível e continuar lutando. No final, joguei um bom tênis no segundo set e fiquei bastante focada no terceiro”, analisou.
+ Clique aqui e siga o Canal do TenisBrasil no WhatsApp
Svitolina acredita que a rival atuou sem pressão. “Quando você está jogando bem, quando se está no topo do ranking, todo mundo joga solto contra você. Acho que o exemplo da Anna mostra isso: elas não têm nada a perder e trazem o melhor tênis delas, estão jogando as partidas da vida delas”, assegurou.
Ex-número 3 do mundo, a ucraniana exalta a boa fase, mas quer pensar em um jogo de cada vez. “Estou em boa forma, mas acho que ainda existem jogadoras mais favoritas do que eu. Pelo menos cinco atletas ainda têm mais chances de vencer este torneio, então não penso muito nisso agora”, garantiu.
O impacto emocional causado pela guerra na Ucrânia
Assim como sua compatriota Marta Kostyuk, que condenou um ataque russo contra a Ucrânia perto de sua casa em Kiev, Svitolina disse que é muito complexo manter a concentração com tantos fatores externos interferindo.
“Você pensa demais, claro. Quando situações como essas acontecem, você começa a refletir sobre a sua vida e sobre o que está fazendo aqui, porque existe a possibilidade de perder sua família”, lamentou.
Crítica contumaz do conflito armado, ela reiterou como a guerra dificulta a vida dos atletas oriundos das regiões afetadas. “Acho que é assim para todos os ucranianos. Estamos lidando com isso há anos, talvez nem sempre falando sobre o assunto, mas é extremamente duro e pesa sobre nós há muito tempo”, avaliou Svitolina.
Leia mais
Svitolina leva susto no começo, mas supera a estreia com virada










