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Paris (França) – Após estrear com boa vitória em Roland Garros, Elena Rybakina voltou a comentar sobre a possibilidade de assumir a ponta do ranking de forma inédita. A vice-líder da WTA também comentou sobre sua adaptação ao saibro e analisou o desempenho no primeiro compromisso do evento.
Ciente de que ainda precisa se adequar melhor às condições em Paris, a cazaque ainda examinou a importância de se manter saudável para o restante da temporada. Ela sofreu com alergias no decorrer da temporada europeia de saibro.
“Definitivamente não comecei muito bem e cometi alguns erros não forçados. As condições exigem um tempo de adaptação, a bola estava voando muito, não era fácil controlá-la, mas depois me senti confortável. Tentei me manter agressiva e continuar batendo na bola. O início é sempre difícil nesse tipo de rodada”, explicou.
Now on court Philippe-Chatrier, No.2 seed Elena Rybakina vs Veronika Erjavec 💫#RolandGarros pic.twitter.com/aJZiZ8WhoG
— Roland-Garros (@rolandgarros) May 25, 2026
Rybakina derrotou a eslovena Veronika Erjavec por duplo 6/2 e admitiu que precisou de tempo para encontrar o melhor ritmo diante da rival número 84 do mundo. “A realidade é que eu não a conhecia. Vi alguns vídeos, então não é fácil saber exatamente o que a adversária vai fazer quando você nunca a enfrentou antes, nem que tipo de golpes esperar”, admitiu.
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“Para uma estreia, acho que fui sólida, mas sei que ainda preciso melhorar muitas coisas para a próxima rodada. Por exemplo, o saque e o percentual de primeiro serviço não foram tão altos quanto eu queria, mas fazia muito calor, então precisei me adequar”, avaliou. A cazaque agora encara a ucraniana Yuliia Starodubtseva, 55ª do ranking.
A tenista de 27 anos pontuou os desafios de atuar sobre o saibro e o que espera daqui em diante. “Não é fácil conseguir um bom ângulo nessas condições. O jogo de pernas sempre pode melhorar, assim como algumas decisões dentro de quadra. A resistência física é muito importante também”, disse.
Consistência e cuidado com saúde em busca da liderança
Rybakina, que alcançou as oitavas de final no ano passado, está próxima da líder, a bielorrussa Aryna Sabalenka, atual vice-campeã. Somente 587 pontos as separam, mas a cazaque precisará melhorar seu histórico em Paris caso almeje atingir o topo. Para chegar à liderança, ela precisa chegar pelo menos à semifinal. Caso Sabalenka vá às oitavas, Rybakina precisará ir até a final. Já se a bielorrussa for semifinalista, a cazaque terá que conquistar o título. Ela nunca passou das quartas em Paris.
Nas últimas semanas, no entanto, ela obteve bons resultados na terra batida, com título no WTA 500 de Stuttgart e quartas de final em Roma. “Para chegar ao posto de número 1 do ranking você precisa ser muito regular, isso é o mais importante”, destacou.
Sem jamais ter passado das quartas em Roland Garros, Rybakina espera se manter em forma para seguir na briga pelo número 1. “Você sempre precisa se manter saudável em um calendário tão exigente, porque não há margem para pular torneios. Acho que a constância é o mais importante”, concluiu.
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Seria a primeira cazaque número 1 da história! A conferir…
O desafio da Rybakina é grande. O problema é aguentar a pressão de confirmar o favoritismo em alguns jogos e também a pressão de aproveitar as chances que aparecem para chegar à liderança do ranking. Nos últimos torneios ela não me pareceu muito confortável quando teve que enfrentar a pressão de jogar como favorita e aproveitar as chances que a Sabalenka deu pra ela de chegar na liderança do ranking. Ela perdeu para a Potapova nas oitavas de final do WTA 1000 de Madri e foi derrotada pela Svitolina nas quartas de final do WTA 1000 de Roma.
Sabalenka perde o número 01 esse ano ou em Wimbledon ou USOpen. Rybakina praticamente não tem pontos para defender;
Sim, acho que se ela chegar na maioria das quartas de finais até o UsOpen, fatura este n.1, nem precisa de títulos, pois ela quase zerou tudo até lá, só foi voltar nos torneios da Ásia já no final do ano. Do outro lado, Sabalenka vai ser obrigada a manter tudo lá em cima pra manter os pontos, o que não está sendo fácil!