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Svitolina escreve longa carta à filha Skai enaltecendo Monfils: “Seu pai, o mágico”

Foto: Elina Svitolina/ Instagram

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Paris (França) – Casado com a ucraniana Elina Svitolina desde 2021, o francês Gael Monfils, aos 39 anos, disputa sua última temporada profissional, depois de quase ter parado de jogar durante a pandemia da Covis-19. Foi Svitolina quem impediu sua aposentadoria. “Sinceramente, se eu não tivesse conhecido Elina, eu já teria me aposentado. Acho que teria desistido depois da Covid. Na época, eu ainda estava no top 10, mas isso não significava nada para mim, era uma energia diferente e simplesmente sentia que não era mais para mim”, confessou o francês ao compatriota Gilles Simon em conversa em seu canal no YouTube.

No início de 2022, Monfils foi campeão em Adelaide e chegou às quartas no Australian Open, mas uma lesão no pé o afastou das competições por sete meses e Elina estava grávida. “Elina encontrou as palavras certas e me disse: ‘Olha, eu voltarei depois de dar à luz, você também pode’. Ela me deu motivação.” A filha Skai nasceu em outubro de 2022.

Em 21 anos de carreira, Monfils, ex-top 10 do mundo, conquistou 13 títulos de simples na ATP e outros 22 vice-campeonatos, chegando a alcançar o 6º lugar no ranking mundial. Sua conquista mais recente foi neste ano em Auckland. Em Grand Slam, suas melhores campanhas foram as semifinais de Roland Garros (2008) e do US Open (2016). Nesta quinta-feira, ele comanda o evento Gael & Amigos, de caráter beneficente, na Quadra Phillipe Chatrier em que Svitolina é uma das participantes.

Tricampeã este ano no WTA 1000 de Roma e campeã do WTA 250 de Rouen também nesta temporada, Svitolina escreveu para o The Player’s Tribune uma longa e comovente carta à filha Skai falando sobre como conheceu Monfils e de sua admiração por ele.

“Querida Skaï,
Daqui a alguns dias, algo muito especial vai acontecer aqui em Paris. Você tem apenas três anos, então ainda é muito nova para saber :) Mas estou escrevendo esta carta na esperança de que um dia você leia os pensamentos da sua mãe e então entenda. Você entenderá por que seu pai significa tanto para tantas pessoas ao redor do mundo. Você entenderá por que a carreira dele foi tão incrível … e por que sua última participação em Roland Garros é um momento tão lindo.

Você entenderá por que, às vezes, o tênis é mais do que apenas tênis.

Mas vou começar falando sobre o tênis em si — porque, quando se trata do seu pai e deste assunto, há muito o que dizer. A primeira coisa que você deve saber, eu acho, é que Gaël Monfils foi um dos maiores jogadores de todos os tempos. Há outros que foram mais consistentes ou que cometeram menos erros …, mas é interessante. Porque quando você diz por que esses jogadores são ótimos, talvez precise dar uma longa explicação. Ou mostrar muitas estatísticas, ou uma partida inteira, ou um torneio inteiro. Mas com o seu pai? Não é assim. Com o seu pai, é tão simples. Você pode mostrar a alguém um único ponto dele, até mesmo um único golpe … e agora eles vão “entender”.

Porque o seu pai, em apenas um golpe, um momento, ele conseguia o que eu acho que poucos atletas conseguem. Ele conseguia fazer as pessoas sentirem algo. Quase como em um show, quando toca uma música perfeita, ou no cinema, quando há uma fala perfeita, e você tem aquela sensação de: “Meu Deus! Uau!”. É de tirar o fôlego. Eu não diria que os esportes geralmente são assim … são competições, sabe? Mas se você assistir ao Gaël jogar, há momentos em que você se conecta com algo mais profundo do que o esporte. Em que você pensa: “OK, tênis … isso não é apenas um jogador tentando esmagar o outro”. Quando isso acontece nos melhores momentos??? É mágico também.

E seu pai era o melhor mágico”, começa contando Svitolina, para em seguida revelar como se conheceram.

“Sua criatividade, sua velocidade, sua inteligência, sua coordenação … e, sejamos honestos, seu sorriso encantador :) Com Gaël, você se sente como se ele estivesse fazendo um show de mágica, só para você. E eu sei disso não só pelo tênis dele, mas também pelo nosso primeiro encontro!!! Hahaha. Deixa eu te contar a história.
Então, quando eu era uma jovem jogadora na Ucrânia, eu só sabia quem era Gaël Monfils por assistir na TV. Além disso, na loja do nosso centro de tênis, havia muitas raquetes à venda, e uma delas era um modelo Prince com a foto dele na caixa de papelão. (Se você me dissesse naquela época que eu acabaria me casando com “o cara da caixa da Prince” … acho que eu diria, primeiro, que aquela raquete era PESADA demais!!! Segundo, que eu não acreditava.

Enfim, por anos, ele foi basicamente esse cara para mim. E aí, eventualmente, eu também me tornei jogadora profissional e contratei um treinador francês, como o Gaël. Foi assim que nos conhecemos: em 2017, em Nova York, numa quadra de treino no Central Park, apresentados por um amigo em comum. Mas eu era muito tímida, então foi só um “oi”. Um ano depois, eu já tinha 24 anos e tinha ganhado o WTA Finals em Cingapura. Depois da vitória, fui para Paris comemorar e postei sobre isso no Instagram. (Vou te explicar o Instagram outra hora.) Seu pai viu minha postagem e me mandou uma mensagem dizendo que também estava em Paris e perguntando se a gente podia se encontrar enquanto estivesse com os amigos. Então nos encontramos — e ele mal falou comigo a noite toda!!! Para ser justa, ele estava sóbrio. Enquanto eu estava… comemorando. Hahaha. Mas no fim da noite, eu estava saindo do bar e ele me acompanhou até o táxi. E perguntou se eu gostaria de tomar um café com ele no dia seguinte. Eu respondi: “Claro!” É difícil saber se nosso café foi oficialmente um encontro — os homens podem ser vagos com essas coisas —, mas acho que o fato de ter sido “não oficial” é parte do que o torna especial. Tínhamos tanta coisa em comum, como duas pessoas vivendo uma vida insana no tênis, e foi bom poder conversar honestamente sobre essa vida. Lembro que até falei sobre querer ter filhos … não exatamente um assunto para um primeiro encontro! Eu disse algo como: “Provavelmente vou jogar até os 28 ou 29 anos, depois dar uma pausa para ter um bebê e então voltar a jogar”. Acho que você aprende muito sobre alguém pelo tipo de ouvinte que essa pessoa é, e seu pai foi um ouvinte tão atencioso naquele momento. Senti que podia contar tudo para ele. O que era para ser um café rápido acabou se tornando um dia inteiro … só nós dois caminhando por Paris (ok, talvez tenha sido um encontro) e nos conhecendo melhor.

Então, antes de nos despedirmos, foi quando finalmente conheci Gaël, o Mágico.
Falando apenas como sua mãe … Eu não diria que é sempre um bom sinal se um cara leva um baralho de cartas para o encontro. Então, tenha isso em mente para o futuro. Mas seu pai foi muito charmoso e me deu um sorriso enorme enquanto tirava o baralho e dizia: “Muito bem, Elina. Agora vou te mostrar um truque de mágica. O que eu ganho se adivinhar a sua carta?!” Eu fiquei tipo: “Hum… não sei… um abraço.” Aí fiquei com vergonha da minha resposta e mudei para “um beijo na bochecha”. Três anos depois eles se casaram.

E agora, quase cinco anos depois… é inacreditável. Passamos por tanta coisa juntos como casal. (E desde que você nasceu, como um trio!!!) E me sinto muito sortuda por estar nessa aventura com seu pai. Nem sempre foi fácil, na verdade, às vezes foi bem difícil — mas acho que é disso que se trata o casamento e a parceria. É uma grande lição que aprendi, e uma grande lição para você também … como ser parceiro de alguém pode ser divertido, mas também dá trabalho. Então, você quer ter certeza de escolher um parceiro que se sinta confortável com os dois lados. E para mim, esse parceiro é o Gaël.

Acho que muitas pessoas que só assistem ao seu pai na quadra o veem apenas como um cara que entretém. O showman carismático, com uma personalidade vibrante, sabe? Mas fora da quadra, eu diria que é bem diferente. Ele é bem complexo. E ele tem uma mente tão forte e ponderada, sempre sinto que ele está refletindo sobre muitas coisas. Na verdade, ele costuma ser mais quieto do que barulhento. E é como a criatividade que ele dedicou ao tênis durante sua carreira profissional, quando está em casa, ele agora aplica essa mesma energia em nossa vida familiar. Seja brincando com você lá fora durante o dia, lendo para você antes de dormir à noite ou fazendo cursos que poderá usar em sua futura carreira … Acho que ele está sempre fazendo pequenas coisas para confortar nós três de alguma forma.

Às vezes, o conforto que eu precisava não era tão pequeno assim. Apenas alguns meses após o nosso casamento, então eu estava no início da minha gravidez com você, houve uma invasão em grande escala da Ucrânia. Este não é apenas o meu país natal, mas também onde minha família estava na época. E é difícil até explicar o quão assustador foi, só de tentar entender tudo aquilo e localizar seus avós para tirá-los de lá em segurança. Mas vou te dizer uma coisa: é em momentos como este que você realmente descobre se alguém te apoia. Porque existe apoio — aquele tipo de apoio “ah, querida, estou aqui para você” — e existe apoio de verdade. E com o seu pai, é diferente: ele não faz nada pela metade. Ele não está apenas me apoiando, ele é realmente meu parceiro nisso. Como se fosse o país dele lidando com uma tragédia, e como se os próprios pais dele estivessem em perigo. Nós, tenistas, sejamos honestos … somos bons em ficar sozinhos. Mas se há uma coisa boa que eu me lembro desse período horrível, é como o Gaël me fez sentir o oposto de sozinha. Ele me fez sentir como se eu estivesse em uma equipe.

Infelizmente, acho que uma das razões pelas quais seu pai tem um caráter tão elevado e uma perspectiva tão humana é que ele é alguém que passou por muita coisa na vida — especialmente como um homem negro na França e em um esporte como o tênis. Essa foi uma das nossas primeiras conversas quando começamos a namorar. Ele falou sobre torneios em que participou quando era criança, com menos de 10 anos, em que certos clubes o rejeitaram por causa da cor da sua pele. Isso partiu meu coração e me deixou com muita raiva. Mas também me fez admirar ainda mais a trajetória dele. Sinceramente, Skaï, espero que, quando você ler isso, pareça impossível acreditar que algo assim realmente aconteceu … mas acho que ainda existe no mundo, só que em versões diferentes, o que eu definitivamente percebi pelas reações a mim e ao seu pai como um casal interracial. Sempre me impressiona a forma como ele lida com essas coisas — com tanta elegância. E quando penso nas suas próprias experiências como uma criança interracial e, depois, como uma mulher interracial, sei o quanto sou grata por Gaël ser seu pai. Não há ninguém em quem eu confie mais para te ajudar a navegar pelo mundo.

E, claro, preciso voltar a falar de tênis!!!
Às vezes, quando se trata do seu pai, ele é uma pessoa tão querida, sabe, com tantas qualidades dignas de serem celebradas… que acho que podemos nos esquecer de falar o suficiente sobre o TÊNIS. E dizer que o tênis dele, por si só, já merece ser celebrado, é um eufemismo.
Que jogador!

Como mencionei, as estatísticas não capturam toda a sua grandeza única… mas deixe-me citar apenas algumas: 21 anos consecutivos vencendo uma partida de simples em um Grand Slam. O francês com o maior número de vitórias em partidas de simples em Grand Slam. 14 participações na Copa Davis, com um retrospecto de 12 vitórias e 3 derrotas, e dois vice-campeonatos. Quatro vezes representando a França nas Olimpíadas, incluindo os Jogos de Paris em 2024 (o que sei que emocionou muito o Gaël). 19 anos consecutivos chegando a pelo menos uma final da ATP, um feito alcançado por apenas cinco jogadores na história. 13 títulos da ATP na carreira. Revelação do Ano da ATP, aos 19 anos… melhor ranking da carreira, número 6 do mundo, aos 30 … título da ATP aos 38, o jogador mais velho da história do circuito a conquistar um na época (embora ele deteste quando o chamam de velho!!! Hahaha). E uma história tão rica em Roland Garros. Campeão juvenil em 2004. Depois, chegando às semifinais na campanha memorável em 2008. E agora, tantos anos depois, entrando em sua última chave principal empatado como o francês com mais vitórias em Roland Garros. É notável.”

Svitolina segue enumerando coisas que aprendeu com Monfils, como a seriedade com que representa a França, e um segredo que ele descobriu e ela revela para a filha. “O segredo é: a vida não se resume a somar os nossos resultados. A vida é muito mais do que isso! É sobre quem somos e quem nos tornamos no caminho para esses resultados. É sobre as experiências que conseguimos ter, os relacionamentos que conseguimos construir, os sentimentos que conseguimos inspirar e compartilhar. É sobre sermos fiéis. Faz sentido o que estou dizendo? Porque para mim, quando penso na carreira do seu pai … mais do que qualquer outra coisa, penso nisso. Em como ele sempre, sempre, sempre se manteve fiel. Ao seu próprio caminho. Ao seu próprio estilo. À sua própria identidade. Às suas próprias crenças. À sua alegria pelo jogo … ao seu respeito pelo jogo … e até mesmo simplesmente ao próprio jogo. E espero que, quando as pessoas falarem sobre o seu impacto no tênis, em todos os lugares, mas especialmente aqui em Roland Garros, seja isso que elas digam.

Espero que digam: Gaël Monfils, não havia outro igual a ele. Gaël Monfils, ele significou muito para o tênis … mas também algo muito mais profundo do que o tênis. Gaël Monfils, ele se manteve fiel a si mesmo.”
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